domingo, 22 de Novembro de 2009

JESUS CRISTO REI E SENHOR DO UNIVERSO





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Festividade de Cristo-Rei

Nosso Senhor Jesus

Rei do Universo



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No 34.º Domingo do Tempo Comum (último do Ano Litúrgico) celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo.

As leituras deste Domingo falam-nos do Reino de Deus (esse Reino de que Jesus é Rei).
Apresentam-no como uma realidade que Jesus semeou, que os discípulos são chamados a edificar na História (através do amor), e que terá o seu tempo definitivo no mundo que há-de vir.

A primeira leitura utiliza a imagem do Bom Pastor, para apresentar Deus e para definir a Sua relação com os homens.
A imagem sublinha, por um lado, a autoridade de Deus e o seu papel na condução do Seu Povo pelos caminhos da História; e sublinha, por outro lado, a preocupação, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo Seu povo.

Na leitura da epístola aos Coríntios, Paulo lembra aos Cristãos que o fim último da caminhada do crente é a participação nesse «Reino de Deus» de vida plena, para o qual Cristo nos conduz.
Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-se-á em tudo e actuará como Senhor de todas as coisas (Vers. 28).

Na leitura do Apocalipse, o autor apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o "príncipe dos reis da Terra", aquele que há-de vir "por entre as nuvens" cheio de poder, de glória e de majestade, para instaurar um Reino definitivo de felicidade, de vida e de paz.
É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de "filho de homem" de que falava a primeira leitura.

O Evangelho de S. João apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de Rei diante de Pôncio Pilatos.
A cena revela, contudo, que a Realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da Terra.
A Missão "real" de Jesus é dar "testemunho da Verdade"; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.

O Evangelho de S. Mateus apresenta-nos o «Rei» Jesus a interpelar os Seus discípulo acerca do amor que partilharam com os irmãos, sobretudo com os pobres, os débeis, os desprotegidos.
A questão é esta: O egoísmo, o fechamento em si próprio, a indiferença para com o irmão que sofre, não têm lugar no Reino de Deus.
Quem insistir em conduzir a sua vida por esses critérios, ficará à margem do Reino.



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Livro de Ezequiel

(34,11-12.15-17)


Porque assim fala o Senhor DEUS:

"Eis que Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e me interessarei por elas.
Como o pastor se preocupa com o seu rebanho, quando se encontra entre as ovelhas dispersas, assim preocupar-me-ei Eu com o meu.
Reconduzi-lo-ei de todas as partes, por onde tenha sido disperso, num dia de nuvens e de trevas.

"Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar - oráculo do Senhor DEUS.
Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei a que está ferida e tratarei da que está doente.
Vigiarei sobre a que está gorda e forte.
A todas apascentarei com justiça.

"Quanto a vós, minhas ovelhas, assim fala o Senhor DEUS:
Eis que vou julgar-vos, entre ovelhas e cabritos".



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Livro dos Salmos
(23/22, 1-2.2-3.5.6)


O SENHOR é meu pastor:
nada me faltará.
Em verdes prados faz-me descansar
e conduz-me às águas refrescantes.

Reconforta a minha alma
e guia-me por caminhos rectos,
por amor do Seu nome.

Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
Ungiste com óleo minha cabeça;
A minha taça transbordou.

A Tua bondade e o Teu amor
hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida;
E habitarei na casa do SENHOR
para todo o sempre.



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1.ª Carta aos Coríntios
(15, 20-26.28)


Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.
Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos.

E como todos morrem em Adão, assim em Cristo todos voltarão a receber a vida.
Mas cada um na sua própria ordem:
Primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da Sua vinda.

Então, será o fim, quando Ele entregar o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo o principado, toda a dominação e poder.
Pois é necessário que Ele reine, até que tenha colocado todos os inimigos debaixo dos Seus pés.

O último inimigo a ser destruído será a morte.
E quando todas as coisas Lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho submeter-se-á Àquele que tudo Lhe submeteu, a fim de que Deus seja tudo em todos.



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Livro do Apocalipse
(1, 5-8)


E da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da Terra.
Àquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o Seu sangue, e fez de nós um reino, sacerdotes para Deus e Seu Pai.
A Ele seja dada a Glória e o Poder pelos séculos dos séculos. Ámen!

Olhai: Ele vem no meio das nuvens!
Todos os olhos O verão, até mesmo os que O trespassaram.
Todas as nações da Terra se lamentarão por causa d'Ele. Sim. Ámen!
Eu sou o Alfa e o Ómega – diz o Senhor Deus –
Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso.



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Evangelho segundo S. João

(18, 33-37)


Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-Lhe:
«Tu és rei dos judeus?»
Respondeu-lhe Jesus:
«Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?»

Pilatos replicou:
«Serei eu, porventura, judeu? A Tua gente e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim! Que fizeste?»
Jesus respondeu:
«A minha Realeza não é deste mundo.
Se a minha Realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu Reino não é de cá».

Disse-Lhe Pilatos:
«Logo, Tu és rei!»
Respondeu-lhe Jesus:
«É como dizes: Eu sou Rei!
Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade.
Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz».



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Evangelho segundo S. Mateus

(25, 31-46)


Quando o Filho do Homem vier em Sua Glória, acompanhado por todos os Seus Anjos, há-de sentar-Se no Seu Trono de Glória.
Perante Ele, vão reunir-se todos os povos, e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.

À Sua direita porá as ovelhas, e à sua esquerda, os cabritos.
O Rei dirá, então, aos da Sua direita:

"Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a Criação do Mundo.
Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me;
Estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo".

Então, os justos irão responder-Lhe:
"Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos?
E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?"


E o Rei irá dizer-lhes, em resposta:
"Em verdade vos digo:
Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes".

Em seguida, dirá aos da esquerda:
"Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o Diabo e para os seus anjos!
Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, estava doente e na prisão e não fostes visitar-me".

Por sua vez, estes perguntarão:
"Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos?"

Ele responderá, então:
"Em verdade vos digo:
Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer".

Estes irão para o suplício eterno, e os justos irão para a Vida eterna.

(Evangelho litúrgico desta mesma Solenidade em 2008)




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S. Nicolau Cabasilas
(1320-1363, Teólogo leigo, grego)

A Vida em Jesus Cristo
(Livro 4, 93-97; 102)

«Vinde, benditos de meu Pai,
recebei como herança o Reino que vos
está preparado, desde a criação do mundo»


«Depois de haver completado a purificação dos pecados, sentou-Se à direita da Majestade Divina, nas alturas» (Heb 1, 3). [...]
Foi, pois, para nos servir, que Ele veio, de junto de Seu Pai, a este mundo.

E o cúmulo é que não é apenas no momento em que aparece nesta Terra, revestido da enfermidade humana, que Se apresenta sob a forma de escravo, escondendo a Sua qualidade de Senhor.
Será também mais tarde, no dia em que vier com todo o Seu poder e aparecer com toda a Glória de Seu Pai, aquando da Sua manifestação.

Quando vier do Seu Reino, «cingir-Se-á, mandará que se ponham à mesa e servi-los-á» (Lc 12, 37).
Eis Aquele pelo qual reinam os soberanos e governam os príncipes!

É assim que Ele há-de exercer a Sua realeza, verdadeira e sem mancha [...].
É assim que Ele domina aqueles que submeteu ao Seu poder:
Mais amável que um amigo, mais equitativo que um príncipe, mais terno que um pai, mais íntimo que os membros, mais indispensável que o coração.

Ele não Se impõe pelo medo, nem submete através do salário.
Somente em Si mesmo encontra a força do Seu poder, apenas prende os que se Lhe submetem.
Porque reinar pelo medo, ou com vista a um salário, não é governar por si mesmo, mas pela esperança do lucro ou pela ameaça. [...]

É preciso que Cristo reine em sentido próprio; qualquer outra autoridade é indigna d'Ele.
Ele soube chegar a este ponto por uma via extraordinária [...]: para Se tornar o verdadeiro Senhor, abraça a condição de escravo e torna-Se servo de escravos, até à morte de cruz.

E assim arrebata a alma dos escravos e apodera-Se directamente da vontade deles.
Sabendo que é esse o segredo deste modo de reinar, Paulo escreve: «Humilhou-Se a Si mesmo, feito obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso é que Deus O exaltou» (Fil 2, 8-9). [...]

Pela primeira criação, Cristo é senhor da natureza; pela nova criação, tornou-Se Senhor da nossa vontade. [...]
É por isso que Ele diz:
«Foi-Me dado todo o poder no Céu e na Terra» (Mt 28, 18).






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Caros Irmãos e Amigos:

# Queiram consultar os seguintes SUPLEMENTOS, que este blogue considera de grande importância e pertinência:

a) "A RR, O FETO, O TÚNEL, A CRIANÇA, A EXCELÊNCIA":
http://nova-evangelizacao.blogspot.com/2009/11/solenidade-de-jesus-cristo-rei-do.html#c9180847756229190084

b) [...]
c)
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E boa navegação!


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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

GRANDES SANTOS DE NOVEMBRO


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Dia 4:
+ S. Carlos Borromeu, Bispo (+1584)

Chamado a Roma pelo tio Papa, S. Carlos, mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão.
Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margarete de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559-1656), do qual era sobrinho.

Carlos recebeu óptima formação humana e cristã, de maneira que estudou na Universidade de Pavia, e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas.
Chamado a Roma pelo tio Papa, S. Carlos, mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão, num tempo em que a Igreja abria-se para a sua renovação interna.


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Dia 6:
+ S. Nuno de Santa Maria
(Santo Condestável), Militar, Religioso (+1431)

Nasceu a 24 de Junho de 1360, no Castelo do Bonjardim.
Aos 13 anos, fazia parte do séquito do Rei D. Fernando, e por essa altura foi armado Cavaleiro.
Por obediência a seu pai, casa com D. Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-e-Minho.
Do casamento, nasceu uma filha: Dona Beatriz.

Após a morte de D. Fernando e porque a filha deste era casada com o Rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional, entra em actividade política.
Em Santarém, dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém.
Convidado pelo Mestre de Avis, foi eleito Regedor e Defensor do Reino.
Após vencer as batalhas de Atoleiros e de Aljubarrota, e já viúvo, lança ombros à construção do Convento do Carmo, em Lisboa.

Em 1422, partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423.
Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida.
Ei-lo agora como asceta, desapegado de todas as ambições terrenas e frivolidades, entregue por completo ao único fito de adorar e servir a Deus:
O herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas o humilde e feliz Frei Nuno de Santa Maria.

A 15 de Janeiro de 1918, a Sagrada Congregação dos Ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo Condestável, que o Papa Bento XV confirma, no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano.
Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.


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Dia 10:
+ S. Leão Magno, Papa, Doutor da Igreja (+461)

Nasceu na Toscana, no final do século IV, no ano 440.
É considerado um dos Papas mais eminentes da Igreja dos primeiros séculos.
Assumiu o governo da Igreja numa época de grandes dificuldades, políticas e religiosas.
A Fé católica estava ameaçada pelas heresias que grassavam no Oriente.

S. Leão Magno procurou a todo custo preservar a integridade da Fé, defendendo a unidade da Igreja.
Em 451, durante o Concílio da Calcedónia, a sua carta sobre as Duas Naturezas de Cristo foi aplaudida pelos Bispos reunidos, que disseram: "Pedro falou pela boca de Leão".

Enquanto homem de Estado, contemporizou a queda eminente do Império Romano, evitando com sua diplomacia que a ruína e os prejuízos materiais e culturais fossem ainda maiores.
Para salvar a Cidade Eterna das pilhagens dos bárbaros, não se intimidou em enfrentar Genserico e Átila, debelando assim o perigo que parecia irreversível.

Deixou escritos 96 Sermões, 173 Cartas e numerosas homilias, que chegaram até nós.
S. Leão Magno pontificou durante 21 anos.


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Dia 11:
+ S. Martinho de Tours, Bispo (+397)

S. Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria).
Seu pai era oficial do Exército Romano.
Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se Cristão.
Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano.

Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da capa de guarda imperial:
Ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua capa e oferece-lhe uma parte.
À noite, sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo-lhe:
"Martinho, ainda não baptizado, deu-me este vestuário".

Então, abandonou o Exército, e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers.
Entregou-se à vida de eremita, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário.
Ordenado Sacerdote, foi mais tarde aclamado Bispo de Tours (371).

Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor de almas, fundando mosteiros, instruindo o Clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo.
Morreu no ano de 397.


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Dia 13:
+ Santo Estanislau Kostka, Religioso (+1568)

Nasceu na Polónia em 1550.
Desde menino, tinha profunda vocação religiosa.
Mesmo tendo nascido em família nobre e poderosa, manteve-se fiel a Deus por toda a vida.
Aos 13 anos, foi mandado para completar os seus estudos na escola dos jesuítas, juntamente com seu irmão mais velho, Paulo.

Foi lá que passou por uma grande provação:
Nessa época, o imperador da Áustria, em luta contra a recém-formada Companhia de Jesus, requisitou o prédio onde moravam os meninos que provinham de longe.
Por esse facto, os estudantes tiveram que recorrer a pensões.
Longe de seus mestres, muitos facilmente caíram em diversos pecados.
Porém, Estanislau não os seguiu, usando o seu tempo livre para dedicar-se cada vez mais aos estudos.

Nessa época, ficou doente, tendo um enorme desejo de receber a Sagrada Eucaristia.
Prodigiosamente, foi ouvido por dois Anjos que Lha trouxeram!
Foi aí que o jovem teve total convicção de seu propósito de entrar na Companhia de Jesus.
Ultrapassou diversos obstáculos para chegar ao seu ideal, com uma vida dedicada inteiramente aos estudos e à espiritualidade.
Muito devoto de Nossa Senhora, morreu conforme havia previsto, aos 18 anos, em 1568, no dia da Assunção de Nossa Senhora.


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Dia 15:
+ Santo Alberto Magno,
Bispo, Doutor da Igreja (+1280)

Foi, sem dúvida, um dos maiores sábios de todos os tempos.
Não dominava apenas, como Mestre, a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo S. Tomás de Aquino), mas também estendia seu saber às Ciências Naturais.

Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica; escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura.
Tão assombroso acumular de ciência não o impediu, porém, de ser um piedoso e exemplar dominicano.

Nomeado Bispo de Regensburg, mostrou-se Pastor zeloso e exemplar; mas, logo que pôde, pediu e obteve dispensa das funções episcopais, e retornou à sua cela de monge humilde e sábio.
Foi chamado de "Doutor Universal".


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Dia 17:
+ Santa Isabel da Hungria, Rainha (+1231)

Hoje celebramos a memória de uma mulher de Deus, que devido à sua vida de santidade, teve o seu nome em muitas instituições de caridade, e foi declarada como Padroeira da Ordem Terceira Franciscana.
Isabel era filha de André, Rei da Hungria, e nasceu num tempo em que os acordos das nações eram selados com o casamento.

No caso de Isabel, ela fora prometida a Luís IV (duque hereditário da Turíngia) em Matrimónio, um pouco depois do seu nascimento, em 1207.
Santa Isabel foi morar na corte do futuro esposo, e lá começou a sofrer veladas perseguições por parte da sogra que, invejando o amor do filho para com a Santa, passou a caluniá-la como esbanjadora, já que tinha grande caridade para com os pobres.

Mulher de oração e generosa no meio dos sofrimentos, Isabel sempre era em tudo socorrida por Deus.
Quando já casada e com três filhos, perdeu o marido numa guerra e foi expulsa da corte pelo tio de seu falecido esposo, agora encarregado da regência.
Aconteceu que Isabel teve que se abrigar num curral de porcos, com os seus filhos, até ser socorrida como pobre pelos franciscanos de Eisenach, uma vez que até mesmo os mendigos e enfermos, ajudados por ela, insultavam-na, por temerem desagradar ao regente.

Ajudada por um tio que era Bispo de Bamberga, Isabel logo foi chamada para voltar à corte, e os seus direitos, como os de seus filhos, foram reconhecidos; isto porque os companheiros de cruzada do falecido rei tinham voltado com a missão de dar protecção a Isabel, pois nisto consistiu o último pedido de Luís IV.

Santa Isabel não quis retornar à Hungria; renunciou aos títulos, e entrou na Ordem Terceira de S. Francisco.
Fundou um convento de franciscanas, em 1229, e pôs-se a servir os doentes e enfermos, até morrer em 1231, com apenas 24 anos, num hospital construído com os seus bens.


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Dia 23:
+ S. Clemente I, Papa e Mártir (+102)

É Santo Irineu quem nos conta que, dos sucessores imediatos de S. Pedro na Cátedra de Roma, o terceiro Papa chamava-se Clemente.
Além dessa notícia do Papa, ele também relata-nos que o autor da importante Carta, escrita pela Igreja de Roma à Igreja de Corinto, é do Papa Clemente.
Foi dito que a sua Carta aos coríntios é a "epifania do primado romano", enquanto este primeiro documento papal (protótipo de todas as cartas encíclicas que seriam escritas no decurso dos séculos) afirma a autoridade do Sucessor de Pedro, Bispo de Roma, sobre as demais Igrejas de origem apostólica.

A Carta, escrita entre os anos de 93 e 97, enquanto estava ainda com vida o Apóstolo S. João, é dirigida à Igreja de Corinto, dividida por cisma interno, porque o grupo de fiéis contestava a autoridade dos presbíteros.
O tempo em que S. Clemente esteve à frente da Igreja (92-102) foi marcado por uma relativa paz e tolerância, da parte dos imperadores Vespasiano e Tito.


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Dia 25:
+ Santa Catarina de Alexandria,
Virgem e Mártir (+305)

É sem dúvida uma das Santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada.
De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.

Conduzida diante do imperador, por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos.
Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinquenta filósofos mais cultos do Egipto para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, no final do debate, também els declararam-se cristãos.
O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinquenta sábios e a sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.


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Dia 28:
+ Santa Catarina Labouré, Religiosa (+1876)

Numa família profundamente cristã de remediados lavradores da Borgonha, em França, nasceu, a 2 de Maio de 1806, Catarina Labouré.
Órfã de mãe aos nove anos, veio mais tarde a ser convidada por uma cunhada, directora dum colégio em Chatillon, a ir viver para junto de si.
Convivendo com as Irmãs da Caridade, que viviam perto, acendeu nela o desejo de as imitar.
Tendo feito o postulantado, seguiu para Paris, onde iniciou o noviciado na Rua du Bac.
Entrou naquela casa durante a solene novena que precedeu a trasladação das relíquias de S. Vicente de Paulo.

Na noite de 17 para 18 de Julho de 1830, estando a dormir, é acordada por uma criança, aparentando quatro anos de idade, que lhe diz:
"Vem à capela; Nossa Senhora espera-te".
Entrando na capela, profusamente iluminada, viu Nossa Senhora sentada numa cadeira.
Seguiu-se um diálogo de duas horas.
A Senhora descerrou-lhe o véu do futuro, prognosticando-lhe as desgraças que, daí a 40 anos, cairiam sobre a França.
A esta aparição, seguiram-se mais duas.
Já foram referidas estas visões no dia de ontem (27 de Novembro), ao tratar-se de Nossa Senhora das Graças e da Medalha Milagrosa.

Depois das aparições, continuou a servir os pobres durante 46 anos.
Catarina Labouré é realmente a Santa do silêncio, da humildade.
Enquanto viveu, foi desconhecida.
Faleceu a 3 de Dezembro de 1876.
Foi beatificada em 1933 e canonizada em 1947.


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Dia 30:
+ Santo André, Apóstolo

Os gregos chamam este ousado Apóstolo de "Protókletos", que significa: o Primeiro Chamado.
Ele foi um dos afortunados que viram Jesus na verde planície de Jericó.

Ele passava, e o Baptista indicou-O com o dedo de Precursor, dizendo:
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo".
André e João foram atrás d'Ele, mas não se atreveram a falar-Lhe, até que Jesus se virou para trás e perguntou-lhes:
- «O que procurais?»
- Mestre, onde habitas?
- «Vinde e vede»,
respondeu-lhes Jesus.

A Igreja deve muito a Santo André.
Terá sido martirizado numa cruz com a forma de aspa ou X, que é conhecida pelo nome de "Cruz de Santo André".


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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

JEJUM DA BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR - 1







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I - O JEJUM (total) DA

BEATA ALEXANDRINA




Uma História de Resistências



O jejum da Beata Alexandrina pode ser visto como um instante convite, um apelo, para que as pessoas se aproximem do seu surpreendente mundo.
Por isso e decerto, os seus inimigos de hoje, como os de ontem, teimam em pô-lo em causa.
Realmente, se ele fosse falso, abalava irremediavelmente o edifício desse mundo.
Mas é um facto, e factos não se negam, explicam-se.

Ele é um desafio lançado à nossa mentalidade que valoriza o dado objectivo e inapelável.
Por isso, é particularmente interpelante: é extraordinário, mas verdadeiro.
"Se cheira a milagre, é falso", (assim) pensa muita gente
[1].
Mas esta atitude é tão pouco científica como a aceitação ingénua do facto miraculoso.
Científico é analisar, investigar os factos até ao limite, e depois tirar as conclusões que eles imponham, sejam elas quais forem.

Felizmente, a história das resistências ao jejum da Alexandrina responde, cremos, a todas as objecções que sobre ele hoje se queiram levantar.
Muitos se anteciparam: Levantou-lhas o Arcebispo de Braga, levantaram-nas vários médicos, levantou-as a comissão teológica que a examinou, em 1944, etc.

Esse jejum começou por ser uma certeza apenas para a roda dos amigos da Alexandrina, para aqueles que a conheciam de perto e que com ela sofriam e que sabiam que nela não havia mentira.
Depois, a custo, a notícia divulgou-se e ganhou adeptos.

Como veremos à frente, essa abstenção total de alimentos, ou inédia, não é um facto novo na História da Igreja.
Vamos abordar o tema em dois momentos: No primeiro, tentaremos estabecer, com a máxima segurança, a realidade do jejum; no segundo, procuraremos penetrar já no mundo da Beata, mas a partir do mesmo jejum.

_______
[1] Atitude já apontada por Jean Guitton. É um preconceito positivista afirmar (sem prova científica, logo dogmática) que não pode haver milagres, porque contrariam as leis da natureza, e só podem ser aceites as afirmações científicas. Só que esta afirmação não é científica, e logo contradiz-se a si própria. Z.C.






* * *


1 – “Uma mulher que não come nem bebe
há 6 anos, e vive perfeitamente!...”



Um dos primeiros testemunhos públicos, inequívoco e insuspeito, sobre o jejum da Alexandrina, foi publicado, em 4 de Novembro de 1947, no Jornal de Notícias.
Terá sido escrito pelo próprio director desse diário portuense.

Sob o título de “Uma mulher que não come nem bebe há 6 anos, e vive perfeitamente!...”, o artigo desenvolve-se em duas partes.
Começa com uma breve introdução, a que se segue uma entrevista à doente, e depois completa-se com a segunda parte, intitulada
“A história da enfermidade e as conclusões clínicas que ela provocou”.

O jornalista tinha tomado conhecimento do facto invulgar, e quis indagar da sua veracidade.
O seu trabalho dá apenas conta do que pôde apurar, sem alguma vez se pretender substituir aos médicos judiciosos que o tinham estudado.
Não acrescenta nem diminui a informação a que teve acesso.
Coisa mais serena e objectiva não é legítimo pretender.

Veja-se então a primeira parte da entrevista:



* * *


Haviam-nos falado da existência, em Balasar, no concelho da Póvoa de Varzim, de uma paralítica que viveria em regime de jejum integral.
Conhecemos, da tradição, os grandes jejuadores da Índia, que conseguem passar largos períodos, 40 a 50 dias, sem ingerir alimentos, mas sabemos que se esses indivíduos não comem sólidos, não deixam porém de ingerir líquidos.

Pelo que nos informavam, a doente de Balasar não comia nem bebia.
Seria possível?
Mas então, como se explica a sua existência – a sua sobrevivência?
O assunto espevitou a nossa curiosidade jornalística – e decidimos tirá-lo a limpo, tanto quanto os nossos meios permitissem.
Claro que a primeira ideia que nos acudiu foi ir à Póvoa.

Não se trata, aqui, como se entende, de pôr em prática a conhecida divisa de S. Tomé – «Ver para crer».
O facto de vermos a doente, e foi isso que tratámos de fazer, não quer dizer que nos desse a certeza de que ela se encontra em abstinência completa.
Para tal, seria preciso usar outros meios, que já não são da nossa competência.

Indicava-se uma observação demorada, uma vigilância permanente, durante muitos dias.
Mas também esse pormenor não o descurámos, como o leitor verificará na altura própria.
Por nossa parte, o que pretendíamos e o que conseguimos foi falar à paralítica, ouvir-lhe algumas palavras, colher uma impressão pessoal acerca da sua enfermidade e da sua psicologia.

A doente chama-se Alexandrina e tem presentemente 43 anos.
Reside, com sua mãe e sua irmã, na freguesia de Balasar, a 10 quilómetros da sede do Concelho, numa pequena casa do lugar do Calvário, em cuja parede exterior se vê um azulejo com a imagem da Virgem.
À porta, quando chegámos, estacionava um automóvel.


Um dos moradores do local, que nos havia indicado o caminho, elucidou-nos:
– São visitas.
E acrescentou:
– É uma excelente mulher. O que mais impressiona é que, não comendo nem bebendo, a sua aparência é relativamente magnífica. Fala pouco, mas é para todos duma grande doçura. E olhe que pensa como se fosse uma pessoa de saber.
E rematando, admirativamente:
– O que se passa com ela é um mistério!


Nesse momento saem as pessoas, por quem o automóvel esperava.
Depois de partirem, a Sra. Maria do Vicente, mãe da Alexandrina, manda-nos entrar.
A doente está meio deitada na cama, a cabeça e as costas amparadas em almofadas.
O quarto, simples, com a claridade luzente que lhe vem duma janela ampla, está ornamentado por um Crucifixo e várias imagens.
Ao fundo do leito, sobre um cobertor fino, repousa um bichano de raça.


A Alexandrina, de sorriso aberto, espera talvez que lhe dirijamos a palavra.
O rosto é sobre o comprido, a boca rasgada, a pele branca, um tudo-nada rosada.
Os seus olhos são pretos, duma luz brilhante, e os cabelos, também negros, emolduram-lhe a fisionomia, numa expressão de simpatia desafectada; e tendo 43 anos, não figura mais que 35...





* * *


Então, entrámos na conversa:

– Disseram-nos que não se alimenta.
– É verdade. Deixei de comer e de beber há seis anos.

– Mas não tem apetite?
– Estou sempre enfartada.

– Repugnam-lhe os alimentos?
– Não. Por vezes, sinto até saudades deles.

– Então, porque não aproveita essas ocasiões para tentar uma alimentação ligeira?
– Não posso. Sinto-me bem.

– Mesmo bem?
– É como quem diz: Passo bem, passando mal.

– Há que tempo está doente?
– Trinta anos. Só há 13 é que tive a primeira grande crise. Dessa vez, torturada pelo vómito, sofri um jejum de 17 dias.
Vieram depois outras crises, menos prolongadas. Quando elas passavam, voltava a comer. Por fim, quase só comia a fruta.
Mas há seis anos, veio a crise definitiva. Então, deixei os alimentos por completo.

– O seu aspecto não deixa perceber isso.
– Cada um sabe de si. Compreendo que a minha doença tem despertado curiosidade e murmurações.
Aflige-me que tal suceda: desejaria que não se preocupassem comigo.
De mim já se tem falado demais. Se estivesse no meu poder, metia-me num buraco.


A Alexandrina fala, porém, sem aborrecimento – fala naturalmente, dizendo o que sente.
Essa simplicidade é transparente. Sofre, por certo, mas resiste com alegria, couraçada por uma decidida força espiritual, a sua Fé.
Insistimos no interrogatório:

– E os médicos?
– Os médicos – não dizem nada. Todas as semanas vem aqui o Sr. Dr. Azevedo, mas não me receita remédios.
Há cinco anos, estive em observação numa casa de saúde do Porto.
Foram 40 dias de vigilância apertada, rigorosa. Mas regressei daí, como havia entrado para lá.


Passava meia hora. A enferma estava visivelmente fatigada.
Despedimo-nos, fazendo votos pelas suas melhoras.
Sorrindo, ela agradeceu-nos.

Não há aqui uma histérica, a falar talvez dos seus ataques demoníacos, de exorcismos, de rezas e coisas do género.
Não, a Alexandrina é uma mulher serena, que pensa correctamente, que possui uma “expressão de simpatia desafectada”, que não dispensa uma graça quando vem a ocasião dela: “Passo bem, passando mal” (passar mal neste caso é não comer).

O articulista avança, depois, para a segunda parte do seu escrito...

(Continua)



* Alexandrina de Balasar com sua mãe, Ana da Costa


+ + + + +




Autor: José Ferreira

Fonte:
O Jejum da Beata Alexandrina


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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

* REFERENDO SODOMITA ?!
* AS MEGERAS DO ABORTO !?






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REFERENDO SODOMITA ?!




1. Como se nada tivesse sido de há muito anunciado e denunciado, andam agora alguns prelados, vários políticos e instituições pertencentes à Igreja, numa lufa-lufa, reivindicando um referendo sobre o malignamente intitulado “casamento” de pessoas do mesmo sexo.

Durante anos a fio, recusaram-se a esclarecer e a formar sistematicamente os fiéis e o povo em geral, nas verdades da moral natural relativas ao Matrimónio e no desmascarar as mentiras e fingimentos sodomitas.

Tem sido confrangedor o modo como se tem admitido e permitido a invasão e a manipulação das mentalidades que eles e os seus cúmplices têm vindo, metódica e publicamente, a promover, inclusive na Rádio Renascença!

Tem-se vindo a passar, com esta questão, algo de parecido com o que aconteceu com a estratégia e tácticas utilizadas para conseguir a liberalização do aborto.
O resultado está à vista!

Parece que não aprendemos rigorosamente nada, e que continuamos, por inércia, desleixo, desânimo e desistência, a entregar a alma ao Diabo!


2. Os princípios inegociáveis, os absolutos morais, não são evidentemente referendáveis, e a sua vigência não pode estar dependente de maiorias flutuantes, ao sabor da astúcia e do poder dos mais fortes.

Isto dito muito repetidamente, correctamente e bem assimilado, não significa que, em absoluto, não se possa reivindicar um referendo, se essa for a única maneira possível de impedir a legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Porém, este objectivo tem de ser muito bem ponderado (pesando bem os prós e os contras), para que a decisão seja prudente; isto é, capaz de alcançar o bom fim que anela.

Porque se o referendo se perde, o mal, que daí advirá, é muito pior do que aquele que resultará da aprovação na Assembleia da república, como é claro.


3. Para além das estratégias elaboradas por movimentos eclesiais, aconfessionais e partidos políticos, há coisas elementares que têm de ser garantidas por parte da Igreja.
Como por exemplo:

a) Não admitir funcionários, nem professores, nem congressos ou conferências na UCP, nem colaboradores de órgãos de comunicação social da Igreja, que dissintam publicamente da Verdade por ela proclamada;

b) Reforçando o ponto anterior:
Não permitir, de modo nenhum – ao contrário do que foi feito aquando do último referendo sobre o crime do aborto –, que órgãos de comunicação social da Igreja organizem debates e comuniquem notas em que alguém seja favorável ao “casamento” entre sodomitas.


c) Que a comunicação social da Igreja tenha largos espaços de formação, ou catecumenato, sobre o assunto – no mínimo, tanto quanto se dá ao programa “Bola branca” sobre futebol… –, não se limitando ao anúncio da verdade, mas rebatendo e desmascarando as falsidades e as manipulações sodomitas.

d) Que o Episcopado elabore uma Nota pastoral, bem preparada, com princípio, meio e fim, em linguagem acessível – estilo, por exemplo, “Cem perguntas e cem respostas” –, e a faça publicar e ler nas homilias, mesmo que por partes.

E também que o essencial seja sintetizado e publicado em anúncios de página/s inteira/s nos principais jornais do País, como é uso nos EUA, de modo a que a mensagem chegue íntegra, e não truncada ou mutilada, aos leitores.

Que cada Bispo, com os seus auxiliares, caso os tenha, percorra todas as Paróquias, em cada Domingo, para, por voz própria, dar a compreender o que está em jogo e a importância crucial do assunto.

e) Que aqueles prelados que têm acesso à comunicação social, por vezes com programas semanais, falem [abertamente] do assunto, pelo menos com a mesma insistência que empregam noutros – por exemplo, na primazia que se deve dar a Cristo e não aos Santos, quando se entra numa igreja…

f) Que peguem no telefone e convidem pessoalmente os católicos de peso na sociedade para uma audiência, onde, um a um ou em grupo, lhes dêem conta das suas apreensões e da gravidade do que está em jogo, pedindo-lhes um empenho efectivo.


g) Recusar a Sagrada Comunhão a todo aquele que publicamente persistir em não acatar a Verdade que a Igreja proclama.

h) Disponibilizar meios económicos e financeiros para que as associações de fiéis leigos possam usar os recursos indispensáveis nos dias de hoje, em batalhas deste género.
O dinheiro não deve servir somente para levantar templos de pedra, mas também [e prioritariamente] para amparar, reconstruir e erguer templos vivos.

i) Que, nas declarações que fazem ou nos escritos que redigem, os prelados não sejam ambíguos, nem dêem sinais contraditórios, ao contrário do que sucedeu aquando do referendo sobre o [crime do] aborto.

j) Que se façam preces públicas em Fátima e nas igrejas de todo o País – por exemplo: nos Terços (Rosários), nas Vias-Sacras e nas Santas Missas.


Autor: Pe. Nuno Serras Pereira
(05. 11. 2009)

Fonte: Blogue LOGOS

http://jesus-logos.blogspot.com/2009/11/referendo-sodomita.html




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AS MEGERAS !?




1. Uma das primeiras vezes que Deus me concedeu a Graça de salvar uma criança nascitura, andava pelos 23 anos de idade. Tenho agora 56.
A experiência pessoal e a de outros, que partilham comigo, confirmam cada vez mais a falsidade das generalizações abstractas, ou pseudo-científicas, que ilibam “as mulheres” de qualquer responsabilidade e malícia no aborto provocado.

Os "culpados" são sempre os outros, principalmente os homens.
O varão, [especialmente] aos olhos de muitos celibatários que tendem a idealizar a mulher como incapaz de qualquer malvadez ou pecado, é o "monstro medonho", capaz de todas as patifarias, causador único de todas as desgraças que sucedem às mulheres...

Estas, pelo contrário, são entes etéreos, indefesos, acossados, manipulados, coagidos, vítimas de todas as indignidades, canalhices, sordidezes e ignomínias...

Não se pode negar que, com alguma frequência, assim é [infelizmente]. Mas não o é quase sempre [como é suposto].
E Nosso Senhor Jesus Cristo veio redimir e salvar não só as mulheres, mas também os varões...

Deixando agora de parte aqueles casos, não raros, em que a mulher grávida, contra tudo e contra todos e por motivos fúteis, é a única responsável na eliminação violenta do seu [próprio] filho, consideremos, exemplificando com um caso recentíssimo, aquelas situações e circunstâncias em que se dá uma rede de cumplicidades femininas, que concorrem à uma para a matança da criança nascitura.


2. Ambos são casados...
Ele, em virtude da sua profissão, tem por vezes de andar por fora.
Ela, durante a sua ausência, embeiçou-se dum estrangeiro.
Arroubada, entregou-se a ele em fornicações adúlteras.
Naturalmente, apesar das prevenções e cautelas hormonais e mecânicas, que a propaganda milionária garante que são eficazes, ficou pejada [grávida].

Quando o marido regressa, ela, aparentemente arrependida, conta-lhe tudo, e comunica-lhe a decisão de abortar o bebé em gestação.
"Que não!", diz-lhe o esposo, peremptório.
"Deixe-se de sustos e desvarios", diz-lhe ele com ternura, pois [mesmo assim] acolherá a criança, como a um filho, dando-lhe o melhor de si.

Como a avó e a tia ('mulheres!') da esposa – órfã de mãe – soubessem do caso, vão de instigá-la a matar a criança.
Por mais que o marido instasse com ela, no dia-a-dia, para que não desse tal passo e para que sossegasse, pintando-lhe na fantasia um futuro risonho e cheio de alegrias, teimou na obsessão homicida, alimentada pela avó e pela tia, que não perdiam a oportunidade de lançar achas para fogueira!


Pobre criança inocente e indefesa, alvo duma perseguição demoníaca de três mulheres, tuas familiares, que te odeiam ainda antes de teres nascido, e conjuram o teu aniquilamento!

Antes que ultrapassasse as dez semanas de idade, a mãe grávida dirigiu-se ao abortadouro dos Arcos, propriedade duma mulher [espanhola], tratou da papelada numa recepção dirigida por mulheres, e passado o tempo exigido por lei, foi anestesiada por uma mulher médica… entregando o filho (ou filha?) a uma morte cruel e violenta!


3. Exerceu, como hoje se diz, eufemisticamente, o seu “direito à autodeterminação sexual e reprodutiva”, consciente e livremente, a conselho e com o auxílio de mulheres, a expensas dos serviços de saúde do estado português, pagos com os impostos de todos.

Deveria estar feliz, sorridente, orgulhosa de si, verdadeiramente realizada. Pois não teve o que queria?
A verdade, porém, é que está numa lástima! Emocionalmente esbodegada, inteiramente derreada, derramando lágrimas infinitas, numa desconsolação de quebrar o coração, prenhe de moléstias interiores, desgarrada de si mesma, num pasmo de alienada!


Quem a abraça agora? Quem a acompanha? Quem lhe deita a mão?
Quem a aconchega ao seu coração? Quem infunde esperança naquele abismo de desespero?
Quem lhe impede o suicídio? Quem lhe alivia a depressão? Quem desassombra aquela angústia?
Quem aplaca aqueles urros de coração dilacerado?!
Quem, quem, quem?! QUEM, QUEM, QUEM??!!

Onde está a corja dos que advogavam o aborto, em nome das mulheres?!
Onde estão os partidos homicidas, que batalharam a favor do “sim” no referendo ao [maldito] aborto?!
Onde estão os canalhas que o votaram favoravelmente?!
Onde estão os cobardes inqualificáveis e os preguiçosos safardanas que se abstiveram?!

Onde está o maléfico primeiro-ministro, que orquestrou a liberalização da matança [de seres humanos inocentes e indefesos]!?
Onde estão os deputados necrófilos que a aprovaram no "coliseu" da república?!
Onde está a Odete, idolatrada pela comunicação social, que dançava em concursos televisivos, enquanto reivindicava o holocausto de crianças nascituras?!

Onde está o presidente da república, que infamemente promulgou a nefanda e iníqua “lei”, a mais horrenda abominação?!
Onde está tal cambada, tal súcia!?
Onde, onde, onde??!!

Estão gozando, estão sorrindo, estão dando entrevistas!
Estão sendo recebidos e elogiados pelos príncipes da Igreja, estão jurando a bondade e incorruptibilidade do seu carácter, estão sendo adulados!
Estão fazendo marketing comunicacional, estão prometendo mundos de felicidade para a república!


Estão comungando nas Missas televisionadas, estão seduzindo o povo incauto, sem que alguém tenha um pouco de misericórdia para com os infelizes [nascituros], sem que alguém os desmascare, chamando as coisas pelo seu nome, e se disponha a enfrentá-los, acusando-os, sem titubeios, dos seus crimes e pecados!

E ela, a Criança [assassinada]?!
Desfeita, decapitada, esfrangalhada, dilacerada, esquartejada, triturada, lançada ao lixo, como escória da humanidade, ou feita cobaia em investigações ignóbeis!!??

Nem o Estado, nem [tão-pouco] a Igreja, lhe fazem funeral, lhe celebram as exéquias, entregando-a à Misericórdia de Deus!?
Esquecida de todos, de todos menosprezada, diante dela todos viram o rosto, ninguém faz caso!?
É reputada como amaldiçoada! Não tem graça nem beleza para atrair os nossos olhares, pois o seu aspecto não seduz!?...


Autor: Pe. Nuno Serras Pereira
(03.11.2009)

Fonte: Blogue LOGOS

http://jesus-logos.blogspot.com/2009/11/as-megeras.html






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Adaptação:
Nova Evangelização Católica

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domingo, 1 de Novembro de 2009

Dia 1 - TODOS OS SANTOS, do Céu e da Terra
Dia 2 - FIÉIS DEFUNTOS - Almas do Purgatório





* * * * * * *


SOLENIDADE DE... TODOS OS SANTOS
SOLENIDADE DE... TODOS OS SANTOS



Hoje, dia 1 de Novembro,
a Santa Igreja Católica
celebra o Glorioso Dia de
TODOS OS SANTOS !



Quem são ELES?
São, principalmente, todos aqueles nossos Irmãos e Irmãs que já se encontram na Glória Eterna -- a chamada "Igreja Triunfante" --, independentemente de serem reconhecidos, na Terra / "Igreja Militante", como Santos e Beatos, exemplos fidedignos de heróicas Virtudes, que podemos e devemos imitar, para além de Nosso Senhor Jesus Cristo.

ELES são toda aquela magnífica plêiade de Almas Benditas, que tendo sido redimidos, como todos nós, por N. S. Jesus Cristo, já suportaram o que deveriam padecer neste mundo de provações, efémero e ilusório, ascendendo directamente ao Céu; ou então, cumulativamente, ainda vivem a meta do Purgatório / "Igreja Padecente" (ou 'Purgante'), a fim de finalmente poderem entrar, completamente purificados, no Paraíso Celeste, que não é nada mais nada menos do que a Visão total e plena de DEUS, a faculdade de VÊ-LO face a face, tal como ELE É, por toda a Eternidade.

E todos nós, homens e mulheres, em plena gestação espiritual, no ventre deste único planeta habitado, chamado Terra, poderemos dar-nos, desde já, por muito felizes, sobretudo os que vivem na expectativa da mesma Glória Eterna, pela Graça de Deus, que brevemente chegará para todos nós; excepto para aqueles que, deliberada e tragicamente, optarem por renegar o Supremo Deus Criador e Senhor de todas as Coisas, através do "non serviat" -- tal como desgraçada e ingratamente fizeram os anjos rebeldes/decaídos --, quer directamente através do mau uso do livre-arbítrio, quer pela recusa obstinada do cumprimento da suprema Lei de Deus, revelada pelo Verbo Divino e impressa nas nossas almas desde o preciso momento da concepção, assim como misticamente projectada na mente de Deus desde toda a Eternidade.

Associemo-nos, pois, a todos os SANTOS de DEUS, principalmente aos do Paraíso Celeste, mas também, extensivamente, aos "santos" da Terra -- aquelas almas que felizmente já vivem na Graça Divina --, na medida em que o Reino de Deus começa já neste mundo, embora não faça parte do mundo, porque este é provisório e governado por Satanás (o arqui-inimigo do SENHOR), que faz tudo o que está ao seu alcance para tentar condenar-nos ao "reino das trevas", o Inferno eterno.

Não esqueçamos, porém, que há no Céu variadíssimos graus de Santidade e de Glória -- assim como na Terra, e em particular no Inferno, há vários graus de pecado e de sofrimento --, pelo que a Alma da pessoa mais Santa, Pura e Imaculada, é, sem sombra de dúvida, a de Nossa Senhora, por ser realmente Mãe de Jesus, Mãe de Deus, Mãe da Igreja e Nossa Mãe, graças a Deus e a Ela própria.

Peçamos, pois, à nossa Mãe Bendita, assim como a todos os Anjos e Santos, que intercedam por nós, pobres pecadores, a fim de brevemente encontrarmo-nos todos no Paraíso, gozando a verdadeira e única Felicidade por toda a Eternidade! Amém.

(N. E. C.)


* * * * * * *


Hoje, a Igreja Católica celebra a Festa daqueles que se comprometeram com Deus Pai, com o Seu Reino de Bondade, de Justiça e de Amor, e, em nome Jesus Cristo, se comprometeram, também de maneira radical, com os seus semelhantes.
Por isso, nesta Festa, todo o Povo Cristão é convidado a entrar em comunhão com Deus e com todo o Homem de boa vontade.

Como Jesus de Nazaré, somos convidados a fazer da nossa vida uma Eucaristia, uma oferenda viva.
Na Igreja antiga, os santos eram entregues às chamas, às feras, às torturas cruéis.

Hoje, também milhares de justos são entregues à morte, são torturados pela fome, pelo desemprego, pela doença, e silenciados pela repressão, pela intimidação, pelas ameaças de morte dos que se julgam senhores deste Mundo.

Mas é nas entranhas dos que sofrem, dos aflitos, dos esquecidos, que germinam, nascem e dão fruto as sementes do Evangelho de Jesus Cristo.
Desta maneira, a Festa de hoje é também, de certo modo, a festa dos Justos dos nossos dias, essa numerosa multidão cujo testemunho vivo é fonte perene de renovação para a Igreja.

(Do 'Evangelho Quotidiano')



* * * * * * *


1.ª Carta de S. João
(3, 1-3)


Vede que Amor tão grande o Pai nos concedeu, ao ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos!
É por isso que o mundo não nos conhece, uma vez que o não conheceu a Ele.

Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser.
O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é.
Todo o que tem esta esperança em Deus, torna-se puro, como Ele, que é puro.






* * * * * * *


Evangelho segundo S. Mateus

(5, 1-12)


Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte.
Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se d'Ele.
Então, tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:

Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a Terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.

Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por Minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam.

(Da 'Bíblia Sagrada')



* * * * * * *


Santa Catarina de Sena (1347-1380)
Terceira Dominicana, Doutora da Igreja

Comentário ao Evangelho do Dia
Feito por:
Santa Catarina de Sena
(O Diálogo, Cap. 41)


Creio na Comunhão dos Santos
(Credo)


Deus disse a Santa Catarina:

A alma justa, que termina a sua vida terrestre na Caridade, fica a partir daí encadeada no Amor, e já não pode crescer mais em virtude, pois o tempo acabou.
Mas pode sempre amar com o Amor que tinha, quando veio a Mim, que é a medida do seu Amor
(Lc 6, 38).

Deseja-Me sempre, ama-Me sempre, e o seu desejo nunca é frustrado: tem fome e é saciada; e, uma vez saciada, tem mais fome; mas está livre do desprazer da saciedade, tanto quanto do sofrimento da fome.

É no Amor que os Bem-aventurados gozam da Minha eterna Visão, e participam deste Bem que tenho em Mim mesmo, e que comunico a cada um segundo a sua medida, sendo essa medida o grau de Amor que eles tinham quando vieram a Mim.

Porque permaneceram na Minha Caridade e na do Próximo, e porque estão unidos pela Caridade..., cada um alegra-se em participar do bem dos outros, para além do bem universal que já possui.

Os Santos partilham a alegria e o júbilo dos Anjos, no meio dos quais foram colocados...
Participam também, duma forma muito particular, na felicidade daqueles que amavam na Terra mais intimamente, com uma afeição especial.

Com esse Amor, eles cresciam juntos em graça e virtude:
Uns eram para os outros ocasião de manifestarem a Minha Glória e de louvarem o Meu Nome...

Esse Amor, não o perderam na Vida eterna, pois guardam-no para sempre.
É ele que faz superabundar a sua Felicidade, pela alegria que cada um recebe com a felicidade do outro...



* * * * * * *






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FIÉIS DEFUNTOS

E O PURGATÓRIO
E O PURGATÓRIO
E O PURGATÓRIO



Não, não é crendice ou fanatismo, nem sequer redundância, o facto de acima repetir: Purgatório, Purgatório Purgatório...
E explico sucintamente porquê:

1. Pelo motivo do Purgatório existir mesmo; não apenas porque é, em especial para os Católicos, um Dogma de Fé, mas também porque as Sagradas Escrituras falam dele várias vezes, quer claramente, quer ocultamente, quer misticamente...

2. Pelo motivo de que, se o Purgatório absurdamente não existisse, ou fosse simplesmente desconhecido, isso seria, por si mesmo, como que uma falha ou lacuna ambígua e confusa, de certo modo contrária à perfeitíssima Justiça e Santidade de Deus, perante o Qual ninguém, manchado da mais leve impureza, poderia subsistir, e muito menos ainda coexistir, em plena Felicidade e por toda a Eternidade...

3. Pelo motivo de que todos as almas humanas são impuras, por mais exemplares e santas que pareçam, pelo que, se não for neste
mundo de provação - o lugar/tempo normal e ideal, por excelência -, terá de ser no Purgatório, nesse mundo intermédio, místico e provisório, que a alma terá de penar, de expiar ou expurgar, até à sua perfeição humana completa, antes de ascender à Glória Eterna, face a face com Deus.


* * *


Por outro lado, todos os Santos, nomeadamente os já canonizados e beatificados, são unânimes em acreditarem piamente na existência do Purgatório - assim como do Inferno -, e uma significativa parte deles teve mesmo experiências muito concretas, e por vezes extremamente dolorosas, sobre a realidade das Almas do Purgatório, como precisando todas elas (embora umas mais que outras) das nossas orações e sacrifícios para a sua libertação, na medida em que não podem fazer nada por si mesmas, quanto a abreviar ou diminuir as suas terríveis penas; porém, elas mesmas muito podem fazer pelos seus devotos e generosos benfeitores aqui da Terra...

Portanto, não só neste relevante dia dos Fiéis Defuntos, mas também em todo o mês de Novembro (dedicado às benditas e atormentadas Almas do Purgatório) e sempre que possível, peçamos e sacrifiquemo-nos zelosamente por todos/as eles/elas, por tão nobres e frutuosas intenções, mormente pelos que foram nossos familiares, amigos e parentes, assim como pelos mais necessitados e abandonados, na firme certeza de que se eles já não precisarem das nossas orações, por venturosamente já terem subido à Glória eterna - ou por desgraçadamente terem sido condenados ao Inferno! -, Deus reverterá sempre as orações e/ou sacrifícios, destinados a tais almas, a nosso favor, pelas nossas necessidades morais e espirituais, e ainda por outras almas do Purgatório mais carenciadas, tal como Ele mesmo revelou inúmeras vezes a vários Santos, durante a existência deles aqui na Terra...


O Dia do Fiéis Defuntos é, pois e também, o Dia das benditas Almas do Purgatório, quando mais se reza e luta pela sua libertação das chamas purificadoras a que estão sujeitas - algumas delas provavelmente até ao fim do mundo! -, embora sejam ainda muito pouco sufragadas, e infelizmente cada vez menos e pior, à medida que as pessoas vão perdendo a Fé, a Moral, a Piedade, assim como o respeito e a veneração devidos às almas das pessoas falecidas em geral, e até mesmo em relação às da própria família, parentes e amigos...

Finalmente, na exacta medida em que sufragarmos as almas dos Fiéis Defuntos, assim mesmo teremos, após a nossa morte, quem vá, de algum modo, ao encontro do refrigério e libertação da nossa própria alma; pelo menos assim Deus providenciará, como já prometeu inúmeras vezes, quer directamente, quer através da Santíssima Virgem Maria, assim como também por alguns dos Seus Anjos e Santos.

Não hesitemos, pois, em fazê-lo frequentemente e o melhor possível; de contrário, isso poderá ser considerado também pecado por omissão, de relativa gravidade, na medida em que Deus virá a pedir-nos rigorosas contas por tais falhas ou fugas aos nossos sagrados deveres.
E não nos esqueçamos, jamais - e muito menos ainda deixemos de acreditar -, que no Purgatório sofre-se quase tanto como no Inferno, embora proporcionalmente às respectivas culpas e por tempo limitado, com santa paciência e absoluta esperança do Paraíso, evidente e justamente...


Efectivamente, os Novíssimos da Alma - que infelizmente cada vez mais raramente são ensinados na catequese, nas homilias, etc/etc, são: Morte, Juízo e Inferno ou Paraíso...
Quem os conhece, tal como o Magistério da Igreja os ensina, e quem os leva a sério, nos nossos dias?
Muito poucos, por sinal e tragicamente!...


Nota final:
O mês de Novembro é, litúrgica e tradicionalmente, dedicado às Benditas Almas do Purgatório...
Todavia, já quase não se fala nisso, mesmo a nível da Igreja Católica Apostólica Romana...
Que
desilusão! Ó tempo, volta para trás!...


V/. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso!
R/.
Entre o resplendor da Luz perpétua,
que descansem em paz! Amém.

(N.E.C.)


* * * * *



Evangelho segundo S. Mateus

(25, 31-46)


Quando o Filho do Homem vier na Sua Glória, acompanhado por todos os Seus Anjos, há-de sentar-se no Seu trono de Glória.
Perante Ele, vão reunir-se todos os povos, e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
À sua direita, porá as ovelhas, e à sua esquerda, os cabritos.

O Rei dirá, então, aos da Sua direita:

"Vinde, benditos de Meu Pai! Recebei por herança o Reino que vos está preparado, desde a Criação do Mundo.
Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me;
Estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo".

Então, os justos vão responder-Lhe:

"Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber?
Quando Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou nu e Te vestimos?
E quando Te vimos doente, ou na prisão, e fomos visitar-te?"

E o Rei vai dizer-lhes, em resposta:
"Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes".

Em seguida, dirá aos da esquerda:

"Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o Diabo e para os seus anjos!
Porque tive fome e não Me destes de comer, tive sede e não Me destes de beber;
Era peregrino e não Me recolhestes, estava nu e não Me vestistes, doente ou na prisão e não fostes visitar-me".

Por sua vez, eles perguntarão:
"Quando foi que Te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não Te socorremos?"

Ele responderá, então:
"Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a Mim que o deixastes de fazer".

Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a Vida eterna.


(Da 'Bíblia Sagrada')


* * *


+ Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno...
Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem!

+ Divino Coração de Jesus, convertei os pecadores, salvai os moribundos e livrai as Almas santas do Purgatório!

+ Virgem Santíssima, não permitais que vivamos nem morramos em pecado mortal!

+ São José, Patrono dos moribundos e Advogado duma boa morte, rogai por nós!





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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

IMITAÇÃO DE CRISTO
Livro I - Capítulos I, II, III






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IMITAÇÃO DE CRISTO

(Tomás de Kempis)


Livro Primeiro

Avisos úteis para a Vida Espiritual


* * *


Capítulo I

A Imitação de Cristo e o

desprezo de todas as vaidades do mundo


1. «Quem Me segue, não anda nas trevas» (Jo 8, 12), diz o Senhor.
São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos exortados a imitar a Sua vida e os Seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda a cegueira espiritual.
O nosso maior empenho seja, pois, meditar sobre a Vida de Jesus Cristo.


2. A Sabedoria de Cristo é mais excelente que a de todos os Santos, e quem nela conseguir penetrar, encontra aí um maná escondido.
Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo, porque não possuem o Espírito de Cristo.
Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo, deve esforçar-se em modelar por Ele toda a sua vida.


3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a Santíssima Trindade, se não és bastante humilde, desagradando assim à mesma Trindade?
Na verdade, não são as palavras eruditas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus.
Prefiro antes sentir a contrição na minha alma, do que saber defini-la.
Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, sem o Amor e a Graça de Deus, de que te serviria tudo isso?
«Vaidade das vaidades, tudo é vaidade» (Ecle 1, 2), excepto amarmos a Deus e só a Ele servirmos.
A suprema sabedoria é esta: Tentar alcançar o Reino do Céu, através do desprezo do mundo.



4. Vaidade é, portanto, procurar bens caducos e ter esperança neles.
Vaidade é também ambicionar honras e desejar posições elevadas.
É vaidade seguir os apetites da carne, assim como alcançar coisas pelas quais viremos a ser gravemente punidos.
É vaidade procurar uma vida longa e, entretanto, nada fazer para que ela seja uma vida íntegra.
É vaidade preocupar-se demais com vida presente, amando o que passa tão rapidamente, e não procurar solicitamente a verdadeira felicidade que dura eternamente.

5. Lembra-te muitas vezes do provérbio: «Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir» (Ecle 1, 8).
Portanto, procura desapegar o teu coração do amor das coisas materiais e afeiçoá-lo às coisas espirituais; pois aqueles que satisfazem os seus apetites sensuais, mancham a sua consciência e perdem a Graça de Deus.


* * *

Capítulo II

Humildade no juízo

que fazemos de nós mesmos


1. Todo o homem tem o desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus?
Melhor é, por certo, o humilde camponês que ama e serve a Deus, do que o sábio orgulhoso que, desvendando os segredos dos astros, descuida entretanto a sua alma.
Quem bem se conhecer a si mesmo, julga-se como valendo pouco e não se compraz com louvores humanos.
Se eu soubesse tudo quanto há no mundo, mas não praticasse a caridade, de que me serviria isso perante Deus, que me julgará segundo as minhas obras?


2. Refreia o desordenado desejo de saber, porque nele há muita distracção e ilusão.
Os eruditos gostam de ser vistos como tais e de que lhes chamem doutores.
Muitas coisas terrenas há cujo conhecimento pouco ou nada aproveita à alma.
E é insensato quem dessas coisas se ocupa, em vez das que ajudam à salvação da alma.
Muitas conversas e filosofias não interessam à alma, mas uma palavra boa refrigera o espírito, e uma consciência pura inspira grande confiança em Deus.



3. Quanto mais e melhor souberes, tanto mais rigorosamente serás julgado, se com isso não viveres mais santamente.
Não te envaideças, pois, com qualquer arte ou ciência que tenhas recebido; teme antes a responsabilidade que disso adquiriste.
Se julgas que sabes e entendes bem muitas coisas, lembra-te de que é muito mais tudo aquilo que ignoras.
"Não te presumas de grande sabedoria" (Rom 11, 20); prefere antes admitir a tua ignorância.
Como queres que alguém te dê preferência, quando é certo que há muitos mais doutos e mais versados nas ciências?
Se queres saber e aprender coisas úteis, procura conservar-te na sombra e ser tido em pouca conta.

4. Não há melhor e mais útil estudo do que conhecer-se sinceramente e ignorar-se a si próprio.
Ter-se por nada e pensar sempre bem e favoravelmente dos outros, é prova de grande sabedoria e perfeição.

Ainda que vejas alguém pecar publicamente, ou cometer faltas graves, nem mesmo assim te deves julgar melhor, pois não sabes por quanto tempo poderás perseverar no bem.
Todos nós somos fracos, mas a ninguém deves considerar mais fraco do que a ti mesmo.


* * *

Capítulo III

O Ensinamento da Verdade



1. Feliz aquele a quem a verdade se comunica directamente, tal como ela mesma é, e não por imagens ou palavras que passam.
A nossa opinião e os nossos sentidos muitas vezes enganam-nos e pouco alcançam.
De que servem as subtis discussões sobre questões misteriosas e obscuras, uma vez que, no Juízo de Deus, não seremos censurados por ignorarmos essas coisas?
É grande loucura descurarmos as coisas úteis e necessárias,
entregando-nos avidamente às coisas curiosas e nocivas.
Pocedendo assim, "temos olhos e não vemos" (Sl 113, 13).

2. Para quê estarmos a encher a cabeça de problemas filosóficos?
Aquele, a quem fala o Verbo Eterno, desembaraça-se do peso de muitas questões inúteis.
Desse Verbo único procedem todas as coisas e todas O proclamam, «e esse é o princípio que fala em nós» (Jo 8, 25), que sem ele não há entendimento nem recto juízo.
Quem acha tudo nessa Unidade soberana, que tudo atrai a si mesma, e por ela vê todas as coisas, pode ter o coração firme e repousar tranquilamente em Deus.

Ó Deus da Verdade, fazei-me um só Convosco na perpétua caridade!
Enfastia-me, muitas vez, ler e ouvir tantas coisas; pois em Vós acho tudo quanto quero e desejo.
Calem-se todos os doutores, e emudeçam todas as criaturas na Vossa presença; falai-me sós vós, Senhor!



3. Quanto mais recolhido for cada um e mais simples de coração,
tanto mais sublimes coisas entenderá sem esforço, porque do Alto recebe a luz da inteligência.
O espírito puro, singelo e constante, não se distrai no meio de múltiplas ocupações, porque faz tudo para honra de Deus, sem buscar em coisa alguma o seu próprio interesse.
Não há nada que te prejudique e moleste tanto como a excessiva prisão aos afectos do teu coração.
O homem bom e piedoso ordena primeiro no seu interior as obras exteriores.
Assim, nem estas o arrasam aos impulsos de alguma inclinação viciosa, mas é ele que as submete segundo o arbítrio da recta razão.

Quem tem de combater mais duramente do que aquele que se esforça por se vencer a si mesmo?
Este deveria ser precisamente o nosso empenho: vencermo-nos a nós mesmos e tornarmo-nos cada dia mais fortes, progredindo sempre no bem.


4. Todas as perfeições, nesta vida, são mescladas de alguma imperfeição, assim como todas as luzes são misturadas de sombras.
O humilde conhecimento de ti mesmo é caminho muito mais seguro para Deus do que as profundas pesquisas da ciência.

Não é reprovável a ciência, ou qualquer outro conhecimento das coisas, pois é boa em si mesma e ordenada por Deus; mas sempre devemos preferir-lhe uma consciência pura e uma vida virtuosa.
Muitos, porém, estudam mais para instruir-se do que para bem viver; por isso erram muitas vezes e colhem pouco ou nenhum fruto.



5. Ah! Se empregássemos tanta diligência em extirpar vícios e em adquirir virtudes, como a que dedicamos à investigação de subtis problemas, não haveria tantos males e escândalos no povo, nem tanta dissolução nos conventos!
Certamente, no dia do Juízo, não ser-nos-á perguntado o que estudámos ou ensinámos, nem sequer quão eloquentemente falámos, mas quanto religiosa e santamente vivemos.
Diz-me: Onde estão agora aqueles doutos professores, teus conhecidos, que viviam e floresciam nos estudos?
Já outros ocuparam as suas cadeiras, e nem se recordam de quem os precedeu.
Durante a vida, pareciam tão importantes, e hoje já ninguém se lembra ou fala deles.


6. Oh! Como passa depressa a glória do mundo!
Oxalá a sua vida tenha correspondido à sua ciência; porque, destarte, terão estudado e ensinado com fruto!

Quantos neste mundo, descuidados do serviço de Deus, se perdem por uma ciência vã!
E porque antes quiseram ser grandes do que humildes, "desvaneceram-se nas suas lucubrações científicas" (Rom 1, 21).
Verdadeiramente, grande é somente aquele que pratica a caridade.
É verdadeiramente grande aquele que é pequeno aos próprios olhos, e que tem em pouca conta os altos cargos.
É verdadeiramente sábio aquele que considera «todas as coisas terrenas como podridão, procurando apenas ganhar Cristo» (Fil 3, 8).
É verdadeiramente douto aquele que faz a Vontade de Deus, renunciando à própria vontade.






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Adaptação:

Nova Evangelização Católica

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sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Beata Alexandrina de Balasar
SÓ POR AMOR - Cap. XVII - 5
* Santos Próximos - Outubro






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SÓ POR AMOR (*)



Capítulo XVII

O MARTÍRIO DO ÚLTIMO DECÉNIO

= Quinta e última Parte =


* * *


12 de Outubro de 1955



Às duas da noite,
a Alexandrina diz à Deolinda, que a assiste:

"Vou contar-te uma coisa, que nunca te disse para não te afligires.
É o seguinte:
No dia 1 de Fevereiro
(p.p.), logo de manhã, ouvi a voz de Jesus:

— Faz um acto de resignação à ausência do teu Paizinho [*] . (…)

"Não te revelei isto para não te fazer sofrer". (CG, p. 691)

Depois, Alexandrina acrescentou:
"Logo que seja dia, peço-te para fazeres três telefonemas:
1 - À menina Irene Gomes, para lhe pedir que acompanhe a casa a sua mãe, com toda a roupa; que volte definitivamente, porque eu vou morrer (a mãe estava na 'praia' a fazer uma cura).
2 - Ao Pe. Alberto Gomes (o seu Confessor), por um dever de gratidão da minha parte, e se ele mo consentir, para repetir publicamente o acto de renúncia à vinda do Pe. Mariano Pinho.
Entretanto, avisarás o tio Joaquim que vá chamar o
Dr. Azevedo.
3 - À Sr.ª Ana Pimenta
(amiga e benfeitora, que tinha manifestado o desejo de assistir à morte da Alexandrina)".

Durante a manhã, Alexandrina disse várias vezes:
"Eu queria o Céu!
Não tenho peninha nenhuma de deixar a Terra.
Acabaram todas as trevas da alma (...)
É Sol. É Vida. É Tudo. É Deus!"

A certa altura, a Deolinda perguntou-lhe:
— Queres alguma coisa?
— O Céu, porque na Terra não se pode estar.
Eu queria receber o Sacramento dos Enfermos, enquanto estou lúcida.

Numa iluminação sobre o futuro, Alexandrina exclama:
— Um dia, vai ser muito bonito aqui!
Ó Jesus, seja feita a Vossa Vontade, não a minha!


Pelas 15 horas do mesmo dia, na presença do Confessor, do Dr. Manuel Azevedo, dos familiares e de alguns amigos mais íntimos, Alexandrina fez o Acto de aceitação da morte.
Registemos o relato feito pelo Sacerdote, que a assistiu no momento da morte, Mons. Mendes do Carmo:

"Quando, naquele quarto-calvário, estava tudo preparado, a Alexandrina fez espontaneamente o seu Acto de Resignação, diante de todos:

"Ó Jesus Amor, ó Divino Esposo da minha alma, eu, que na vida sempre procurei dar-Vos a maior Glória, quero, na hora da minha morte, fazer-Vos um acto de resignação à ausência do meu Paizinho espiritual; e assim, meu amado Jesus, se com este Acto dou maior Glória à Santíssima Trindade, submeto-me jubilosamente aos Vossos eternos Desígnios... só para implorar da Vossa Misericórdia o Vosso Reino de Amor, a conversão dos pecadores, a salvação dos moribundos e a libertação das Almas do Purgatório.

"Meu Deus, como Vos consagrei sempre a minha vida, ofereço-Vos agora o fim dela, aceitando resignadamente a morte, acompanhada das circunstâncias que Vos derem maior Glória".

"Depois, com a voz clara, pediu perdão, agradeceu e perdoou a todos...
Recebeu depois, de modo angélico, o Sacramento da Confissão, que purifica de todos os vestígios de culpas e imperfeições.
O quarto encheu-se de soluços, e a Alexandrina, moribunda, disse:

— Não choreis, porque vou para o Céu.
"E repetiu:
— Não choreis, porque eu vou para o Céu!
(CG, p. 824)

"Eis algumas frases que Alexandrina disse, a intervalos:

"Ai, Jesus, não posso ficar mais na Terra!
Ai, Jesus, a vida custa; o Céu custa!"

"Sofri tudo nesta vida pelas almas.
Espremi-me nesta cama, até dar o meu sangue pelas almas".

"Perdoo a todos... Foram tormentos para o meu bem.
Ai, Jesus, perdoai ao mundo inteiro!"...

"Agradeço àqueles que me fizeram bem; rezarei por eles no Céu.
Estou tão contente por ir para o Céu!"

(Sorrindo e olhando para o alto).

"Ao seu Médico, que à tarde saudava-a, antes de deixá-lo, disse:
"Que claridade, que luz! É tudo luz!
(sorrindo).
As trevas desapareceram!"
(CG, pp. 692-693)






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13 de Outubro de 1955


O dia 13 de Outubro foi a uma quinta-feira, o dia mais querido da Alexandrina, porque nele Jesus instituiu a Eucaristia.
Repetidas vezes, Alexandrina tinha expressado o desejo de morrer numa quinta-feira.

Além disso, o dia 13 de cada mês é particularmente querido dos portugueses, porque o 13 de Maio recorda a primeira Aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos de Fátima, e o 13 de Outubro, a última das Aparições, com o famoso Milagre do Sol.
(...)

Cerca de um mês antes da sua morte, a Alexandrina confiou ao Dr. João Costa, médico de Balasar, o seu desejo (pode-se mesmo dizer “pressentimento”):
"Sr. Doutor, vou morrer dentro em pouco.
Eu disse a Nossa Senhora que me agradava morrer num dia 13.
Digo-lho a si e a ninguém mais, porque não quero afligir nem a minha adoentada mãe, nem a minha irmã".
(CG, p. 691, nota 17)

Às 18 horas, Alexandrina sorriu, com um sorriso angélico, dizendo:
"Meu Deus, meu Deus, amo-Vos; sou toda Vossa!
Não gostava de morrer de noite.
Morrerei hoje? Gostava".

Alexandrina pede à Deolinda que lhe dê o Crucifixo a beijar e a imagem da Mãezinha, e beijou-os, sorrindo...
Deolinda perguntou-lhe:
— Para quem sorris?
— Para o Céu!

Às 20 horas, Alexandrina recebeu a Sagrada Comunhão (a sua última Eucaristia).
Mas de manhã, recebeu várias pessoas, e fez ainda a sua obra de apostolado, dizendo:

"Adeus, adeus até ao Céu!
Não pequem! O mundo não vale nada! Isto já diz tudo.
Comunguem muitas vezes! Rezem o Terço todos os dias!"


Às 11 horas da manhã, Alexandrina disse ao Dr. Manuel A. Azevedo:
— Está para breve!
E ele perguntou-lhe se os "breves" dela eram como os de Jesus, e logo depois acrescentou:
"Talvez amanhã, às 15 horas (era sexta-feira, hora do êxtase), Jesus ainda querer-lhe-á falar..."
Mas Alexandrina limitou-se a esboçar-lhe um doce sorriso...

Às 11h25, disse:
— Eu sou muito feliz, porque vou para o Céu!
O Médico acrescentou:
— No Céu, peça muito por nós!
E Alexandrina
acenou-lhe que sim.

Às 11h35, ela pede que lhe recitem as Orações da Agonia.
Às 19 horas, Alexandrina disse ainda:
" Vou para o Céu!"
E às 19h30, exclamou:
— Eu vou para o Céu!

Deolinda retorquiu-lhe:
— Mas ainda não é já!
E Alexandrina
respondeu:
— É, é!...

Às 20h30, a Alexandrina, finalmente, expirou!...


* * *


Alexandrina tinha-se conservado perfeitamente lúcida, até ao último instante.

Verificou-se exactamente tudo quanto Jesus lhe tinha predito, desde Dezembro de 1944:

— É num êxtase de Amor, saído por entre a dor, que voarás para o Céu!
(SA, 29-12-44)






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(*) - Do excelente livro:
Alexandrina Maria da Costa - SÓ POR AMOR

(Pelo casal italiano Chiaffredo e Eugénia Signorile,
estando Chiaffredo já com a Beata Alexandrina
e sendo Eugénia Signorile já quase centenária).

[*] - '
Paizinho': Designativo carinhoso de como era tratado,
por Alexandrina e pelo próprio Senhor Jesus,
o primeiro Director Espiritual da Beata Alexandrina:
Reverendíssimo Padre Mariano Pinho, SJ
(já em vias do Processo de Beatificação e Canonização).

Siglas:
SA - Sentimentos da Alma
CB - No Calvário de Balasar, biografia pelo Pe. Mariano Pinho
CG - 'Cristo Gesù, in Alexandrina', do Pe. Humberto Pasquale

Fontes:
* Sítio oficial da Beata Alexandrina
* Site poliglota da Beata Alexandrina
(Webmaster: Alphonse Rocha)

Capítulos e subcapítulos anteriores:
*
Beata Alexandrina - Só por Amor - Cap. IV - Êxtases da Paixão
* Beata Alexandrina - Só por Amor - Cap. XVI - Êxtases Públicos

* Beata Alexandrina - Só por Amor - Cap. XVII - 1
* Beata Alexandrina - Só por Amor -
Cap. XVII - 2
* Beata Alexandrina - Só por Amor - Cap. XVII - 3
* Beata Alexandrina - Só por Amor - Cap. XVII - 4



+ Beata Alexandrina Maria, rogai por nós!



* * * * *



SANTOS PRÓXIMOS

DE ESPECIAL DEVOÇÃO





15 de Outubro:

+ Santa Teresa de Jesus, Virgem e Doutora da Igreja (+1582)




















Nasceu em Ávila (Espanha), no ano 1515.
Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas.
Ao empreender a reforma da sua Ordem, teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com coragem invencível.

A doutrina profunda, que escreveu nos seus livros, é fruto das suas experiências místicas.
Morreu em Alba de Tormes (Salamanca), no ano 1582.
com a idade de 67 anos.
Logo após sua morte, o corpo da Santa exalava um perfume deliciosíssimo.
Até ao presente dia, conserva-se intacto.

# Para saber mais sobre esta Santa, clique no linque:
http://www.paginaoriente.com/santos/crtj1510.htm


O R A Ç Ã O
Senhor, que por meio de Santa Teresa de Jesus, inspirada pelo Espírito Santo, manifestastes à Vossa Igreja o caminho da perfeição, concedei-nos a graça de encontrar alimento na sua doutrina espiritual, e de nos inflamarmos no desejo da verdadeira Santidade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.


* * *


16 de Outubro:

+ Santa Margarida Maria Alacoque, Virgem (+1690)



















Santa Margarida Maria Alacoque, nasceu a 22 de Agosto de 1647, na diocese de Autun (França).
Desde a mais tenra idade, até à sua adolescência, sofreu as mais duras provações.
Já com saúde frágil, não tinha completado ainda oito anos, quando perdeu o pai e logo em seguida a irmã.

A mãe e os irmãos eram vítimas das perseguições diárias, de tias rabugentas com as quais habitavam.
A sua mãe, sofrendo de longa e dolorosa doença, foi carinhosamente amparada pela pequena Margarida, apesar da repulsa que certos cuidados exigiam à sua extrema sensibilidade.

A sua mudança para o convento das Irmãs Clarissas, que cuidariam dela e do seu aprimoramento religioso, representou um período difícil, pela separação da vista da mãe.
A decisão de enviá-la para as clarissas não foi tanto pelas inconveniências de cuidar da mãe, mas principalmente pela luta diária diante da falta de amabilidade e de compreensão dos que a rodeavam.

Permaneceu no convento das Clarissas; porém, ligada à vida secular até atingir a juventude.
Santa Maria Margarida Alacoque morreu jovem, aos 43 anos de idade, em 17 de Outubro de 1690, e foi canonizada em 1920, pontificado do Papa Bento XV.

# Para saber mais sobre esta Santa, clique neste linque:
http://www.paginaoriente.com/anoeclesiastico/margaridaml1610.htm


* * *


18 de Outubro:

+ São Lucas, Evangelista




















S. Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria.
Foi amigo e companheiro de S. Paulo, Apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo.
Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande Apóstolo.
Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte.

Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao Cristianismo.
Segundo S. Paulo, ele era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14).
Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho.

Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70.
É o mais teólogo dos Evangelistas sinópticos (Lucas, Mateus, Marcos).
Ele apresenta-nos uma visão completa do Mistério da vida, da Mmorte e da Ressurreição de Cristo.

Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens.
Mostra, com isto, que a Salvação, que Jesus de Nazaré veio trazer, dirige-se a todos os homens.
É uma mensagem universal: O Filho do Homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10).

De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem.
A vinda de Jesus é causa de grande alegria.
O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida, não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí, o seu cunho social.
Nele se cumpriu a máxima de Jesus:
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”.


* * *


19 de Outubro:

+ S. Paulo da Cruz, Presbítero e Penitente (+1773),




















Paulo Francisco Danei, italiano de Piemonte, nascido em 1694, é o fundador da Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Um título tão longo foi imediatamente simplificado pelo povo cristão, que resumiu no nome "Passionistas" o carácter e a própria essência da nova Instituição, cujos membros vivem, meditam e pregam a Paixão do Senhor.

Paulo Francisco Danei, com a idade de dezenove anos, ouvindo um sermão sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, decidiu colocar-se ao Seu serviço, e pensou em executar imediatamente o seu programa, alistando-se como voluntário no exército, que os venezianos estavam montando para uma expedição contra os turcos.
Mas a pretensa Cruzada tinha em mira só interesses materiais.

Amadureceu a sua verdadeira vocação, dedicando-se à oração e à penitência.
Alma eminentemente contemplativa, passava até sete horas consecutivas imerso em profunda meditação.
Aos 26 anos, recebeu do Bispo de Alexandria o hábito preto de penitente, com os sinais da Paixão de Cristo: Um coração com uma cruz em cima, com três pregos e o monograma de Cristo. [...]

Paulo da Cruz morreu com a idade de 81 anos, a 18 de outubro de 1773, no Convento romano anexo à Igreja dos Santos João e Paulo, sobre o Monte Célio.
Pio IX incluiu-o no elenco dos Santos, a 28 de Junho de 1867.

# Para saber mais sobre este Santo, pode clicar aqui:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20091019&id=11057&fd=0


* * *


24 de Outubro.

+ Santo António Maria Claret, Bispo e Fundador (+1870)




















António Maria Claret nasceu em 1807, em Allent, Província de Barcelona e Diocese de Vich.
Filho dum modesto tecelão, aos 22 anos ingressou no Seminário de Vich, confundido nas aulas de latim com os pequenos de 10 a 12 anos.
Trazia no coração a luz do ideal eterno, que tinha haurido naquela frase do Evangelho, que abriu também horizontes infinitos de luz e entusiasmo a S. Francisco Xavier:
“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?”.

Aos 28 anos, foi ordenado Sacerdote, dedicando-se de corpo e alma ao serviço ministerial na cidade natal.
O seu ideal, entretanto, ultrapassava os limites da sua paróquia, pois desejava um apostolado mais amplo.
Pensou, então, em colocar-se à disposição da Propaganda Fidei.

Não sendo o que sonhava para si, procurou ingressar na Companhia de Jesus, o que também não deu certo.
Retornou à terra natal como vigário.
Logo depois, abandonou tudo para se tornar Missionário apostólico.
Percorreu todas as povoações da Catalunha e das Ilhas Canárias...

# Para saber mais, é favor clicar aqui:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20091024&id=11073&fd=0


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28 de Outubro:

+ S. Simão e S. Judas, Apóstolos




















O nome de Simão figura em undécimo lugar, na lista dos Apóstolos.
Dele se sabe apenas que nasceu em Caná, e que tinha o denominativo de «Zelote».

Judas, de sobrenome Tadeu, é o Apóstolo que, na Última Ceia, perguntou ao Senhor por que razão Se manifestava aos Seus discípulos e não ao mundo
(Jo 14, 22).


O R A Ç Ã O
Deus de infinita Misericórdia, que nos fizestes chegar ao conhecimento do Vosso nome, por meio dos Bem-aventurados Apóstolos, concedei-nos, por intercessão de S. Simão e S. Judas, que a Vossa Igreja cresça continuamente, com a conversão dos povos ao Evangelho.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.



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