Sábado, 17 de Maio de 2008

O Relativismo no Ambiente da Fé











O relativismo é uma linha de pensamento que nega que possa haver uma Verdade absoluta e permanente, ficando por conta de cada um definir a “sua” verdade e aquilo que lhe parece ser o seu bem.
Nessa óptica, tudo é relativo ao local, à época, ou a outras circunstâncias.
É o engano do historicismo.
Para os seus adeptos, “a pessoa torna-se a medida de todas as coisas”, como dizia o filósofo grego Protágoras.

Evidentemente, a Igreja rejeita o relativismo, porque há verdades que são permanentes.
As Verdades da Fé e da Moral Cristã são perenes, porque foram dadas por Deus.
Cristo afirmou solenemente: “Eu sou a Verdade” (Jo 14, 6); “A Verdade vos libertará” (Jo 8, 32); e disse a Pilatos que veio ao mundo exactamente “para dar testemunho da Verdade” (Jo 18, 37).
S. Paulo relatou que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade” (1 Tm 2, 4), e que “a Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade” (1 Tm 3, 15).

Ora, se negarmos que existe a Verdade objectiva e perene, o Cristianismo fica destruído desde a sua raiz.
O Evangelho é o dicionário da Verdade.

Segundo o relativismo, no campo moral não existe “o bem a fazer e o mal a evitar”, pois o bem e o mal são relativos.
Isso destrói completamente a Moral católica, a qual moldou o Ocidente e a nossa civilização.
Contudo, esse relativismo, hoje, está penetrando cada vez mais nas universidades, na imprensa, e até na Igreja.
Ele ignora a Lei natural, que é a Lei de Deus colocada na consciência de todo o ser humano – desde que este dispõe do uso da razão.

Por causa do relativismo moral, os governantes propõem leis contra a Lei Natural que Deus colocou no coração de todos os homens.
Dessa forma, a palavra do legislador humano vai superando a do Legislador Divino, a qual é a mesma para todos os homens.

O Papa Bento XVI tem falado insistentemente do perigo da “ditadura do relativismo”, que vai oprimindo quem não a aceita.
Quem não estiver dentro do “politicamente correcto” é anulado, desprezado, zombado com cinismo.
Sobre essa mesma ditadura, o Sumo Pontífice falou em 18 de Abril de 2005, na homilia da Santa Missa preparatória do Conclave que o elegeu:


“Não vos deixeis sacudir por qualquer vento de doutrina”
(Ef 4, 14).
Quantos ventos de doutrina viemos a conhecer nestes últimos decénios, quantas correntes ideológicas, quantas modalidades de pensamento...!
O pequeno barco do pensamento de não poucos cristãos foi frequentemente agitado por essas ondas, lançado de um extremo para o outro:
do marxismo ao liberalismo, ou mesmo ao libertinismo; do colectivismo ao individualismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo...
Todos os dias nascem novas seitas, e realiza-se o que diz S. Paulo sobre a falsidade dos homens, sobre a astúcia que atrai para o erro (cf. Ef 4, 14).
O ter uma Fé clara, segundo o Credo da Igreja, é, muitas vezes, rotulado como fundamentalismo.
Entrementes, o relativismo, ou o deixar-se levar para cá e para lá por qualquer vento de doutrina,
aparece como orientação única à altura dos tempos actuais.
Constitui-se assim uma
ditadura do relativismo, que nada reconhece de definitivo e deixa como último critério o próprio eu e as suas veleidades”.

O relativismo derruba as normas morais válidas para todos os homens.
Ele é ateu, e vê na Religião e na Moral católicas um obstáculo e um adversário, pois Deus é visto como um escravizador do homem, e a Moral católica destinada a tornar o homem infeliz.

O relativismo actual coloca a ciência como uma deusa que vai resolver todos os problemas do homem; a qual está acima da Moral e da Religião.
Mas esquece-se de dizer que o homem nunca foi tão infeliz como hoje:
nunca houve tantos suicídios (e assassínios), nunca se usou tantos antidepressivos e remédios para os nervos; nunca se viu tanta decadência moral (aborto, prostituição, pornografia, prática homossexual...), tanta destruição da família e da sociedade!

O relativismo é embalado também pelo cepticismo e pelo utilitarismo, os quais só aceitam o que pode ajudar a viver num bem-estar hedonista, aqui e agora.
Há uma verdadeira aversão ao sacrifício e à renúncia.

Infelizmente, esse perigoso relativismo religioso, que tudo destrói, penetrou sorrateiramente também na Igreja, especialmente nos Seminários e na Teologia.
Isso levou o Papa João Paulo II a alertar os Bispos, na Encíclica “Veritatis Spendor”, de 1992, sobre o perigo desse relativismo que anula a Moral católica.
No centro da “crise”, o saudoso Pontífice viu uma grave "contestação ao património moral da Igreja".
Diz ele:

Não se trata de contestações parciais e ocasionais, mas duma discussão global e sistemática do património moral...
Rejeita-se, assim, a Doutrina tradicional sobre a Lei natural, sobre a universalidade e a permanente validade dos seus preceitos; e consideram-se simplesmente inaceitáveis alguns ensinamentos morais da Igreja...(n. 4).
E chama a atenção para o facto grave de que
“a discordância entre a resposta tradicional da Igreja e algumas posições teológicas está acontecendo mesmo nos Seminários e Faculdades eclesiásticas” (idem).


No centro da crise moral, enfatizada por João Paulo II, ele revela qual é a sua causa, como o homem querendo ocupar o lugar de Deus:
“A Revelação ensina que não pertence ao homem o poder de decidir o bem e o mal, mas somente a Deus”
(cf. Gen 2, 16-17).
Não é lícito que cada Cristão queira fazer a Fé e a Moral segundo o “seu” próprio juízo do bem e do mal.

É por causa desse relativismo moral que encontramos, uma vez ou outra,
religiosos e sacerdotes que aceitam o divórcio, o aborto, a pílula do dia-seguinte, o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, a eutanásia, a inseminação artificial, a manipulação de embriões, o feminismo... e outros erros que o Magistério da Igreja condena explicita e veementemente.

Esse mesmo relativismo é a razão que move os contestadores do Papa, do Vaticano, dos Bispos e da hierarquia da Igreja, como se estes tivessem usurpado o Poder sagrado, e não o tivessem recebido do próprio Cristo, pelo Sacramento da Ordem.
Esse relativismo fez surgir na Igreja a “teologia liberal” de Rudolf Bultman, que por sua vez alimentou uma “teologia de libertação”, que é feminista, e agora falam já de uma “teologia gay”...





* * *


Autor: Prof. Felipe Aquino
Editora Cléofas

Fonte: Canção Nova

Adaptação:
Nova Evangelização Católica

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

HOMOSSEXUALISMO - Vício Gravíssimo - 1







VÍCIO GRAVÍSSIMO

Pecado sensual contra a Natureza



Se alguém me pedisse para demonstrar que a soma dos ângulos internos dum triângulo é 180º, creio que conseguiria fazê-lo com facilidade.
Acharia, porém, muito difícil "provar": que um círculo é redondo, que o todo é maior do que as suas partes; que a vida humana é inviolável,
que o homossexualismo é um vício contra a natureza.
Sim, demonstrar o óbvio é extremamente difícil;
pois aquele que não enxerga o óbvio, provavelmente nunca o enxergará, mesmo depois duma refinada argumentação.

Eis-me com a árdua tarefa de "provar" o que sempre foi aceite sem demonstração, mas que Onaldo Alves Pereira ousou rejeitar num artigo publicado no Jornal Opção (Goiânia, 3 a 9 de Maio de 1998, p. A-36 a A-39):
Que a conjunção carnal entre dois homens, ou entre duas mulheres, é um acto contrário à natureza.
Alguém poderia arguir que "a insensatez do (citado) autor é tamanha que nem merece resposta".
Porque quem tem bom senso não precisa de argumentos.
E porque quem não tem bom senso não vai convencer-se mesmo, nem com todos os argumentos.

Tal arguição é válida.
Mas convém lembrar que o bom senso, património precioso da espécie humana, pode ser perdido.
Pessoas sensatas frequentemente deixam de sê-lo, por causa do raciocínio falacioso dum orador eloquente, ou por causa da repetição insistente duma mentira.

Não é o cúmulo da insensatez, por exemplo, que o Congresso Nacional esteja agora a ponto de decidir, por votação, se a criança (por nascer) é uma pessoa, ou se é uma "coisa" que pode ser esquartejada e misturada com os detritos hospitalares?
Por isso mesmo, é preciso repetir o óbvio, anunciar aquilo que a própria natureza já anuncia, e denunciar o que a própria consciência já acusa.
A Verdade, natural ou revelada, não pode ser calada.
Se os discípulos de Jesus se calarem
"as pedras gritarão" (Lc 19, 40).


Mãos à obra, portanto.
A palavra "homossexualismo" é um neologismo de origem híbrida, grega e latina, e não existia nos tempos bíblicos.
A palavra não existia; mas o vício, sim.
E muitas vezes a Bíblia condena tal vício, sem fazer uso de tal palavra.
Não é exagero dizer que, desde o Génesis até ao Apocalipse, está presente tal condenação.

A primeira condenação, implícita e muito forte, já a encontramos no relato da criação do Homem.
Como coroamento da Sua obra, Deus fez o Homem "à Sua imagem"...
E fê-lo
"varão e mulher".
Prossegue a Escritura: "Deus abençoou-os e disse-lhes: 'Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a' " (Gn 1, 27-28).

Esta passagem encerra um dos fins da diferenciação sexual: a procriação.
Será esta a única razão pela qual Deus criou dois sexos na espécie humana?
Não é; pois o homem e a mulher são diferentes também para que se possam completar mutuamente.
O isolamento do homem é descrito, pelo Génesis, como um mal:
"Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma auxiliar, que lhe corresponda" (Gn 2, 18).

Ao ver a mulher, tirada do seu lado, o homem exclama, exultante:
"Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!" (Gn 2, 23).
Ao contrário dos irracionais, que sendo inferiores a ele em natureza, não lhe podiam servir de companhia adequada.
A união sexual é descrita no versículo seguinte:
"Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher, e eles tornam-se uma só carne" (Gn 2, 24).

Aí está descrita, de maneira magnífica, a instituição do Matrimónio e o seu duplo fim:
A geração da vida e a complementação dos cônjuges.
Por natureza, o homem e a mulher são diferentes e complementares.
O que falta no homem, sobeja na mulher, e vice-versa.
Daí, a sua atracção mútua e a tendência de formar uma união estável e perpétua, apta à procriação e à educação da prole.

Ao estudar a fisiologia masculina e feminina, o biólogo sente-se impelido a louvar a Deus.
Como Ele criou tudo com perfeição, de modo a que o aparelho reprodutor do homem se acoplasse perfeitamente ao da mulher, que o gameta masculino se unisse ao feminino, e que de tal união surgisse um outro ser humano, único e irrepetível!

Parece que estou falando óbvio, pois é natural que a união sexual, se a houver, seja (apenas) entre um homem e uma mulher.
Falar em sexo só tem sentido se houver dois sexos diferentes.
Não dizemos que a amiba é um animal de um só sexo; dizemos simplesmente que não tem sexo, que é assexuado.
A conjunção carnal de dois homens, ou de duas mulheres, não é uma "união sexual", embora eles tentem fazer uso (antinatural) dos seus órgãos reprodutores.
Tal acto é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher.



Na impossibilidade de realizarem o acto conjugal, que requer órgãos sexuais complementares, os pederastas e as lésbicas procuram fazer uso de órgãos não genitais. (...)
Os actos de homossexualidade são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do acto conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza.

É comum que, ao falarmos no Congresso Nacional, quando há políticos que defendem o "casamento" de homossexuais, as pessoas franzem a testa, demonstrando repugnância.
É perfeitamente natural que ao ser humano repugne aquilo que é antinatural.
Por mais que os "sexólogos" e alguns auto-intitulados "psicólogos" insistam em defender tal aberração, o bom senso ainda não se afastou totalmente do povo.

Encarar o homossexualismo com "naturalidade" é uma contradição.
Seria como encarar a visão com "obscuridade", ou encarar as profundezas com "superficialidade".
Como é consolador que os pequeninos entendam isto!
"Eu te louvo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelastes aos pequeninos"
(Lc 9, 21).

A menos que o homem queira rebaixar-se ao nível dos irracionais, escravos dos seus instintos, ele é chamado à virtude da castidade.
Tal virtude subordina o instinto sexual à razão.
Graças à castidade, o solteiro abstém-se do acto sexual até o casamento.
Graças à castidade, o casado abstém-se do acto sexual com quem não seja o seu cônjuge.
Graças à castidade, o religioso consagrado conserva a virgindade que livremente abraçou "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19, 12).

A castidade é a chave para a fidelidade matrimonial, a sacralidade da família e o respeito à vida.
Zombar da castidade é assinar um atestado de fraqueza e frouxidão.
Tal zombaria é, na verdade, expressão de inveja: a inveja que o fraco sente pelo forte, que o derrotado sente pelo vencedor.


O vício oposto à castidade é a luxúria.
Ensina-nos S. Tomás de Aquino (1225-1274)
que se pode pecar pela luxúria de dois modos:
Primeiro, de um modo que contraria a recta razão, como é o caso da fornicação, do adultério, do incesto...
Segundo,
de um modo que, além disso, contraria a própria ordem natural do acto venéreo que convém à espécie humana.
É o que constitui o vício contra a natureza.
(Cf. Suma Teológica, II-II; Questão 154, artigo 11; Corpo).

Tal vício inclui a (própria) masturbação, a bestialidade (conjunção carnal com animais), o homossexualismo (conjunção carnal entre duas pessoas do mesmo sexo), e a prática antinatural do coito, ainda que realizada entre pessoas de sexo oposto e até mesmo casadas (o chamado sexo "oral" ou "anal", por exemplo).
O "vício contra a natureza", explica o mesmo teólogo mais adiante (ibidem, artigo 12, Corpo), tem uma gravidade especial em relação às demais espécies de luxúria.
Estas só contrariam o que é determinado pela recta razão, pressupondo porém os princípios naturais.

Sim, porque o adultério, a fornicação e o incesto, por mais abomináveis que sejam, são praticados entre um homem e uma mulher, de um modo conforme a natureza, embora contrário à recta razão.
O homossexualismo, porém, corrompe a própria natureza do acto.
E como os princípios da razão fundam-se sobre os princípios da natureza,
a corrupção da natureza é a pior de todas as corrupções.
Donde, conclui S. Tomás:
O vício sensual contra a natureza
(nomeadamente o homossexualismo) é o maior pecado entre todas as espécies de luxúria.

É digno de nota que, em todo o raciocínio acima, o autor da Suma Teológica não use de nenhum texto da Bíblia, como premissa.
Isto é próprio de S. Tomás: Sempre que uma verdade pode ser demonstrada pela razão natural, ele faz abstracção do dado revelado, para ater-se (somente) ao puro raciocínio filosófico.
Uma vez demonstrada a verdade, a Bíblia é citada apenas para atestar a conformidade entre a razão e a revelação.

É admirável também como o Doutor Angélico, antecipando-se às dúvidas que surgiriam séculos depois, enumera várias objecções à tese que quer provar, e depois responde a cada uma delas.
Os modernos pontificadores do sexo teriam muito a aprender com este Mestre da Idade Média.

(Continua)


Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz




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Fonte: Pai de Amor

Adaptação:
Nova Evangelização
Católica

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima






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13 de Maio de 1917

13 de Maio de 2008



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Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Fátima, no dia 13 de Maio de 1917, Lúcia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar 9; e Jacinta tinha pouco mais de 7 anos.

O três Pastorinhos, surpreendidos, pararam bem junto da Senhora "mais brilhante que o Sol", sobre a azinheira, dentro da luz que A envolvia.
Então, Nossa Senhora deu início ao seguinte diálogo com Lúcia (que fazia as perguntas), com Francisco e Jacinta:



Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

De onde é Vossemecê?
Sou do Céu.

O que é que Vossemecê nos quer?
Peço-vos que venhais aqui durante seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora.
Depois, dir-vos-ei quem sou e o que quero.
Voltarei ainda aqui uma sétima vez.

Eu vou para o Céu?
Sim, vais.

E a Jacinta?
Também vai.

E o Francisco?
Também, mas tem de rezar muitos Terços.


Lúcia lembrou-se então de perguntar por duas jovens suas amigas, que haviam falecido pouco tempo antes:

A Maria das Neves já está no Céu?
Sim, está.

E a Amélia?
Estará no Purgatório até ao fim do mundo...



Nossa Senhora fez então um convite explícito aos Pastorinhos:

Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
Sim, queremos.

Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz do mundo e o fim da guerra.


E, logo depois, a Senhora começou a elevar-se majestosamente pelo espaço, na direcção do Nascente, até que desapareceu.

Nossa Senhora recomendou, insistentemente, que todos rezassem o Terço do Rosário e fizessem penitência
.
Comunicou às Crianças um segredo, que não deviam revelá-lo a ninguém, e prometeu-lhes o Céu.



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Destaques da Mensagem:


«O Francisco vai para o Céu,
mas tem de rezar muitos Terços»

«A Amélia estará no Purgatório
até ao fim do mundo»


(Advertiu Nossa Senhora)


– Quereis oferecer-vos a Deus
para suportar todos os sofrimentos
que Ele quiser enviar-vos,
em acto de reparação pelos pecados
com que Ele é ofendido,
e de súplica pela conversão dos pecadores?

– Sim, queremos.


– Ides, pois, ter muito que sofrer,
mas a graça de Deus
será o vosso conforto.
Rezem o Terço todos os dias,
para alcançarem a paz do mundo
e o fim da guerra.





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* Aparições do Anjo de Portugal


José Mariano

Sábado, 10 de Maio de 2008

Solenidade do Pentecostes
Descida do Espírito Santo







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Amanhã, Domingo:


Solenidade do Pentecostes



O tema deste Domingo é, evidentemente, o Espírito Santo.
Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói a Comunidade e faz nascer o Homem Novo.

O Evangelho apresenta-nos a Comunidade Cristã, reunida à volta de Jesus Ressuscitado.
Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do Dom do Espírito.
É o Espírito Santo que permite aos crentes superar o medo e as limitações e a dar testemunho no mundo desse Amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito Santo é a Lei nova que orienta a caminhada dos crentes.
É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une, numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.

Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito Santo é a fonte de onde brota a vida da Comunidade Cristã.
É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

(Agência Ecclesia)


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Livro dos Actos dos Apóstolos (2, 1-11)


Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, ressoou, vindo do Céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam.
Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles.

Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem.
Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos, provenientes de todas as nações que há debaixo do céu.
Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um ouvia-os falar na sua própria língua.

Atónitos e maravilhados, diziam:
«Mas esses que estão a falar não são todos galileus?
Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna?»
Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes, ouviram-nos anunciar, nas próprias línguas, as maravilhas de Deus!


Livro de Salmos (104, 1.24.29-30.31.34.)


Bendiz, ó minha alma, o SENHOR!
SENHOR, meu Deus, como Tu és grande!
Estás revestido de esplendor e majestade!
SENHOR, como são grandes as Tuas obras!
Todas elas são fruto da Tua sabedoria!
A Terra está cheia das Tuas criaturas!

Se delas escondes o Rosto, ficam perturbados.
Se lhes tiras o alento, morrem
e voltam ao pó donde saíram.
Se lhes envias o Teu Espírito, voltam à vida.
E assim renovas a face da Terra.

Glória ao SENHOR, por toda a eternidade!
Que o SENHOR se alegre em Suas obras!
Que o meu cântico Lhe seja agradável,
pois no SENHOR encontro a minha alegria.



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1.ª Carta aos Coríntios
(12, 3-7. 12-13)


Por isso, quero que saibais que ninguém, falando sob a acção do Espírito Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema»; e nem sequer pode dizer: «Jesus é o Senhor», senão pela influência do Espírito Santo.
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo;
há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo;
há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.

A cada um é dada a manifestação do Espírito Santo, para proveito comum.
Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.


Evangelho segundo S. João (20, 19-23)


Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os Discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco!»
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito.
Os Discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor.

E Ele voltou a dizer-lhes:
«A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós».
Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes:
«Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos».

(Da 'Bíblia Sagrada')



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Nova Evangelização Católica

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

UMA HISTÓRIA DE ABORTO
NEFANDO E REPUGNANTE





UMA HISTÓRIA ABORTISTA REPUGNANTE

(Carlos Heitor Cony)


Dois jornalistas ingleses, Michel Litchfield e Susan Kentish, fizeram há tempos uma ampla pesquisa sobre a indústria do aborto em Londres. O resultado foi um livro que causou espanto e merece, ao menos, uma reflexão de todos os que se preocupam com o assunto. "Babies for burning (Bebês para queimar - Serpentine Press 1td – London) não é uma ensaio sobre o aborto mas um trabalho jornalístico sobre o último elo de uma cadeia: o destino final dos fetos que anualmente são retirados de ventres que não desejam ou não podem ter filhos ou "aquele filho". No caso da Inglaterra, já existe uma lei, o 'AbortionAct', de 1967, que permite a interrupção do processo de gravidez pela eliminação mecânica.

Os autores souberam, por meio de informações esparsas, que a indústria do aborto, como qualquer indústria moderna, tinha uma linha de subprodutos: a venda de fetos humanos para as fábricas de cosméticos. Durante a 2ª Guerra, os nazistas também exploram esse ramo do negócio: matavam judeus aos milhões e aproveitavam a pele e a escassa gordura das vítimas para uma linha de subprodutos que iam de bolsas feitas de pele humana e sabões que lavavam os uniformes do Exército do 3° Reich. Os ingleses não chegam a ser famosos pelas bolsas que fabricam, mas pelo chá e pelos sabonetes – os melhores do mundo.

Um "english soap" sempre me causou pasmo pela maciez, a consistência da espuma, a sensação de limpeza que dá à pele. Não podia suspeitar que tanto requinte pudesse ter – em alguns deles – as proteínas que só se encontram na carne – e carne humana por sinal. Desde que li o livro, cortei drasticamente dos meus hábitos de higiene o uso dos bons e estimulantes sabonetes ingleses. Aderi ao sabão de coco, honestamente subdesenvolvido, com cheiro de praia do Nordeste e eficácia múltipla, na cozinha ou no toucador.

Contam os jornalistas:

Quando nos encontramos em seu consultório, o ginecologista pediu à sua secretária que saísse da sala. Sentou-se ao lado de Litchfield, o que melhorou a gravação, pois o microfone estava dentro da sua maleta. O médico mostrou uma carta:

"Este é um aviso do Ministério da Saúde" – disse, com cara de enfado. "As autoridades obrigam a incineração dos fetos... não devemos vendê-los para nada... nem mesmo para a pesquisa científica... Este é o problema..."

- Mas eu sei que o senhor vende fetos para uma fábrica de cosméticos e... e estou interessado em fazer uma oferta... também quero comprá-los para a minha indústria...

"Eu quero colaborar com o senhor, mas há problemas... Temos de observar a lei... As pessoas que moram nas vizinhanças estão se queixando do cheiro de carne humana queimada que sai do nosso incinerador. Dizem que cheira como um campo de extermínio nazista durante a guerra".

E continuou:
"Oficialmente, não sei o que se passa com os fetos. Eles são preparados para serem incinerados e depois desaparecem. Não sei o que acontece com eles. Desaparecem. É tudo".

- Por quanto o senhor está vendendo?

"Bem, tenho bebês muito grandes. É uma pena jogá-los no incinerador. Há uso melhor para eles. Fazemos muitos abortos tardios, somos especialistas nisso. Faço abortos que outros médicos não fazem. Fetos de sete meses. A lei estipula que o aborto pode ser feito quando o feto tem até vinte e oito semanas. É o limite legal. Se a mãe está pronta para correr o risco, eu estou pronto para fazer a curetagem. Muitos dos bebês que tiro já estão totalmente formados e vivem um pouco antes de serem mortos.

"
Houve uma manhã em que havia quatro deles, um ao lado do outro, chorando como desesperados. Era uma pena jogá-los no incinerador porque tinham muita gordura que poderia ser comercializada. Se tivessem sido colocados numa incubadeira poderiam sobreviver, mas isto aqui não é um berçário.

"Não sou uma pessoa cruel, mas realista. Sou pago para livrar uma mulher de um bebê indesejado e não estaria desempenhando meu ofício se deixasse um bebê viver. E eles vivem, apesar disso, meia hora depois da curetagem.
Tenho tido problemas com as enfermeiras, algumas desmaiam nos primeiros dias".


* Transcrito do Caderno 2 do jornal A TARDE de 11.04.2008, sexta-feira, pág. 5.




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OBS:
Antes de começar esta observação, parei alguns minutos, rebuscando em minha mente, desde o mais profundo, um vocábulo, um termo, uma palavra que pudesse definir este "médico": Demônio vivo? É pouco! Monstro hediondo? Um gorila também é! Carniceiro selvagem? Tem leões, tem lobos, tem hienas que são também! Mas são simples animais irracionais, matam para comer! Aquele médico, ele mata para lucrar!

Então não existe um termo que defina tal criatura, repugnante, maligna, pérfida, cruel, sanguinária, bestial, horrenda, selvagem, monstruosa, diabólica! Soma tudo isso, multiplica por mil, duplica... E ainda não chega no adjetivo ideal!

Tinha quatro bebês recém nascidos, choravam... Era pena jogar no incinerador, então melhor vender para sabonetes... Judas também vendeu Jesus!
E tem gente que ainda acha que Deus é cruel, se fulminar esta geração que criou tais filhos do diabo, capazes de não só matar seus próprios filhos "indesejáveis", esganando-os no próprio ventre, como ainda os incineram vivos, ou os moem para fazer sabontes de madame rica. E põe rainha rica naquele país!

Na Inglaterra se faz isso? Bem, procurem amanhã no fundo do mar toda a ilha da rainha, e mais a rainha junto, com seus sabonetes, com todas as suas jóias, seus diamantes seu - nosso - ouro, sua riqueza furtada em séculos de exploração e crueldade mundo afora.

Império onde o sol nunca se põe? O sol do Eterno logo deixará de iluminá-los! Estas crianças assassinadas por eles e moídas para cosméticos - antes as queimassem - vem apenas completar a medida inaudita dos seus crimes.

Sim, e se perguntarem pela atual rainha, depois da onda - ela que pode e não acaba com estas leis - digam que ela foi fazer companhia com a velha mãe e a nora, de triste sina. Ambas certamente usuárias dos cosméticos feitos de fetos, para deleite de sua pele rainhosa, ou rainhenta, ou peruenta. (Se não existia este termo, existe agora, inventei).

Uma história de arrepiar, o leitor entenderá: Conta uma alma especial, e não é o Cláudio, que viu a chegada da "leidi" - tão famozinha, tão boazinha, tão lindinha, tão caridosinha - ao reino do fogo eterno lá onde já se achava a moribunda rainha mãe, aquela de 104 anos, recém ida, e mal chegada, lá onde o fogo não acaba. Então, para divertimento do abismo, uma foi colocada frente a outra, e o báratro assistiu por horas seguidas, entre "gargalhadas", as duas se arranhando, se mordendo, rolando e grunhindo como feras em frenesi de loucura. Lá não se cansa, não se morre, não se mata! Tudo é dor eterna!

E dizia a mais nova: Por que tu não me avisaste! Porque tu não me avisaste! E acaso precisava? Será que ela não sentiu que naqueles perfumes que ela usava, no fundo tinha cheiro de sangue? As duas sentiam sim! Precisava avisar que aquilo estava errado? Elas, ambas, sabiam destas leis do aborto, que já vigoram ali desde 1967 e nada fizeram - tendo poder para isso - com o fito de derrubá-las. Avisar? Era tarde, tinham a lei de Deus na terra que diz: não matar! Avisar?

Bem, eu estou avisando agora aos ingleses, ainda é tempo, ainda há tempo: suspendam estas leis! Deixem de matar crianças nos ventres! Não cremem suas crianças vivas! Não triturem fetos para cosméticos! Não usem cosméticos feitos de fetos humanos abortados! Destruam estas fábricas, queimem seus estoques, façam desaparecer qualquer vestígio de sangue inocente. Porque virá o anjo vingador em breve, e vem exatamente pelo cheiro da sangue de crianças abortadas! Ai do país onde ele o encontrar!

Também na eternidade de fogo, está preparada, para todos os carniceiros iguais a este médico, uma arena no meio do lago escaldante, de fogo e enxofre, onde poderão se debater na paulada, uns contra os outros, durante os séculos e séculos sem fim. Poderão ser furados por bisturis ao gosto, por milhões, trilhões de vezes, fica só a dor. Porque saibam: ali o verme não morre mais, nem o fogo consome, nem a dor diminui, e onde a apavorante certeza de nunca mais sair dali sempre mais atormenta e sufoca e esmaga.

Cada criança espetada num ventre com bisturi, entre gritos de desespero, haverá de fazer troar nos ouvidos destes carniceiros hediondos, a eterna sinfonia dos horrores, num som aterrorizante que troa e que atormenta, e ribomba, e assim pelos séculos sem fim da eternidade. E isso se multiplica para cada uma delas, somada à dor sentida por todas juntas.

Ai de quem espetou milhares de crianças! Será espetado também, trilhões de vezes... Só no aperitivo! Mais trilhões na ceia do diabo! Mais trilhões na sobremesa! Mais trilhões no drink final... E isso até a próxima "refeição" de satã!

Querem ter uma idéia do inferno dos abortistas não arrependidos? Suponha que os oceanos da terra, gota a gota fossem feitos de ferro líquido à mais de mil graus. Imagine agora que todo este ferro líquido, como um sangue de fogo, deva correr por dentro das veias de um destes médicos, escaldando, queimando em infinitas dores, até passar todo o oceano de ferro dentro de seu corpo. Pensa que quando esgotar todo o oceano acabou? Não, começa tudo de novo! E assim mil, milhões de vezes!

Sim, esta é apenas uma hipótese, mas que deve ser analizada por gente como ele, que se acha não "cruel" mas "realista". Duvido que Deus aceite esta lógica!

De qualquer forma, vou ser mais radical do que o autor do texto acima, o Carlos Heitor Cony: de hoje em diante, não somente perfumes, mas qualquer produto, que eu souber, seja lá o que for, não somente cosméticos, que tenha esta marca: "made in England", eu não compro. Se me derem, rejeito delicadamente! Se encontrar algum em casa, queimo!

E por favor: não me convidem para visitar a Inglaterra! Não vou nem de graça!
Pelos ingleses que nada fazem para acabar com isso: Ave Maria, cheia de graças!
Pelos ingleses que fazem isso, que o Senhor os julgue!

(Se, pelo menos, a enfermeira, antes de desmaiar de horror, efiasse o bisturi naquele "médico" do demônio.... Acho que ela seria perdoada! Assim vai junto!)


ADENDO:
Eu estava escrevendo uma carta a uma amiga de Brasilia, quando lembrei de uma frase que me explodiu na mente, hoje pela manhã, na Santa Missa: "Acredito que, se os demônios pudessem ter filhos, eles não os matariam no ventre como fazem os homens como este monstro ultra diabólico". Não resta dúvida também, que isso se aplica às mães que mandam matar seus "indesejáveis".

Passe em seu rosto "english soap" - sabonete ingles - e o "melhor do Mundo" e você estará colocando no rosto a pintura de guerra na luta contra Deus. Ele verá logo que se trata de pintura feita com sangue.

(18/04/2008)


Fontes:
*
Recados do Aarão
* Pai de Amor


Nova Evangelização Católica

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Beata Alexandrina - SÓ POR AMOR
Capítulo XVII - 1





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SÓ POR AMOR (*)

Capítulo XVII

O MARTÍRIO DO ÚLTIMO DECÉNIO

(1.ª Parte)



Se contemplarmos a panorâmica do último decénio, vemos que o martírio, da Vítima de Balasar, vai em contínuo aumento, com sofrimentos de todos os géneros.
Durante um êxtase da Paixão (íntima), ao descrever o momento da subida ao Calvário, a Alexandrina dita:

«Quanto mais se aproxima o fim da montanha, tanto mais difícil se torna a subida: Mais agonia, mais sangue, mais abandono, mais dor» (SA, 12-1-51).

Tal constatação adapta-se muito bem ao caminho da sua vida, nesta fase.
Os sofrimentos invadem toda a sua pessoa, quer na esfera física, quer na espiritual.
Dirigiremos o olhar para uma, e depois para a outra, separadamente, mesmo que sejam substancialmente inseparáveis, porque uma influencia a outra.




Sofrimentos físicos


Para o fim de 1944, começa a sentir que os olhos sofrem com a luz.
O Padre Humberto oferece-lhe cortinas escuras para a janela.
Em 1945, repetidas vezes alude a este tormento:
«Passo os meus dias em escura prisão: Os olhos do corpo não podem ver a luz e a minha alma não tem luz» (SA, 23-7-45).

— Minha filha -- diz-lhe Jesus --, esposa Minha, escuta, vou prevenir-te:
O teu sofrimento aumentará, e os olhos do teu corpo ficarão sempre como se não existisse a luz.
As trevas e a dor da tua alma serão indizíveis.
(SA, 31-8-45)

«Cresce a minha cegueira, aumentam as minhas trevas; não vejo. Escureceu-se o mundo: Parece que Deus não criou a luz (...)» (SA, 6-9-45).

Chegada a Janeiro de 1955, a angústia do quarto e a cegueira quase completa dão-lhe a impressão de estar numa masmorra, na qual lhe falta a respiração:

(...) «À pobre natureza tudo repugna: Até agora o não poder ver a luz e ter de fazer do meu quarto uma masmorra escura.
Parece que quase me leva ao desespero, ao precisar do ar e não poder ver a luz.
É tal a aflição que me parece que todo o meu corpo se estrancinha»
(SA, 14-1-55).


Pela manhã de Páscoa de 1955, Alexandrina terá um ligeiro alívio no tormento da cegueira.
O Doutor Manuel Azevedo tinha-lhe dito para o pedir a Jesus; mas será temporário.
No êxtase de Sexta-feira Santa, 8 de Abril, Jesus diz-lhe:

— Minha filha, na manhã de Domingo de Páscoa, vais ver não a luz completa, mas sim uma meia-luz.
Eu serei a força dos teus olhos. Eu não vou aliviar os teus sofrimentos; não, Minha filha, não. Ficarás assim até à tua morte.
Ao perguntarem-te se estás melhor, responde com um sorriso.

Jesus alivia um lado para sobrecarregar o outro.
Tu não tens "aleluia", nem no corpo nem na alma.
Deixa-a (a 'aleluia') para Mim, para sustentar o braço da Justiça de Meu Pai e para salvar almas.
(...) Esta luz não será duradoura: Tê-la-ás algumas horas por dia, algumas horas, alguns dias.
(SA, 8-4-55)

A Alexandrina tem também, frequentemente, fortes hemorragias e outros períodos, com perdas diárias.
Vimos, no Diário de 9 de Novembro de 1945, a nota do Doutor Azevedo, a tal propósito (ver Cap. 9, sobre a transfusão).
No dia anterior, Alexandrina tinha ditado:

«Disse muitas vezes a Jesus: "Quero dar-Vos até à última gota do meu sangue, pelo Vosso Divino Amor e para acudir aos pecadores, assim como Vós o destes por mim".
Mas não pensava que Jesus tomava as coisas tanto a sério.
Só ontem é que me lembrei da minha oferta a Jesus, e como me sinto sem sangue, sem vida, temo, de um momento para o outro, deixar o mundo sem a realização da promessa de Jesus
(de que lhe devolveriam o Padre Mariano Pinho, como Director espiritual)»
(SA, 8-11-45).

Duas semanas depois, ela dita uma expressiva comparação:
«Sinto o meu corpo a dar os últimos arranques de vida.
É como uma máquina que não tem forças para arrastar o peso das carruagens»
(SA, 21-11-45).

Ainda em Novembro, diz-lhe Jesus:
As tuas falas aumentam de grande sacrifício, mas nada temas, que a tua vida de amor, a tua vida de bem para as almas, continua nos teus olhares, sorrisos e doçura, até ao último instante.
Que vida de encantos e maravilhas divinas!
(SA, 23-11-45)

Com o passar dos anos, naturalmente, este sacrifício torna-se mais gravoso:
«Cada esforço que faço para pronunciar uma palavra, todo o meu ser parece desfazer-se, tal é o sofrimento que em mim sinto.
"Ó Jesus, tudo por Vosso amor e para a salvação das almas!
Que todo o meu viver seja: Sofrer e amar-Vos, amar-Vos e sofrer!
Sem a dor jamais poderia viver"
»
(SA, 24-10-52).

Ditar o Diário torna-se sempre mais penoso.

No de 15 de Outubro de 1954, lê-se:
«Só o Céu vê, só ele pode avaliar o meu sacrifício.
Não posso falar: A cada palavra que dou parece que uma golfada de sangue me aflui aos lábios.
Só por Amor a Jesus e às almas é que eu faço tão grande sacrifício.
Obedecer
-- o seu Director, Pe. Humberto Pasquale, tinha-lhe mandado continuar a ditar o Diário e a enviar-lho para Itália -- quando se pode, não custa, mas quando é feito desta forma, num sofrimento indizível, é inaudito sacrifício!
Os males do corpo são tão graves, e os da alma a debaterem-se com eles.
Ó Céu, ó Céu, ó vida sem vida!»
(SA, 15-10-54).



O seu heroísmo no sacrifício levá-la-á a prosseguir ainda por quase 11 meses.
O último Diário traz a dada de 2 de Setembro de 1955.
Para o fim de 1946, as articulações dos braços e das vértebras desligam-se!
O Doutor Azevedo decide intervir:
Prepara dois apoios em forma de 'S' alongado, que prende aos lados da cabeceira da cama; e enfaixa estreitamente os braços da Alexandrina, ligando-os sobre os apoios, até aos sovacos, de modo que a segurem (e lhe atenuem o enorme sofrimento).
Além disso, faz colocar duras tábuas sob o colchão, enfaixando-lhe quase todo o corpo.
Alexandrina ficará assim até à sua morte, durante nove longos e dolorosíssimos anos!
Isso passou-se exactamente em 3 de Outubro de 1946, aniversário da sua primeira crucifixão:

«Sem reflectir e nada combinar, este dia de aniversário -- diz Alexandrina -- ficou também a ser a data em que o meu pobre corpo, todo ligado, ficou sobre umas duras tábuas.
Mas, apesar disso, fiquei sedenta de mais e mais dor, mais e mais amor»
(SA, 4-10-46).

Essa cama torna-se-lhe um leito de espinhos:
«Quero ser vítima de Jesus e, porque o quero ser, é com o sorriso da alma que de boa vontade continuo a sê-lo na minha cama de espinhos.
Como estou enredada neles! Como estou impedida do mais pequeno movimento! Quanto me ferem!»
(SA, 10-7-49).


Acrescenta-se frequentemente ainda a febre, que lhe dá a sensação de ter a carne destruída:
«O pobre do meu corpo continua a ser, ora numas horas ora noutras, um esqueleto: caveira, chagas, espinhos, setas, dor e sangue.
O que é a minha dor, só Jesus o compreende. E isso me basta»
(SA, 12-9-47).

«O martírio é sempre o mesmo, com o aumento de ardores da febre e de dores triturantes, dores quase insuportáveis. Que aflição!
Só Jesus a vê e sabe compreender»
(SA, 4-11-49).

«O meu corpo frito, por dentro e por fora, parece por vezes arder num verdadeiro inferno.
Peço alívio, peço a mudança de posição para poder resistir, sem desespero.
Noutras partes do corpo, o gelo gela-me: fogo e gelo ao mesmo tempo; frio, gelo que dói, que atormenta como fogo»
(SA, 12-3-54).

«Não faltam sequer as insónias, naturalmente.
Passei noites de vigília. Sofri muito, e não podia rezar.
Só de longe a longe, uma jaculatória podia dizer.
Mas estive sempre unida a Jesus, e sempre era a Sua vítima»
(SA, 7-11-53).

«Nas minhas noites de vigília, oro, oro e uno-me aos meus Amores, ofereço-Lhes as minhas lágrimas, mas nada vale: é vão todo o meu esforço!» (SA, 18-3-55).

(Continua)

_______

(*) - Do Livro:
Alexandrina Maria da Costa - SÓ POR AMOR
pelo casal italiano Chiaffredo e Eugénia Signorile

# Sigla SA - Sentimentos da Alma



+ + + + +


Procedência:
Sítio Oficial da Beata Alexandrina

Adaptação:
Nova Evangelização Católica

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

+ Aniversário da Beata Alexandrina
# «25 de Abril, Revolução dos Cravos»?!



* * * * *




<>=<>=<>=<>=<>


_A_T_E_N_Ç_Ã_O_


+ HOJE, 25 DE ABRIL,
É O FELIZ DIA EM QUE
COMPLETAM-SE QUATRO ANOS
DA BEATIFICAÇÃO DE
ALEXANDRINA DE BALASAR --
ALEXANDRINA MARIA DA COSTA --
GRAÇAS A DEUS
E AO GRANDE PAPA JOÃO PAULO II !

BREVEMENTE ELA SERÁ CANONIZADA,
GRAÇAS A DEUS
E AO SANTO PADRE BENTO XVI !




OREMOS:
+ PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA.
Amém.

+ Beata Alexandrina Maria, rogai por nós!


* Programa do IV Aniversário
da Beatificação de Alexandrina


* * *

A propósito da Beatificação
da Alexandrina de Balasar,
recordemos os seguintes textos:

1. Alexandrina de Balasar, Santa para Portugal

2. De Balasar para o Mundo

3. A Beleza, o Requinte e o Heroísmo
das Virtudes de Alexandrina

4. O Processo e o Milagre da Alexandrina de Balasar

5. Mais de Mil Portugueses em Roma
para a Beatificação de Alexandrina

6. Santinha e Doutora da Igreja

7.
Com Alexandrina em Santa Maria Maior
(Arcebispo de Braga)

8. Redescobrir a Eucaristia na Basílica de S. Pedro

9. Alexandrina de Balasar é um exemplo
para as horas de sofrimento

10. D. Jorge Ortiga apela à mudança
da religiosidade portuguesa -
Arcebispo de Braga presidiu à primeira Missa
em honra da Beata Alexandrina

11. Cem mil peregrinos em Balasar
- Balasar «vestiu-se» para acolher peregrinos
e ver a Beatificação de uma filha da terra


12. Cresce a devoção à Beata Alexandrina (Actual)


# Sítio Oficial da Beata Alexandrina

# Portal da Beata Alexandrina - Poliglota





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# A propósito/despropósito (conforme as perspectivas) do chamado (malfadado, no mínimo) "25 de Abril de 1974":

1 -
"Revolução dos Cravos"?!

1.1 - Se ainda fosse "das Rosas", no bom sentido (que não no marxista-leninista, ou socialista-comunista), símbolos da Caridade, da Solidariedade, ainda vá lá... seria talvez um ponto negativo a menos...

1.2- E por que não, por exemplo, "Revolução dos Lírios", símbolos da Pureza e da Castidade?

1.3 - Ou das Açucenas, símbolos do Sacrifício e da Austeridade, da Disciplina e da Integridade; ou das Violetas, símbolos da Humildade e da Simplicidade; etc./etc...?

1.4 -
E logo tinha de ser "dos Cravos", símbolos do Diabo, do comunismo, do anarquismo, do ateísmo, do laicismo, da libertinagem, da depravação sexual, da rebeldia, do feminismo, do abortismo, do homossexualismo, do modernismo, do relativismo, do hedonismo...!?

2 - Aí temos o terrível resultado, por demais óbvio, bastante à vista, que só não o vê quem é mesmo cego, ou finge sê-lo, com segundas intenções, por mero interesse material e financeiro, corporal e temporal, etc./etc.; em detrimento dos supremos Bens e Valores espirituais, que, estes sim, são intrínsecos da Alma, imensamente superiores a todo o mundo, a toda a riqueza material, a todos os vis e vãos prazeres e vaidades, pois são verdadeiramente eternos e Divinos...

2.1 -
Quem tem dúvidas a tal respeito, sendo Cristão consciente e responsável, sendo Católico praticante e temente a Deus?

2.2 - No entanto, cerca de 70% ou 80% (pelo menos) dos autoconsiderados cristãos e católicos -- ou que o foram "de facto" pelo Sacramento do Baptismo, que torna as pessoas verdadeiramente filhas de Deus, irmãs de Jesus Cristo e templos vivos do Espírito Santo, e portanto herdeiras do Paraíso, da Glória eterna (porque redimidas por N. S. Jesus Cristo), enquanto fiéis a tais deveres e princípios (claro) --, não quer saber da Lei de Deus, e consequentemente da Lei da Igreja, para nada; ou, quando muito, apenas na medida em que estejam salvagurdados os interesses egoístas imediatos: pessoais, materiais, mundanos, assim como os respectivos prazeres e vaidades corporais, sociais e temporais...; colocando assim sempre Deus em último lugar, nas melhor das hipóteses, desde que Ele não lhes faça sombra de qualquer espécie; quando não O renegam, implícita ou explicitamente...!!??

2.3 -
Se isto é ser... Cristão (?!), preferia de longe ser pagão, islamista ou induísta, budista ou xintoísta, como sendo um mal menor...

2.4 - E tudo isto com a agravante de certas leis e ideologias socialistas, marxistas e anarquistas, depravadas e perversas, falsamente modernas e vanguardistas -- como a descriminalização e liberalização do abominável aborto provocado, só comparável aos hediondos homicídio e infanticídio, porque de autênticos assassínios de Seres humanos se trata ! --, serem totalmente ou parcialmente toleradas, quando não inteiramente aceites e praticadas por indivíduos que se dizem... cristãos e católicos praticantes...!!??

3 - Tenham juízo, pelo menos, juízo de sensatez, de honestidade, de prudência, de fidelidade, de modéstia, de bondade, de piedade, de amor e temor de Deus, de amor ao próximo logo a partir da concepção...

3.1 - Quem (eu também) estas virtudes principais (e tantas outras essenciais) não praticar minimamente, não é homem nem é nada; digo, é um falso cristão, e eventualmente (sendo abortista, por exemplo), tão traidor como Judas, tão cruel como Herodes e Calígula, tão abominável como Lenine e Estaline, tão monstruoso como Hitler, relativamente...

3.2 -
Quem não fizer tudo aquilo que estiver ao seu alcance para ser bom Cristão, ou pessoa íntegra, é filho e escravo de Satanás; pois foi o Senhor Jesus que disse e ensinou, entre tantas outras coisas similares, o seguinte:
«Quem não é por Mim é contra Mim..., pois não podeis servir simultaneamente a dois senhores: a Deus e ao Diabo [a Deus e ao mundo, a Deus e ao pecado, a Deus e aos vícios]»...

3.3 - Jesus disse e ensinou também:
«Se quereis ser Meus discípulos (bons Cristãos), renunciai a vós mesmos [aos vícios e paixões, aos prazeres e vaidades], tomai a vossa cruz [aceitai os vossos sofrimentos e tribulações, as vossas doenças e limitações, as vossas adversidades e provações], e segui-Me [fazei como Eu vos ensinei, como Eu vos dei o exemplo, como Eu fiz por vosso Amor]»...; e só assim «tereis lugar Comigo no Paraíso», recebendo o eterno galardão...

3.4 - Também Jesus Cristo