Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO






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PRECIOSÍSSIMO SANGUE


DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO





A Igreja dedica o mês de Julho ao Preciosíssimo Sangue de Cristo, derramado pelo perdão dos nossos pecados.
O dia 2 de Julho é o dia da Solenidade do Sangue de Cristo.
[Em Portugal é... a 1 de Julho, embora pareça mais adequado o dia 2 de Julho, por este ano calhar numa quinta-feira, dia semanal da Instituição da Sagrada Eucaristia - Corpo e Sangue de Jesus -, tal como o dia do "Corpus Christi"].

O Sangue de Cristo representa a Sua Vida Humana e Divina, de valor infinito, oferecida à Justiça Divina para o perdão dos pecados de todos os homens, de todos os tempos e lugares.
Quem for baptizado e crer, como disse Jesus, será salvo (Mc 16, 16), pelo Sangue de Cristo.

Em cada Santa Missa, a Igreja renova, presentifica, actualiza e eterniza este Sacrifício de Cristo, pela Redenção da humanidade.
Em média, a cada quatro segundos, em todo o mundo, essa Oferta Divina sobe ao Céu.


O Catecismo da Igreja ensina que, mesmo que o mais santo dos homens tivesse morrido na Cruz [à imitação de Jesus], o seu sacrifício seria insuficientíssimo para resgatar a humanidade das garras do Demónio.
Portanto, era preciso um sacrifício humano, mas de valor infinito.
Pelo que só Deus poderia oferecer tal Sacrifício.

Então, o Verbo Divino dignou-Se assumir a nossa natureza humana, para oferecer a Deus um Sacrifício de valor infinito.
A Majestade de Deus é infinita, pelo que foi ofendida, infinitamente, pelos pecados dos homens.
Logo, só um Sacrifício de valor infinito poderia restabelecer a paz (e a reconciliação), entre a humanidade e Deus.

“Mas eis aqui uma prova brilhante do Amor de Deus por todos nós:
Quando éramos pecadores [ainda não resgatados], Cristo morreu por nós.
Portanto, sobretudo agora que estamos justificados pelo Seu Sangue, seremos por Ele salvos da ira”
(Rm 5, 8-9).


São Pedro ensina que fomos resgatados pelo Sangue do Cordeiro de Deus, mediante “a aspersão do Seu Sangue” (1 Pe 1, 2).
“Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo Precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro Imaculado e sem defeito algum, aquele que foi Predestinado antes da Criação do mundo” (1 Pe 1, 19).

Ao despedir-se dos bispos de Éfeso, entre lágrimas, S. Paulo pede que cuidem do rebanho de Deus contra os hereges, que já surgiam naquele tempo, porque este rebanho foi “adquirido com o Seu Sangue” (Act 20, 28).

Para os judeus, a vida estava no sangue (cf. Lv 11, 17), e por isso eles não tomavam o sangue dos animais.
Na verdade, a vida está na alma e não no sangue; mas para eles o sangue tinha esse significado.


É interessante notar que por altura da Páscoa, representando a saída do povo judeu do Egipto, nessa noite da morte dos primogénitos, Deus mandou ao seu povo que assinalasse, com o sangue dum cordeiro imolado, os umbrais das portas, a fim de que o Anjo exterminador não causasse a morte dos primogénitos dessas famílias.

Esse sangue do cordeiro simbolizava e prefigurava o Sangue de Cristo, da Nova e Eterna Aliança, que um dia seria celebrada no Calvário.
É por isso que S. João Baptista, o Precursor de Jesus, ao anunciá-Lo aos judeus, vai dizer:
“Este é o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jo 1, 19).
É a Missão de Cristo ser o Cordeiro de Deus, imolado por amor dos homens.

É este Sangue de Cristo que nos purifica de todos os pecados:
“Se, porém, andarmos na Luz, como Ele mesmo está na Luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o Sangue de Jesus Cristo, Filho de Deus, purificar-nos-á de todo o pecado” (1 Jo 1, 7).


“Jesus Cristo, Testemunha fiel, Primogénito dentre os mortos e Soberano dos reis da terra, Aquele que nos ama, que nos lavou dos nossos pecados no Seu Sangue, e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e Seu Pai, Glória e Poder pelos séculos dos séculos! Amém.” (Ap 1, 5)

“Cantavam um cântico novo, dizendo:
Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço do Teu Sangue, os homens de todas tribos, línguas, povos e raças; e deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a Terra”
(Ap 5, 9-10).

Os Mártires derramaram o seu sangue por Cristo, pela força do Sangue de Cristo:
“Mas estes venceram por causa do Sangue do Cordeiro e do Seu eloquente Testemunho. Desprezaram a vida, ao ponto de aceitarem a morte” (Ap 12, 11).


O Apocalipse mostra-nos ainda que os Santos lavaram as suas vestes (as suas almas) no Sangue de Cristo:
“Esses são os sobreviventes da grande tribulação, pois lavaram as suas vestes e purificaram-nas no Sangue do Cordeiro” (Ap 7, 14).

Hoje, esse Sangue Redentor de Cristo está à nossa disposição, de muitas maneiras.
Em primeiro lugar e pela Fé, somos justificados nesse Sangue, como ensina S. Paulo:
“Eis aqui uma prova brilhante do Amor de Deus por nós:
Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós; e portanto agora, que estamos justificados pelo Seu Sangue, seremos por Ele salvos da ira”
(Rm 5, 8-9).

Ele está à nossa disposição também no Sacramento da Confissão.
Pelo Ministério da Igreja e dos sacerdotes, Jesus Cristo perdoa-nos os pecados e lava a nossa alma com o Seu Precioso Sangue.
Infelizmente, muitos católicos ainda não entenderam a profundidade do Sacramento da Reconciliação, pois fogem dele por falta de fé e de humildade, ou então confessam-se mal.
O Sangue de Cristo perdoa os nossos pecados na Confissão bem feita, curando também as nossas enfermidades espirituais e psicológicas.


Este Sangue está presente na Sagrada Eucaristia, que é verdadeiramente o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo.
Na Sagrada Comunhão, podemos ser lavados e inebriados pelo Sangue Redentor do Cordeiro sem mancha, que veio tirar os pecados das nossas almas.

Mas é preciso parar e meditar, para adorá-Lo no Seu Corpo, dado a nós gratuitamente.
Infelizmente, muitos ainda comungam mal, sem estarem na Graça de Deus, ou à pressa, sem Acção de Graças, sem deixarem que o Sangue Real e Divino lave e purifique a alma pecadora e doente.


Autor: Prof. Felipe Aquino
(2 -Julho-2009)

http://
www.cleofas.com.br
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino




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LADAINHA DO

PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE CRISTO

(Aprovada pelo Sumo Pontífice João XXIII)



Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai do Céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Sangue de Cristo, Sangue do Filho Unigénito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus Encarnado, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento, salvai-nos.

Sangue de Cristo, correndo pela terra na Agonia,
salvai-nos.
Sangue de Cristo, manando abundante na Flagelação, salvai-nos.
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de Espinhos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, derramado na Cruz, salvai-nos.


Sangue de Cristo, preço da nossa Salvação,
salvai-nos.
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver Redenção, salvai-nos.
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia, salvai-nos.

Sangue de Cristo, torrente de Misericórdia, salvai-nos.
Sangue de Cristo, vencedor dos demónios, salvai-nos.
Sangue de Cristo, fortaleza dos Mártires, salvai-nos.
Sangue de Cristo, virtude dos Confessores, salvai-nos.

Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,
salvai-nos.
Sangue de Cristo, força dos tentados, salvai-nos.
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham, salvai-nos.
Sangue de Cristo, consolação dos que choram, salvai-nos.

Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
salvai-nos.
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos, salvai-nos.
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações, salvai-nos.


Sangue de Cristo, penhor de Vida eterna,
salvai-nos.
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório, salvai-nos.
Sangue de Cristo, digno de toda a Honra e Glória, salvai-nos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.


V/. Remistes-nos, Senhor, com o Vosso Sangue.
R/. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.



O R A Ç Ã O


Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso Unigénito Filho Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o Seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o Preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos Seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Assim seja.


OFERECIMENTO

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo em desconto dos meus pecados, em sufrágio das Almas santas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja e por todos os doentes.



SÚPLICA A NOSSA SENHORA


Mãe Dolorosa, peço-vos pelo Vosso sofrimento, na Morte do Vosso Divino Filho, que ofereçais ao Pai Eterno o Precioso Sangue, que jorrou das Chagas de Jesus Cristo Crucificado, pelos pobres sacerdotes transviados, que se tornaram infiéis à sua sublime vocação, para que voltem, quanto antes, para junto do Bom Pastor. Amém.



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Adaptação:
Nova Evangelização
Católica

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO







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Solenidade de


São Pedro e São Paulo


Apóstolos e Mártires




SÃO PEDRO


Comemoramos hoje o dia dedicado ao Príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa da Igreja, S. Pedro.
Esta Festa foi instituída por volta do século IV, antes mesmo de ser definida a data actual da festa do Natal.

Ele era um pescador, e o seu nome originalmente era Simão, filho de Jonas e irmão de André.
Mas Jesus mudou-lhe o nome para Pedro, que significa 'pedra', pois ele seria a rocha forte, sobre a qual Jesus edificaria a Sua Igreja.
Por isso e comprovadamente, ele foi o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.

Uma parte importante da sua vida está documentada nos Evangelhos e nos Actos do Apóstolos.
Sobre a sua vida em Roma, existem muitas e belas narrativas, passadas de geração em geração, algumas delas contadas em diferentes romances inspirados nos primeiros tempos da Igreja.

Morreu crucificado, como Jesus, mas de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer de maneira igual ao Mestre.



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SÃO PAULO


Judeu, da tribo de Benjamim, originário de Tarso, chamava-se Saulo.
Converteu-se ao Cristianismo, quando se deslocava a Damasco em perseguição dos Cristãos, tornando-se assim no grande e insuperável Missionário, o Apóstolo dos Gentios.

Foi ele quem lançou as bases da Evangelização no mundo helénico, fundando numerosas Comunidades e percorrendo toda a Ásia Menor, a Grécia e Roma, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo Crucificado, Morto e Ressuscitado, pelo poder de Deus.

S. Paulo foi o primeiro a elaborar uma Teologia cristã.
Ao lado dos Evangelhos, as suas Epístolas são a fonte de todo o pensamento e de toda a Vida mística cristã.
Isto coloca-o num lugar de destaque, como o maior Pensador (e Teólogo) da História do Cristianismo.

S. Paulo era um homem de fortes paixões e de grande poder de liderança e de organização, sendo a figura mais cosmopolita de toda a Bíblia.
Segundo os estudiosos, Paulo era um homem da cidade, pois em nenhum dos seus escritos mostra qualquer mentalidade nem interesse pela vida rural e pelas aldeias.

Nunca houve conversão mais famosa do que a sua, nem talvez mais profunda e radical, pois, do maior e mais furioso perseguidor de Jesus Cristo, passou, de repente, a ser um dos Seus mais fervorosos Apóstolos.



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Livro dos Actos dos Apóstolos
(12, 1-11)


Nesse tempo, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja.
Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, e vendo que tal procedimento agradara aos judeus, mandou também prender Pedro.
Decorriam então os dias dos Ázimos.

Depois de mandar prendê-lo, meteu-o na prisão, entregando-o à guarda de quatro piquetes, de quatro soldados cada um, com a intenção de fazê-lo comparecer perante o povo, a seguir à Páscoa.
Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus, por ele.

Na noite anterior ao dia em que Herodes contava fazê-lo comparecer, Pedro estava a dormir entre dois soldados, bem preso por duas correntes, e diante da porta estavam sentinelas de guarda à prisão.
De repente, apareceu o Anjo do Senhor e a masmorra foi inundada de luz.

O Anjo despertou Pedro, tocando-lhe no lado e disse-lhe:
«Ergue-te depressa!» E as correntes caíram-lhe das mãos.
O Anjo prosseguiu: «Põe o cinto e calça as sandálias». E Pedro assim fez.
Depois, disse-lhe:
«Cobre-te com a capa e segue-me».
Pedro saiu e seguiu-o, mas não se dava conta da realidade da intervenção do Anjo, pois julgava que era uma visão.

Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma.
Saíram, avançando por uma rua, e logo o Anjo se retirou de junto dele.

Pedro, voltando a si, exclamou:
«Agora sei que o Senhor enviou o seu Anjo e me arrancou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava».



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Livro dos Salmos

(34 / 33, 2-9)


Em todo o tempo, bendirei o Senhor;
O Seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria-se no Senhor!
Que os humildes saibam e se alegrem.

Enaltecei comigo o Senhor;
Exaltemos juntos o Seu nome.
Procurei o Senhor e Ele respondeu-me,
livrando-me de todos os meus temores.

Aqueles que O contemplam ficam radiantes;
Não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o Senhor,
Ele atende-o e liberta-o das suas angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem,
e livra-os de todos os perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom;
Feliz o homem que n'Ele confia!



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2.ª Carta a Timóteo
(4, 6-8, 17-18)


Quanto a mim, já estou pronto para oferecer-me como sacrifício; avizinha-se o tempo da minha libertação.
Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel.
A partir de agora, já me aguarda a merecida coroa, que me entregará, naquele dia, o Senhor, Justo Juiz, e não somente a mim, mas a todos os que anseiam pela Sua vinda.

O Senhor, porém, esteve comigo e deu-me forças, a fim de que, por meu intermédio, o Anúncio fosse plenamente proclamado e todos os gentios o escutassem.
Assim, fui arrebatado da boca do leão.
O Senhor livrar-me-á de todo o mal e levar-me-á a salvo para o Seu Reino celeste.
A Ele, a Glória, pelos séculos dos séculos. Amém.



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Evangelho segundo S. Mateus

(16, 13-19)


Ao chegar à região da Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos Seus discípulos:

«O que dizem os homens [sobre] quem é o Filho do Homem?»
Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias, ou algum dos profetas».

Perguntou-lhes de novo:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu:
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».

Jesus disse-lhe, em resposta:

«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo:
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do Inferno nada poderão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na Terra ficará ligado no Céu, e tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu"
».


(Da 'Bíblia Sagrada')






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Comentário ao Evangelho do Dia, por
S. Bernardo
(1091-1153),
Monge cistercense e Doutor da Igreja

Primeiro Sermão para a
Festa dos Santos Pedro e Paulo, 1, 3, 5


«Roguei por ti, a fim de que a tua Fé não desfaleça.
E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos»
(Lc 22, 32)


Cristo Mediador «que não cometeu pecado e cuja boca não proferiu mentira» (1P 2, 22).
Como ousaria eu aproximar-me d'Ele, eu pecador, um grande pecador, cujos pecados são mais numerosos que a areia do mar?
Ele é tudo o que há de mais puro, e eu de mais impuro.
[...]

Foi por isso que Deus me deu estes Apóstolos, que são homens e pecadores, grande pecadores, que aprenderam por si mesmos e através da sua experiência a que ponto deveriam ser misericordiosos para com os outros.
Culpados de grandes faltas, eles perdoarão facilmente os grandes pecados e usarão connosco a medida que serviu para eles
(cf. Lc 6, 38).

O Apóstolo Pedro cometeu um grande pecado; talvez não haja pecado maior do que aquele.
Mas ele foi tão pronta e facilmente perdoado, que nada perdeu do privilégio da sua primazia.

E Paulo, que havia desencadeado um furor sem limites contra a Igreja emergente, foi levado para a Fé pelo apelo do próprio Filho de Deus.
Como paga de tantos males, recebeu tantos bens que se tornou «o instrumento escolhido para levar o Nome do Senhor perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel» (Act 9, 15).
[...]

Pedro e Paulo são os nossos mestres:
Eles aprenderam plenamente, com o único Mestre de todos os homens, os caminhos da vida, e ainda hoje no-los ensinam.



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S. Máximo de Turim
(?-420), Bispo

Sermão C C - 1

«Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu»


O Senhor reconheceu em Pedro o intendente fiel, a quem confiou as chaves do Reino, e em Paulo um mestre qualificado, a quem encarregou de ensinar na Igreja.
Para prometer, aos que foram formados por Paulo, que encontrariam a Salvação, era preciso que Pedro os acolhesse, para dar-lhes repouso.
Quando Paulo tiver aberto os corações, com a sua pregação, Pedro abrirá às almas o Reino dos Céus.

Assim, pois, também Paulo recebeu de Cristo uma espécie de chave, a chave da Sabedoria, que permite abrir em profundidade os corações endurecidos para a Fé, para em seguida trazer à superfície, por uma revelação espiritual, aquilo que se encontrava escondido no interior.
Trata-se de uma chave que deixa escapar da consciência a confissão do pecado, e que nela encerra para sempre a Graça do Mistério do Salvador.

Ambos receberam, pois, chaves das mãos do Senhor:
Um deles recebeu a chave da Ciência, o outro a chave do Poder; este dispensa as riquezas da Imortalidade, aquele distribui os tesouros da Sabedoria.
Porque há tesouros do Conhecimento, como está escrito:
«O Mistério de Deus, isto é, Cristo, no Qual estão escondidos todos os tesouros da Sabedoria e da Ciência»
(Col 2, 2-3).






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Fonte: Evangelho Quotidiano

© Evangelizo.org / 2001-2009


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# TEMA EXTRA (VÍDEO):


Barack Obama Apoia Holocausto
de Bebés Não-Nascidos !!!







SEM PALAVRAS !!!


E ainda há quem não acredite na Suprema Justiça de Deus
-- mas apenas na Sua infinita Misericórdia! --
assim como na real existência de Satanás
e do Inferno eterno!...


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Postagem anterior relacionada:

http://nova-evangelizacao.blogspot.com/
2009/05/aborto-provocado-o-crime-mais-hediondo.html



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Nova Evangelização Católica


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Sábado, 27 de Junho de 2009

PROCLAMAÇÃO DO 'ANO SACERDOTAL' - I






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CARTA DO

SUMO PONTÍFICE BENTO XVI

PARA A PROCLAMAÇÃO DUM

ANO SACERDOTAL


POR OCASIÃO DO

150.º ANIVERSÁRIO

DO 'DIES NATALIS'

DO SANTO CURA D’ARS




Amados Irmãos no Sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira, 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero –, tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal», por ocasião do 150.º Aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo [1].

Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes, para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010.

«O Sacerdócio é o Amor do Coração de Jesus», costumava dizer o Santo Cura d’Ars [2].
Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes, não só para a Igreja, mas também para a própria humanidade.

Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro, as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência.

Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal?
E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?

Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote:
Deixou-me o exemplo duma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, ao ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o Viático a um doente grave.

Depois, repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal.
Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração trespassado de Cristo, com a coroa de espinhos a envolvê-Lo.

E isto leva o pensamento a deter-se nas inumeráveis situações de sofrimento, em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério.
Como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?

Infelizmente, existem também situações, nunca suficientemente deploradas, em que é a própria Igreja a sofrer pela infidelidade de alguns dos seus ministros.
Daí, advém então, para o mundo, motivo de escândalo e de repulsa.

O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa relevação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de directores espirituais esclarecidos e pacientes.

A este respeito, os ensinamentos e exemplos de S. João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência.
O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo:
«Um bom pastor, um pastor segundo o Coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da Misericórdia Divina» [3].

Falava do Sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana:
«Oh, como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…)
Deus obedece-lhe: O padre pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do Céu e encerra-se numa pequena hóstia»
[4].

E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos Sacramentos, dizia:
«Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor.
Quem O colocou ali naquele Sacrário? O sacerdote.
Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote.
Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote.
Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no Sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote.
E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…)
Depois de Deus, o sacerdote é tudo. (…)
Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no Céu»
[5].






Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele Santo pároco, podem parecer excessivas.
Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do Sacerdócio.
Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim:

«Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…)
Sem o padre, a Morte e a Paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada.
É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra (…)
Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, se não houvesse ninguém para nos abrir a porta?
O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecónomo do bom Deus; o administrador dos Seus bens (…)
Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas. (…)
O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós»
[6].

Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária:
«Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós».

Por conseguinte, ele achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a Sua ternura salvífica:
«[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida».

Foi com esta oração que começou a sua missão [7].
E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado.

Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos, também nós, assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney.
A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério.

Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão:
Toda a Sua acção salvífica era e é expressão do seu «Eu filial» que, desde toda a Eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à Sua Vontade.

Com modesta, mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por essa identificação.
Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece, independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objectiva do ministério e a subjectiva do ministro.

O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo «habitar», mesmo materialmente, na sua igreja paroquial:
«Logo que chegou, escolheu a igreja para sua habitação. (…)
Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha, depois do Angelus.
Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá»
[8].
(Lê-se na sua primeira Biografia).

O exagero devoto do pio hagiógrafo não deve fazer-nos esquecer o facto de que o Santo Cura soube também «habitar» activamente em todo o território da sua paróquia:
Visitava sistematicamente os doentes e as famílias; organizava Missões populares e festas dos Santos Patronos; recolhia e administrava dinheiro para as suas obras sócio-caritativas e missionárias; embelezava a sua igreja e dotava-a de alfaias sagradas; ocupava-se das órfãs da «Providence» (um Instituto fundado por ele) e das suas educadoras; tomava a peito a instrução das crianças; fundava confrarias e chamava os leigos para colaborar com ele.

O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal [9], e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram «para os levar todos à unidade, “amando-se uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10)» [10].

Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros, para que
«reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja.
Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da actividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos»
[11].

O Santo Cura ensinava os seus paroquianos, sobretudo com o testemunho da vida.
Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do Sacrário para uma visita a Jesus Eucarístico [12].

«Para rezar bem – explicava-lhes o Santo Cura –, não há necessidade de falar muito.
Sabe-se que Jesus está ali, no Tabernáculo sagrado.
Abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela Sua Presença sagrada. Esta é a melhor oração»
[13].

E exortava:
«Vinde à Comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus.
Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele»
[14].
«É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade» [15].

Esta educação dos fiéis, para a Presença Eucarística e para a Comunhão, adquiria um eficácia muito particular quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa.
Quem ao mesmo assistia, afirmava que
«não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (...)
Contemplava a Hóstia amorosamente»
[16].

Dizia ele: «Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do Sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus» [17].

Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Santa Missa:
«A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Santa Missa!
Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!»
[18].

E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida:
«Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!» [19].

Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz levava-o – por um único movimento interior – do Altar ao Confessionário.
Os sacerdotes não deveriam jamais resignar-se a ver os seus confessionários desertos, nem limitar-se a constatar o menosprezo dos fiéis por este Sacramento.

Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a Confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa.
Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença Eucarística.

Pôde assim dar início a um círculo virtuoso.
Com as longas permanências na igreja, junto do Sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar.

Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, proveniente de toda a França, haveria de o reter no Confessionário, até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado «o grande hospital das almas» [20].
«A Graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que ela mesma ia procurá-los, sem lhes deixar um momento de trégua!», diz o primeiro biógrafo [21].

E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava:
«Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele» [22].
«Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado»
[23].

(Conclui na 2.ª Parte)








_________

[1] Assim o proclamou o Sumo Pontífice Pio XI, em 1929.
[2] «Le Sacerdoce, c’est l’amour du Cœr de Jésus», in Le Curé d’Ars.
Sa pensée – son cœur, obra cuidada por Abbé Bernard Nodet
(ed. Xavier Mappus, Foi Vivante, 1966), pág. 98.
Em seguida, será citada: Nodet.
A mesma frase aparece no Catecismo da Igreja Católica, n. 1589.
[3] Nodet, 101.
[4] Ibid., 97.
[5] Ibid., 98-99.
[6] Ibid., 98-100.
[7] Ibid., 183.
[8] MONNIN A., Il Curato d’Ars. Vita di Gian-Battista-Maria Vianney,
vol. I (ed. Marietti, Turim 1870), pág. 122.
[9] Cf. Lumen gentium, 10.
[10] Presbyterorum ordinis, 9.
[11] Ibid., 9.
[12] «A contemplação é o olhar de fé, fixado em Jesus.
“Eu olho para Ele e Ele olha para mim” – dizia,
no tempo do seu santo Cura, um camponês de Ars,
em oração diante do Sacrário».
(Catecismo da Igreja Católica, n. 2715).
[13] Nodet, 85.
[14] Ibid., 114.
[15] Ibid., 119.
[16] MONNIN A., o.c., II, pág. 430ss.
[17] Nodet, 105.
[18] Ibid., 105.
[19] Ibid., 104.
[20] MONNIN A., o.c., II, pág. 293.
[21] Ibid., II, pág. 10.
[22] Nodet, 128.
[23] Ibid., 50.






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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Festa da Natividade de S. João Baptista







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Solenidade do Nascimento

de S. João Baptista



S. João Baptista era filho de Zacarias e de Santa Isabel.
Chamava-se "Baptista" pelo facto de pregar um baptismo de penitência
(cf. Lucas 3, 3).
João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1, 36).
Parente de Jesus, foi o precursor do Messias.

É João Baptista que aponta Jesus, dizendo:
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: 'Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim'" (João 1, 29 ss.).
De si mesmo deu este testemunho:
"Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor..." (João 1, 22 ss.).

S. Lucas, no primeiro capítulo do seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Baptista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens.
A Igreja celebra-o, desde os primeiros séculos do Cristianismo.

É o único Santo cujo nascimento (24 de Junho) e martírio são evocados em duas solenidades, pelo povo cristão.
O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: Cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses, fazem da sua festa uma das mais populares e queridas da nossa gente (embora infelizmente mais no aspecto profano).

(Agência Ecclesia)



* * * * *

Livro de Isaías (49, 1-6)



Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe:
Quando ainda estava no ventre materno, o SENHOR chamou-me; quando ainda estava no seio da minha mãe, Ele pronunciou o meu nome.
Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da Sua mão.
Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na Sua aljava.

Ele disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado».
Eu dizia a mim mesmo:
«Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as minhas forças».
Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus a minha recompensa.
E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o Seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel.

Assim me honrou o SENHOR.
O meu Deus tornou-se a minha força.
E Ele disse-me:
«Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da Terra».


* * * * *

Livro dos Salmos
(
139 / 138, 1-3.13-14.14-15)

SENHOR, Tu examinaste-me e conheces-me,
sabes quando me sento e quando me levanto;
à distância conheces os meus pensamentos.

Vês-me quando caminho e quando descanso;
estás atento a todos os meus passos.
Tu modelaste as entranhas do meu ser
e formaste-me no seio de minha mãe.

Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as Tuas obras.
Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as Tuas obras.

Quando os meus ossos estavam a ser formados,
e eu, em segredo, me desenvolvia,
tecido nas profundezas da terra,
nada disso te era oculto.


* * * * *

Livro dos Actos dos Apóstolos
(13, 22-26)


Pondo este de parte, Deus elevou David como rei, e a seu respeito deu este testemunho:
"Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu Coração, que fará todas as minhas vontades".
Da Sua descendência, segundo a Sua promessa, Deus proporcionou a Israel um Salvador, que é Jesus.

João preparou a Sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o povo de Israel.
Quase a terminar a sua carreira, João dizia:
"Eu não sou quem julgais; mas vem, depois de mim, alguém cujas sandálias não sou digno de desatar".
Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que de entre vós são tementes a Deus, a nós é que foi dirigida a Palavra de salvação.



*
* * * *


Evangelho segundo S. Lucas


(1, 57-66. 80)


Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz, e teve um filho.
Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a Sua misericórdia, rejubilaram com ela.
Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias.

Porém, tomando a palavra, a mãe disse:
«Não; há-de chamar-se João».
Responderam-lhe:
«Não há ninguém na tua família que tenha esse nome».
Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse.
Pedindo uma placa, o pai escreveu: «O seu nome é João»
E todos se admiraram.
Imediatamente, a sua boca abriu-se, a língua desprendeu-se-lhe e começou a falar, bendizendo a Deus.

O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos, e por toda a montanha da Judeia se divulgaram aqueles factos.
Quantos os ouviam retinham-nos na memória e diziam para si próprios:
«Quem virá a ser este menino?»
Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
Entretanto, o menino crescia, o seu espírito robustecia-se, e vivia em lugares desertos, até ao dia da sua apresentação a Israel.

(Da 'Bíblia Sagrada')


* * * * *


Beato Guerric d'Igny
(1080-1157) Abade cisterciense

Sermão 1, de S. João Baptista

"Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
porque caminharás diante do Senhor
para preparar o Seu caminho"
(Lc 1, 76).



É com razão que o nascimento deste menino foi para muitos causa de alegria. E ainda o é hoje.
Dado a seus pais na velhice, veio pregar a um mundo que envelhecia a graça de um novo nascimento.
É bom que a Igreja festeje solenemente esta natividade, fruto maravilhoso da Graça com o qual a natureza se maravilha.

Quanto a mim, esta lâmpada destinada a iluminar o mundo (Jo 5, 35), traz-me com o seu nascimento uma alegria nova, porque foi graças a ela que reconheci a verdadeira Luz, "que brilha nas trevas, mas que as trevas não quiseram receber" (Jo 1, 5-9).
Sim, o nascimento deste menino traz-me uma alegria indizível, pois é para o mundo fonte de tão grandes bens.

Ele foi o primeiro a instruir a Igreja, começando a formá-la pela penitência, preparando-a pelo Baptismo, e quando a tinha já preparada, entregando-a a Cristo e unindo-a a Ele
(Jo 3, 29).
Ensinou-a a viver na sobriedade e, com o exemplo da sua própria morte, deu-lhe forças para morrer com coragem.
Desse modo, ele preparou para o Senhor um povo perfeito
(Lc 1, 17).




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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
* Dia 20: Festa do Imaculado Coração de Maria






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SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Solenidade




O culto à Humanidade de Cristo e ao Seu Coração, que sempre existiu na Igreja, conheceu um grande incremento a partir das revelações privadas a Santa Margarida Maria Alacoque (1673-75), as quais despertaram entre os Cristãos uma consciência mais viva do Mistério do Amor de Cristo.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi reconhecida pela Igreja cerca de um século mais tarde:
Em 1765, Clemente XIII aprovou a Solenidade do Sagrado Coração, e em 1856, Pio IX inseriu-a no calendário da Igreja universal.

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi "um meio providencial" para a renovação da Vida cristã.
Com efeito, certas doutrinas tinham desfigurado uma das verdades essenciais ao Cristianismo -- o Amor de Deus para com todos os homens.

Pela devoção ao Sagrado Coração, o Povo de Deus reagiu "contra uma concepção demasiado rigorista das relações entre Deus e o homem -- concepção que, levada às últimas consequências, seria o renascer da ideia pagã de um Deus vingador, e portanto, a anulação da História da Salvação e da incessante Misericórdia Divina" (Thierry Maertens).

Levando-nos a amar a Cristo e a compartilhar do Seu Amor pelo Pai e pelos homens, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus leva-nos também a promover aquela solidariedade universal, que é uma exigência da fraternidade.
O Mistério do Coração de Cristo torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana.

(Cf. Missa Popular Dominical, 1998)



* * * * *

Livro de Oseias
(11, 1.3-4.8-9)


Quando Israel era ainda menino, Eu amei-o, e chamei do Egipto o meu filho.
Entretanto, Eu ensinava Efraim a andar, trazia-o nos meus braços, mas não reconheceram que era Eu quem cuidava deles.

Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para eles como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto; e inclinei-me para ele para lhe dar de comer.

Como poderia abandonar-te, ó Efraim? Entregar-te, ó Israel?
Como poderia Eu abandonar-te, como a Adma, ou tratar-te como Seboim?
O meu Coração dá voltas dentro de mim; comovem-se as minhas entranhas.

Não desafogarei o furor da minha cólera, não voltarei a destruir Efraim; porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti, e não me deixo levar pela ira.



* * * * *


Livro de Isaías
(12, 2-3.4.5-6)


Este é o Deus da minha salvação;
Estou confiante e nada temo,
porque a minha força e o meu
canto de vitória é o Senhor.

Ele foi a minha salvação.
Tirareis água com alegria
das fontes da salvação.
Naquele dia cantareis:

«Louvai o Senhor,
invocai o Seu nome,
anunciai as Suas obras
entre os povos.

«Proclamai que
o seu nome é excelso.
Cantai ao Senhor,
porque Ele fez maravilhas;
Anunciai-as em toda a Terra.

«Exultai de alegria,
habitantes de Sião,
e proclamai como
é grande no meio de ti
o Santo de Israel».



* * * * *

Carta aos Efésios
(3, 8-12.14-19)


A mim, o menor de todos os santos, foi dada a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo, e a todos iluminar sobre a realização do Mistério escondido desde os séculos em Deus, o Criador de todas as coisas, para que agora, por meio da Igreja, seja dada a conhecer, aos Principados e às Autoridades no alto do Céu, a multiforme sabedoria de Deus, de acordo com o desígnio eterno que Ele realizou em Cristo Jesus Senhor nosso.

Em Cristo, mediante a Fé n'Ele, temos a liberdade e coragem de nos aproximarmos de Deus com confiança.
É por isso que eu dobro os joelhos diante do Pai,
do Qual recebe o nome toda a família, no Céu e na Terra.

Que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da Sua Glória, que sejais cheios de força, pelo Seu Espírito, para que se robusteça em vós o homem interior.

Que Cristo, pela Fé, habite nos vossos corações, para que estejais enraizados e alicerçados no amor, para terdes a capacidade de apreender, com todos os Santos, qual a largura, o comprimento, a altura e a profundidade...

A capacidade de conhecer o Amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, para que sejais repletos, até receberdes toda a plenitude de Deus.






* * * * *


Evangelho segundo S. João

(19, 31-37)


Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no Sábado ficassem os corpos na cruz, porque aquele Sábado era um dia muito solene, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.

Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que tinha sido crucificado juntamente.
Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas.

Porém, um dos soldados trespassou-Lhe o peito com uma lança, e logo brotou sangue e água.
Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas, e o seu testemunho é verdadeiro.
E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também.

É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:
«Não se lhe quebrará nenhum osso».
E também outro passo da Escritura, que diz:
«Hão-de olhar para aquele que trespassaram».



* * * * *


Comentário ao Evangelho do Dia,
atribuído a S. Boaventura (1221-1274),
Franciscano, Doutor da Igreja

Meditações sobre a
Paixão do Senhor - 3

«Logo brotou sangue e água»


Aproximemo-nos do Coração do dulcíssimo Senhor Jesus, e exultaremos, regozijar-nos-emos n'Ele.
Quão bom e doce é habitar nesse Coração!
É o tesouro escondido, a pérola preciosa, aquilo que encontramos, ó Jesus, escavando o campo do Teu Corpo
(Mt 13, 44 ss).

Quem, pois, rejeitará esta Pérola?
Bem pelo contrário, por ela eu darei todos os meus bens; trocarei todas as minhas preocupações, todos os meus afectos.

Todas as minhas inquietações abandoná-las-ei no Coração de Jesus.
Ele bastar-me-á e providenciará sem falta à minha subsistência.

É neste Templo, neste Santo dos santos, nesta Arca da aliança, que virei adorar e louvar o nome do Senhor.
«Encontrei o meu coração - dizia David - para rezar ao meu Deus» (1 Crón 17, 25 Vulg).

E também eu encontrei o Coração do meu Senhor e Rei, do meu irmão e amigo.
Portanto, como poderia não rezar? Sim, rezarei sempre, porque, com firmeza o digo, o Seu Coração pertence-me.
[...]

Ó Jesus, digna-Te aceitar e escutar a minha oração.
Leva-me todo inteiro para o Teu Coração.
Ainda que a deformidade dos meus pecados me impeça de entrar n'Ele, contudo, dado que, por um amor incompreensível, este Coração se dilatou e alargou, Tu podes receber-me e purificar-me da minha impureza.

Ó Jesus Puríssimo, lava-me das minhas iniquidades, a fim de que, purificado por Ti, possa habitar em Teu Coração todos os dias da minha vida, para ver e fazer a Tua vontade.

Se o Teu lado foi trespassado, foi para que a entrada nos seja amplamente aberta.
Se o Teu Coração foi ferido, foi para que, ao abrigo das agitações exteriores, possamos habitar n'Ele.
E é ainda para que, na ferida visível, vejamos a invisível ferida do Amor.






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Fonte: Evangelho Quotidiano


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+ Mês de Junho: Postagem dedicada ao Sagrado Coração de Jesus
* Devoções relacionadas com os Sagrados Corações de Jesus e de Maria

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Dovoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria

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Aparição do Sagrado Coração de Jesus
a Santa Margarida Maria Alacoque


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Entronização dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria

+
Promessas do Sagrado Coração de Jesus

+
Ladainha do Sagrado Coração de Jesus



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* O Santo Padre Bento XVI com o Santo Cura d'Ars, modelo de Pároco e de Sacerdote; 150.º Aniversário da Morte de S. João Maria Vianney; Abertura do 'Ano Sacerdotal'... + S. João Maria Vianney, Padroeiro dos Sacerdotes, rogai por nós; abençoai e protegei os párocos e todos os sacerdotes.



O Santo Padre Bento XVI,
com o Santo Cura d'Ars -
Modelo de Pároco e Sacerdote



* Eis a Biografia de S. João Maria Vianney

* 150.º Aniversário da Morte de S. João Maria Vianney
- Palavras do Santo Cura d'Ars

* Abertura do "Ano Sacerdotal" - dedicado ao Clero

+ Eis aqui, aqui e aqui, Orações pelos Sacerdotes...


+ S. João Maria Vianney, Padroeiro dos Sacerdotes, rogai por nós;
Abençoai e protegei os párocos e todos os sacerdotes.



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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Paixão de Jesus na Beata Alexandrina - IV






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SENTIMENTOS DA ALMA


PAIXÃO MÍSTICA DE JESUS

EM ALEXANDRINA


(Quarta Parte)



Sexta-Feira Santa, às 11h30, 3-04-1942


Diz Jesus à Alexandrina:

«Não temas, Minha filha, que não serás mais crucificada.
A crucifixão que tens é a mais dolorosa que se pode imaginar na História.
Vou levar-te Comigo para o Céu; vais Comigo direitinha com a tua Mãe querida.

«Diz ao teu Paizinho:
Logo depois da tua morte, vou dar a Paz, em sinal de que quero a Consagração do Mundo à Minha Bendita Mãe, por ti tantas vezes pronunciada, mas antes hão-de cumprir-se os Meus desejos e a Minha divina Promessa».


No Sábado de Aleluia -- conta Alexandrina -- depois de comungar, às 6 horas da tarde, Nosso Senhor falou-me assim:

«Coragem, Minha filha! Jesus está contigo e estará até ao fim.
Tens sido fiel em receberes as Minhas Graças e o Meu Amor!
Eu serei fiel em distribur as Graças e o Amor com toda a abundância.
Amo o teu Paizinho, e amo o Médico que, com tanto amor, te acompanha.

«Coragem, um pouco mais! Bem pouco durará a batalha.
A tua Mãezinha querida virá ao teu encontro e acompanhar-te-á ao Paraíso, assim como também virá ao encontro do teu Paizinho e do Sr. Doutor, acompanhando-os ao Paraíso.
É o prémio, é a recompensa que lhes dou».


Desde Sexta-feira Santa, comecei a sentir-me morta no Calvário, no meio das maiores trevas e abandono.
Caíram sobre mim todos os leões.
Não deram sepultura ao meu corpo:
Vinham as aves nocturnas e, apesar das negras trevas, viam para comer o meu corpo.
Fiquei sempre neste sofrimento, e agora sinto essas aves a enterrar o bico nos meus ossos e reduzir tudo a cinzas.

A Cruz, onde fui cravada, caiu por terra; mas ainda sinto uma parte do meu corpo presa pelos cravos.
Agora essas aves ainda têm muito que escabulhar no meu corpo, que não tem vida nenhuma da Terra; apenas o meu coração sente uma Vida que não é humana, mas sim Divina.
Essa Vida Divina dá-lhe sangue, e sinto a humanidade inteira a beber essa Vida Divina, como se fossem avezinhas.

Agora sinto que, só depois dessas aves nocturnas reduzirem os meus ossos a cinzas, é que poderei partir.
Eu não me sinto mais na Cruz; mas
sempre o sofrimento está presente, e este não é menos doloroso.
Sinto os leões a aproveitarem-se mais da carne, mas da carne que já está podre e nojenta, enquanto as aves metem os seus grande bicos nos osssos, broqueando-os.

Não compreendeis quanto sofro, nem eu mesma sei explicar.
Deixaram a minha alminha no meio da montanha, entregue à maior tempestade, negra, tristíssima e árida; deixaram-me em total abandono.
Caíram sobre mim todos os leões!
Como é triste a ingratidão dos homens!

No dia em que veio o meu Paizinho, a alma sentia-se confortada, mas logo que ele se retirou, senti-me como que esquecida dele, e também da Santa Missa, de que tinha tantas saudades.
Nem mo deram, nem mo emprestaram: ele veio como que de fugida.
Tudo isso morreu comigo no Calvário, a não ser quando Nosso Senhor mo dá milagrosamente para meu conforto, o que só acontece raramente.

No dia 13 para 14 de Abril, durante a noite, senti a presença do meu Anjinho da Guarda.
Ele queria aliviar-me, levantar o meu corpo para o suavizar de tanta dor.

De 14 para 15 de Abril, Satanás também por aqui andou.
Aquelas sombras pretas que eu via, quando tinha as visões do Demónio, esta noite andaram aqui, para baixo e para cima.

No dia 16, hoje, sinto que as aves desceram mais para baixo, que em cima já não tinham nada que escabulhar.
Agora, sinto que as aves ainda vêm ao tronco, que está transformado em cinzas, e remexem-nas a ver se ainda havia alguma coisa para comer.
Como já nada aí encontram, vão para o ventre, a juntarem-se às outras que já lá estão, enterrando os bicos até esconderem as cabeças.

O medo, que eu sentia na crucifixão, transformou-se em saudades.
Quanto não havia de custar a Nosso Senhor estar com o Seu santíssimo Corpo na Cruz, se a mim custa tanto ter o meu pousado na cama!
Disseram-me: “Mas Nosso Senhor esteve só três horas na Cruz, e tu estás há muito tempo na cama”.
E eu respondi:
“Nosso Senhor tinha o Corpo todo em ferida, e o meu não está”.

Tenho sentido tantas saudades da crucifixão, que me lembro que só se aprecia uma coisa depois que se perde.
Se a tivesse agora, abraçava-a num grande abraço, figurando-se-me que nunca mais desligava dela os braços, ficando assim eternamente.

E medito: Se fosse agora, como amaria a Paixão e os tormentos de Nosso Senhor!
Desejava que me trouxessem a roupa da crucifixão, para a ver, beijar e abraçar.
E ao ver a esteira, sobre a qual passava a Paixão, pedi:
"Deixai-me beijar essa esteira".


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Na noite de 19 para 20 de Abril de 1942, a Mãezinha veio duas vezes junto de mim, e uma das vezes acariciou-me.
Ao perguntarem-me se Ela era linda, respondi:

“Era muito bela, belíssima! Oh, quanto Ela é bela!
Como não hei-de querer ir para o Céu, para vê-La eternamente!”
- Como Nossa Senhora vinha vestida?
“Era luz, luz, a luz mais brilhante! E vestia mantos de lindas cores!”

Nunca pensei poder haver tantas agonias da alma.
Sinto que isso era o bastante para me tirar a vida, se Jesus não ma sustentasse.
Parecia-me que o meu Paizinho sofria muito, e não me enganei.

Passados dias, soube do sucedido, e os meus sofrimentos redobraram.
Esta Vida Divina, que sinto sustentar o meu coração, vai levantando-o ao alto, cada vez mais alto, para assim ele receber os últimos golpes, sendo ferido por todos os lados.


As aves picam-me em todos os sentidos.
Já comeram quase todo o ventre, e já as sinto pelos rins.
O meu corpo já quase nem cinzas tem.
Levaram-me à mais alta montanha e os ventos espalharam as cinzas.

Então, na maior escuridão, ouvi uma espécie de toque para reunir todas as aves, e logo todas pousaram no meu corpo, indo agora já nos joelhos.
Posso dizer:
A minha alma está triste até à morte, tão triste ela está que nada há no mundo que a possa alegrar.
A Cruz, onde fui crucificada, desapareceu, e já nem os pés sinto presos pelos cravos.

Sinto a alma como se fosse um corpo preso de mãos e pés, mas tudo escuridão, onde não penetra a mais pequenina luz, onde não entra a menor ponta de ar.
Abandonou-me o Céu e a Terra, mas as minhas cinzas respeitam-me:
São os
"sentimentos da minha alma".

Ontem, ao receber a ordem do Prelado para ser levada para Coimbra, a fim de ser observada pelo Sr. Doutor Elísio de Moura, passou-me pela mente:
Quão mal compreendido é o sofrimento!
Estou certa que, se experimentassem o que se passa no meu corpo por uns momentos, não havia no mundo quem se atrevesse a trazer-me ao conhecimento tal coisa.

Com os olhos fitos no Céu, pude dizer: "Seja tudo por amor de Jesus!"
Ele é digno de tudo, e as almas tudo merecem, porque custaram o Sangue de Jesus.

A agonia da minha alma prolonga-se, agrava-se mais e mais.
Só o Céu pode pôr termo a tudo isto.
Nosso Senhor me aceite tudo e esteja comigo, pois só com Ele posso vencer.
Que tormento, que amargura não ter o meu Paizinho, para meu conforto e minha luz!



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Segunda-feira, 27-04-1942


Pedia a Jesus, com toda a confiança, para morrer na primeira sexta-feira de Maio, para poder já passar o primeiro sábado no Céu.
Ao saber de todo o sofrimento do meu Paizinho e para justificar a sua inocência, pedi a Jesus, se fosse do Seu divino Agrado, que me desse mais treze dias de vida, que fosse passar o dia da Ascensão no Céu, sofrendo assim mais este tempo para Jesus satisfazer os meus pedidos.
Nesse mesmo dia, disse-me Nosso Senhor:

«Minha filha, diz ao teu Paizinho que confie plenamente em Mim.
O Meu Divino Coração é Todo-poderoso.
Eu venço e triunfo com o teu Paizinho.
Eu amo-o e ele nunca Me ofendeu».

Um pouquinho mais tarde, voltou Jesus a dizer-me:

«Pede ao Sr. Padre Frutuoso que diga ao teu Paizinho:
'Eu atendo tudo o que pede a Minha filhinha; e que tenha sempre na mente dele que Eu tenho poder para mover o Céu e a Terra'».

(Continua)


+ + + + +



* Reverendo Padre Humberto Maria Pasquale, SDB, 2.º Director Espiritual da Alexandrina de Balasar, desde 1944 e durante cerca de nove anos, tendo sido o responsável por grande parte da Biografia da Alexandrina, assim como pelo seu Processo de Beatificação e Canonização... + Faleceu como santo, no ano de 1985, em Turim, Itália.


# ADENDA


O CANAL DIVINO

“ALEGRA-TE, FILHA QUERIDA!”

Este curto trecho ― tirado do Diário da Alexandrina, de 7-11-1942 ―, regista um precioso número de relevantes informações, que vamos a seguir referenciar e confirmar:

* Estão realizados os Projectos de Jesus;

* Alexandrina é o “Canal Divino”;

* Jesus está muito contente com o Padre Mariano Pinho;

* Jesus está desgostoso com os que fazem sofrer o Padre Pinho;

* O Papa (Pio XII) irá directo para o Céu, quando morrer;

* A Guerra irá brevemente acabar;

* O Médico receberá provas do Amor de Jesus.



De facto, Jesus confidenciou à Alexandrina o seguinte:

«Alegra-te, filha amada; alegra-te, filha querida, com Jesus e a tua Mãezinha querida; alegra-te, porque estão realizados os Desejos de Jesus!
Alegra-te, porque grandes Bênçãos vêm para a Terra culpada.

«Minha filha, Minha filha, atractivo Meu, encanto dos Meus olhos.
Jesus vê na Sua 'louquinha' a maior alegria do Mundo.
Jesus vê na Sua benjamina todos os encantos do Seu Divino Coração.
Eis por que Jesus se serve dela para ser o Seu "Canal Divino".
O Mundo recebe, pela crucificada do Calvário, todas as Graças e o Amor de Jesus.

«Diz, Minha filha, diz ao teu Pai espiritual, àquele escolhido por Mim para tua luz, que o Meu Divino Amor se estende sobre ele na maior abundância, que ele faz em tudo a Minha Divina Vontade.
Sim, sim, Jesus está contentíssimo com ele, e desgostoso com aqueles que o fazem sofrer inocentemente.

«Diz, Minha filha, diz ao teu Pai espiritual, àquele que escolhi para te guiar para Mim, diz-lhe que informe o Santo Padre que a Promessa está feita, que ele [Pio XII] irá direito da Terra ao Céu, não passando pelo Purgatório.

«E como prémio de cumprir a Vontade Divina, terá toda a Luz do Espírito Santo, não irá nunca contra a Vontade de Deus e terá a Luz para fazer a Vontade Divina durante todo o seu reinado na Terra.
Jesus está contentíssimo com o Papa; e grande prémio ele receberá de Jesus pela Sua louquinha de amor, quando ela estiver no Céu junto do Trono Divino.

«Jesus vai levar a Sua amada para o Céu.
Jesus vai fazer com que os homens terminem a guerra.
Diz, Minha filha, diz ao teu Médico que não posso deixar de ter para com ele as maiores provas de Amor, por ter sido o amparo, o braço firme da Causa Divina, em momentos que os homens tentaram destruir.
A Causa de Jesus não cai, e levantar-se-á cada vez mais.

«Triunfo, triunfo, triunfo! Amor, Amor, Amor!
Cairão sobre a louquinha de Jesus, sobre os que a rodeiam e amam, e por quem ela intercede:
Amor, Amor, Amor sem fim!»


E logo responde a Alexandrina, profundamente emocionada e aniquilada:

«Ó meu Amado Jesus, estou confundida, humilhada e abatida!
Nada mais sei dizer! Perdoai as minhas faltas!
Digo-Vos um eterno Obrigada!
Dai-nos a Paz, alcançai o que Vos peço, meu Jesus!»



* Doutor Manuel Augusto Dias de Azevedo, Médico assistente e 'Cireneu' da Alexandrina de Balasar, de quem Jesus tecia grandes elogios e ao qual prometeu, assim como à sua numerosa Família, o Paraíso... + Faleceu em 1971, em Ribeirão, V. N. de Famalicão.


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Fonte:
Sítio Oficial da Beata Alexandrina de Balasar


Páginas anteriores:

# Paixão de Jesus na Beata Alexandrina - I

# Paixão de Jesus na Beata Alexandrina - II

#
Paixão de Jesus na Beata Alexandrina - III


Adaptação:

Nova Evangelização Católica

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Sábado, 13 de Junho de 2009

2.ª Aparição de N.ª Senhora de Fátima
* Festa de Santo António de Lisboa, etc.







NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA



* * * * * * *


Segunda Aparição

de Nossa Senhora de Fátima




Em 13 de Junho de 1917, acompanhados por cerca de 60 pessoas, os Pastorinhos estavam a recitar o Terço do Rosário, quando houve novamente um relâmpago, e logo depois, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira, como em 13 de Maio...


-- O que Vossemecê quer de nós? -- perguntou Lúcia.

-- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês seguinte, que rezeis o Terço todos os dias, e que aprendais a ler.
Depois, direi o que quero.


-- Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu -- disse Lúcia.

-- Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve.
Mas tu ficas cá, mais algum tempo.
Jesus quer servir-se de ti para fazer-me conhecer e amar.

« Ele quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração.
A quem a abraçá-la, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por mim a adornar o Seu Trono ».


-- Fico cá sozinha? -- perguntou Lúcia.

-- Não, minha filha. Tu sofrerás muito, mas não desanimes. Eu nunca te deixarei.
O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus...



"Foi então - contou a Irmã Lúcia - que Nossa Senhora abriu as mãos, comunicando-nos, pela segunda vez, aquela intensa Luz:
Jacinta e Francisco pareciam estar na parte dessa Luz que se elevava para o Céu, e eu (Lúcia) na que se espargia sobre a Terra.

"À frente da palma da Mão direita de Nossa Senhora, estava um Coração cercado de espinhos, que parecia estarem n'Ele cravados.
Compreendemos que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, e que pedia reparação".




* * * * * * *






SANTO ANTÓNIO DE LISBOA



Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga Cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra.
Tendo então o nome de Fernando, fez, na vizinha Sé, os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cónego Regrante de Santo Agostinho, em S. Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão.
Ali permaneceu, até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores, em Direito Canónico, Ciências, Filosofia e Teologia.

Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.
As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos, que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano, e recolhendo-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra).

Foi nessa altura que mudou o seu nome para António, e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve no leito, durante todo o Inverno.
Os superiores decidiram então repatriá-lo, como medida de convalescença.
Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade, que o arrastou para a costa da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como Teólogo e grande pregador.

Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante Religiosos franciscanos e dominicanos, recém-ordenados sacerdotes, e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao Apostolado.
Fixou-se então em Bolonha, onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como da Sagrada Escritura.
Exercendo as funções de Pregador, revelou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses.

Seguiu depois para França, com o objectivo de lutar contra os Albijenses, e em 1225, prega em Tolosa.
Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay, e seria Guardião da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos frades da região.
Dois anos mais tarde, instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Assistiu à canonização de S. Francisco de Assis, em 1228, e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença.
Durante 1229, as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua.
Esta actividade absorvia-o, de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente.
Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.

Instalou-se depois na casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu, em 1231, no Oratório de Arcela.
O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem de santidade, para tão cedo lhe ter sido atribuída tal honra.
Este acto foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou
"Arca do Testamento".

Considerado Doutor da Igreja e alvo de várias biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um Homem superior.
Daí, os diversos atributos que lhe foram conferidos:
"Martelo dos hereges; Defensor da Fé; Arca dos Testamentos; Oficina de milagres; Maravilha da Itália; Honra das Espanhas; Glória de Portugal; Querubim eminentíssimo da Religião Seráfica; etc..."

Com a sua vida mística, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em grande número, transformou-se num Taumaturgo de importância especial.



+ Glorioso Santo António, rogai por nós!



* * * * * * *






ANJO DA GUARDA DE PORTUGAL




A propósito do Anjo de Portugal que se festejou no passado dia 10 de Junho, assim como da Santíssima Trindade que se festejou em 7 de Junho, e do Corpo de Deus que se comemorou a 11 de Junho, apresento agora o principal das 1.ª, 2.ª e 3.ª Aparições do Anjo de Portugal aos Pastorinhos, em 1916, em Aljustrel - Fátima:



1.ª Aparição do Anjo de Portugal


Na Primavera de 1916, Lúcia dos Santos, de 9 anos, com os seus primos Jacinta e Francisco Marto, de 6 e 8 anos, estavam no pasto das suas ovelhas, no Outeiro do Cabeço.
Enquanto brincavam, de repente envolveu-os uma luz branca e um vento forte sacudiu as árvores...
No meio daquela luz, a figura de um Jovem apareceu, que se apresentou, dizendo:

« Não temais. Eu sou o Anjo da Paz. Orai comigo... ».

Ajoelhando-se na terra, o Anjo abaixou a cabeça até tocar no solo, e fez as crianças repetirem com ele, três vezes:

« Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
« Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam ».

Depois ergueu-se, dizendo:
« Orai assim...
Os Corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas súplicas ».


2.ª Aparição do Anjo


Ocorreu no Verão, quando os Pastorinhos brincavam junto ao poço da casa de Lúcia.
O Anjo dirigiu-se a eles com estas palavras:

« Que fazeis? Orai! Orai muito!
Os Corações Santíssimos de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnos de misericórdia.
Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios! ».

As crianças perguntaram:
« Como nos havemos de sacrificar? ».

O Anjo respondeu:

« De tudo o que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício, em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores.
Atraí assim sobre vossa Pátria a
paz! »

« Eu sou o
Anjo da sua Guarda, o Anjo de Portugal
.
Sobretudo, aceitai e suportai com submissão os sofrimentos que o Senhor vos quiser enviar! ».

A partir desse momento, os Pastorinhos começaram a oferecer ao Senhor tudo aquilo em que podiam mortificar-se.


3.ª Aparição do Anjo


Ocorreu no Outono de 1916, na Loca do Cabeço.
As crianças tinham começado as orações, quando apareceu uma luz, e viram o Anjo que trazia na mão esquerda um Cálice, e suspensa sobre ele uma Hóstia, da qual caíam dentro do Cálice algumas gotas de Sangue.
Deixando o Cálice e a Hóstia suspensos no ar, o Anjo prostrou-se por terra junto deles, e repetiu três vezes a oração:

« Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.
E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores ».

Depois, levantando-se, deu a Hóstia à Lúcia, e aquilo que continha o Cálice deu-o a beber à Jacinta e ao Francisco, dizendo ao mesmo tempo:

« Tomai, comei e bebei, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos!
Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus! ».





+ Anjo da Guarda de Portugal,
rogai por nós e abençoai a nossa pátria.



* * * * * * *


N.
E.
C.


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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

CORPO DE DEUS - 'Corpus Christi'
+ Corpo e Sangue de Jesus Cristo






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SOLENIDADE DO


SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE


DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO




Tal como a Festa da Santíssima Trindade, esta não é uma «festa de devoção»: é a Confissão da nossa Fé viva, cujo enunciado, aliás, não se encontra no Credo.

As orações e os cânticos da Liturgia actual têm por autor S. Tomás de Aquino.
E são a expressão dum amor infinito e entusiasta, uma obra-prima de Doutrina teológica e de poesia.

As três leituras e o Salmo orientam a meditação do fiel, para a dimensão sacrificial da Eucaristia, sem suprimir as outras dimensões deste Sagrado Mistério: a Fracção do Pão, a Refeição comunitária, a Presença real, a Comunhão.

A Santa Missa é o Sacrifício [verdadeiro mas incruento do próprio Senhor Jeseus], assim como de Louvor e de Acção de graças, à semellança dos sacrifícios da Antiga Aliança.
Por si mesma, [só] a Morte [de Jesus] não é redentora (salvadora).

É [também] a nossa atitude, diante da Morte, que a pode tornar redentora.
É o Servo [Jesus] que, pela Sua oferenda, a faz tornar-se expiação e glorificação.

A “Carta aos Hebreus” desenvolve o tema do sacrifício do Antigo Testamento, evocando a celebração do «Dia da Expiação»:
« O Sangue de Cristo faz bem melhor. Ele é o Sumo-Sacerdote da Nova Aliança. Cristo Ressuscitado já não morre mais ».

O Evangelho de S. Marcos coloca-nos no contexto da «Noite Pascal» (Instituição da Sagrada Eucaristia).
Jesus dá-nos a Vida, tal como o Pai dá-Lhe a Vida que Ele oferece por nós, e que é doravante vitoriosa sobre a morte (o pecado).
Jesus Cristo ordena-nos que celebremos este Memorial até ao dia do Reino de Deus (até à Sua Segunda Vinda, no Juízo Final) .





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Livro do Êxodo (24, 3-8)


Moisés veio e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todas as normas, e todo o povo respondeu a uma só voz, dizendo:
«Poremos em prática todas as palavras que o Senhor pronunciou».

Moisés escreveu todas as palavras do Senhor.
Levantou-se de manhã cedo e construiu um altar, no sopé da montanha, e doze estrelas pelas Doze Tribos de Israel.
E enviou os jovens dos filhos de Israel, que ofereceram holocaustos e sacrificaram ao Senhor novilhos, como sacrifícios de comunhão.

Moisés tomou metade do sangue e colocou-o em bacias, e metade do sangue espalhou-o sobre o altar.
Tomou o Livro da Aliança e leu-o na presença do povo, que disse:
«Tudo o que o Senhor disse, nós o faremos e Lhe obedeceremos».

Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo:
«Eis o sangue da Aliança que o Senhor concluiu convosco, mediante todas estas palavras».





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Livro dos Salmos
(116/115, 12-13.15-16.17-18)



Como retribuirei ao Senhor
todos os Seus benefícios para comigo?
Elevarei o cálice da salvação,
invocando o nome do Senhor.

Preciosa aos olhos do Senhor
é a morte dos Seus fiéis.
Senhor, sou Teu servo,
filho da Tua serva;
quebraste as minhas cadeias.

Hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor,
invocando, Senhor, o Teu nome.
Cumprirei as promessas feitas ao Senhor,
na presença de todo o Seu povo,





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Carta aos Hebreus (9, 11-15)


Cristo veio como Sumo Sacerdote dos bens futuros, através duma tenda maior e mais perfeita, que não é feita por mão humana; isto é, não pertence a este mundo criado.
Entrou uma só vez no Santuário, não com o sangue de carneiros ou de vitelos, mas com o Seu próprio Sangue, tendo obtido uma Redenção eterna.

Se, de facto, o sangue dos carneiros e dos touros e a cinza do vitelo, com que se aspergem os impuros, os santifica, purificando-os no corpo, quanto mais o Sangue de Cristo que, pelo Espírito Santo, ofereceu de Si mesmo a Deus, sem mácula, purificará a nossa consciência das obras mortas, para que prestemos culto ao Deus vivo!

Por isso, Ele é o Mediador de uma Nova Aliança, um Novo Testamento; para que, intervindo com a (Sua) Morte para a remissão das transgressões cometidas sob a primeira Aliança, os chamados recebam a Herança eterna prometida.





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Evangelho segundo S. Marcos

(14, 12-16. 22-26)


No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava a Páscoa, os Discípulos perguntaram-Lhe:
«Onde queres que façamos os preparativos, para comeres a Páscoa?»

Jesus enviou, então, dois dos Seus discípulos, dizendo-lhes:

«Ide à cidade e virá ao vosso encontro um homem, trazendo um cântaro de água.
Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa:
"O Mestre manda perguntar: 'Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?' "
Ele há-de mostrar-vos uma grande sala, no andar de cima, mobilada e toda pronta.
Fazei aí os preparativos».

Os discípulos partiram e foram à cidade; encontraram tudo como Ele lhes dissera e prepararam a Páscoa.
Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e entregou-o aos discípulos, dizendo:

«Tomai: Isto é o meu Corpo».

Depois, tomou o cálice, deu graças e entregou-lho. Todos beberam dele.
E Jesus disse-lhes:
«Isto é o meu Sangue da aliança, que vai ser derramado por todos.
Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que o beba de novo no Reino de Deus».

Após o canto dos Salmos, saíram para o Monte das Oliveiras.





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Comentário ao Evangelho do Dia
feito por «Concílio Vaticano II»

Decreto sobre a
Actividade Missionária da Igreja
(«Ad Gentes», §§ 4-5)

«Recebestes de graça; dai de graça»


O Senhor Jesus, antes de dar livremente a Sua Vida pelo mundo, de tal maneira dispôs o Ministério apostólico e de tal forma prometeu enviar o Espírito Santo, que a ambos associava na tarefa de levar a cabo, sempre e em toda a parte, a Obra da Salvação.
O Espírito Santo é Quem unifica na Comunhão e no Ministério
[...] toda a Igreja, através dos tempos. [...]

O Senhor Jesus, logo desde o princípio, «chamou a Si alguns, quem Ele quis, e escolheu Doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 13, 3).
Os Apóstolos foram assim a semente dum novo Israel e, ao mesmo tempo, a origem da sagrada Hierarquia.

Depois, realizados já definitivamente em Si, pela Sua Morte e Ressurreição, os Mistérios da nossa salvação e da renovação do universo, o Senhor, que tinha recebido todo o poder no Céu e na Terra (Mt 28, 18), antes de subir ao Céu, fundou a Sua Igreja, como Sacramento de Salvação, e enviou os Seus Apóstolos a todo o mundo, tal e qual Ele também tinha sido enviado pelo Pai (Jo 20, 21), dando-lhes este mandato:
«Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a cumprir tudo quanto vos prescrevi» (Mt 28, 19 ss.).
[...]

Daí, vem à Igreja o dever de propagar a Fé e a Salvação de Cristo, tanto em virtude do expresso Mandamento que dos Apóstolos herdou a Ordem dos Bispos, ajudada pelos Presbíteros, em união com o Sucessor de Pedro e Sumo Pastor da Igreja, quanto em virtude da vida comunicada aos seus membros, por Cristo. [...]

A Missão da Igreja realiza-se, pois, mediante a actividade pela qual, obedecendo ao Mandamento de Cristo e movida pela Graça e pela Caridade do Espírito Santo, ela se torna actual e plenamente presente a todos os homens e a todos os povos, para os conduzir à Fé, à Liberdade e à Paz de Cristo, não só pelo exemplo de vida e pela pregação, mas também pelos Sacramentos e pelos restantes meios da Graça, de tal forma que lhes fique bem aberto o caminho livre e seguro para participarem plenamente no Mistério de Cristo.






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Fonte: Evangelho Quotidiano

© Evangelizo.org / 2001-2009


Nova Evangelização Católica

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Domingo, 7 de Junho de 2009

FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE






* * * * * * * * *



SOLENIDADE DA

SANTÍSSIMA TRINDADE


+ Deus Pai + Deus Filho

+ Deus Espírito Santo +




A Festa que hoje celebramos não é um convite a decifrar o Mistério que se esconde por detrás de "um Deus em Três Pessoas"; mas é um convite a contemplar o Deus que é Amor, que é Família, que é Comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse Mistério de Amor.

Na primeira Leitura, Javé revela-se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o Seu Povo.
É um Deus que vem ao encontro dos Homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos Homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime, e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.

A segunda Leitura, confirma a mensagem da primeira: o Deus em quem acreditamos, não é um Deus distante e inacessível, que se demite do Seu papel de Criador, ou que assiste com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens.
É um Deus que acompanha com paixão a caminhada da Humanidade, e que não desiste de oferecer aos homens a Vida plena e definitiva.

No Evangelho, Jesus dá a entender que ser Seu discípulo é aceitar o convite para se vincular com a Comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Os discípulos de Jesus recebem a Missão de testemunhar a Sua proposta de Vida no meio do mundo, e são enviados a apresentar, a todos os homens e mulheres, sem excepção, o convite de Deus para integrarem a Comunidade Trinitária.





* * * * *

Livro do Deuteronómio
(4, 32-34.39-40)


«Na verdade, interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra.
Pergunta se jamais houve, de uma extremidade à outra do céu, coisa tão extraordinária como esta, ou se jamais se ouviu coisa semelhante.

«Sabes, porventura, de algum povo que tenha ouvido a voz de Deus, falando do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha continuado a viver?
Algum experimentou Deus a escolher para si um povo, dentre outros povos, por meio de milagres, sinais e prodígios, combatendo com mão forte e braço estendido, com terríveis portentos, conforme tudo o que fez por vós o Senhor, vosso Deus, no Egipto, diante dos teus olhos?

«Reconhece, agora, e medita no teu coração, que só o Senhor é Deus, tanto no alto do Céu como em baixo, sobre a Terra, e que não há outro.
Cumprirás, pois, as Suas leis e os Seus mandamentos, que eu hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e para que se prolongue a tua existência sobre a terra, que o Senhor, teu Deus, te dará para sempre».





* * * * *

Livro dos Salmos
(33/32, 4-5.6.9.18-19.20.22)


As palavras do Senhor são verdadeiras;
as Suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
a Terra está cheia da Sua bondade.

A palavra do Senhor criou os céus,
e o sopro da Sua boca, todos os astros.
Porque Ele disse e tudo foi feito,
Ele ordenou e tudo foi criado.

Os olhos do Senhor velam pelos Seus fiéis,
por aqueles que esperam na Sua bondade;
para libertá-los da morte
e mantê-los vivos no tempo da fome.

A nossa alma espera no Senhor;
Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Venha sobre nós, Senhor, o Teu amor,
pois depositamos em Ti a nossa confiança.






* * * * *


Carta aos Romanos
(8, 14-17)


De facto, todos os que se deixam guiar pelo Espírito, esses é que são filhos de Deus.
Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos.
É por Ele que clamamos:
'Abbá', ó Pai!

Esse mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito de que somos filhos de Deus.
Ora, se somos filhos de Deus, somos também herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, pressupondo que com Ele sofremos, para também com Ele sermos glorificados. A glória que espera-nos.





* * * * *


Evangelho segundo S. Mateus

(28, 16-20)



Os onze Discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando O viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam.
Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes:

«Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra.
Ide, pois, fazei discípulos em todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado.
E sabei que Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos».







* * * * *


Comentário ao Evangelho do Dia, feito por

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208)
Bispo, Teólogo e Mártir


Demonstração da Pregação Apostólica, 6-8

«Baptizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo»



Eis a regra da nossa Fé, eis o fundamento do nosso edifício, eis aquilo que dá firmeza ao nosso comportamento.
Em primeiro lugar: Deus Pai, incriado, ilimitado, invisível; Deus uno, Criador do Universo; é o primeiro Artigo da nossa Fé.

Segundo Artigo: o Verbo de Deus, Filho de Deus, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que foi revelado aos Profetas, segundo o género das suas profecias e segundo os desígnios do Pai; por meio de Quem todas as coisas foram feitas; e no final dos tempos, para recapitular todas as coisas, dignou-Se encarnar, aparecendo entre os humanos, visível, palpável, para destruir a morte, fazer ressurgir a Vida e operar a reconciliação entre Deus e o Homem.

Terceiro Artigo: o Espírito Santo, por Quem os Profetas profetizaram, os nossos pais conheceram as coisas de Deus, e os justos foram conduzidos para a via da Justiça; e no final dos tempos, foi enviado aos homens duma maneira nova, a fim de renová-los em toda a face da terra, para Deus.

É por isso que o Baptismo do nosso novo nascimento é colocado sob o signo destes três artigos.
Deus Pai concedeno-lo, com vista ao nosso novo nascimento em Seu Filho, pelo Espírito Santo.
Porque aqueles, que trazem em si o Espírito Santo, são conduzidos ao Verbo, que é o Filho, o Filho condu-los ao Pai, e o Pai concede-lhes a imortalidade.

Sem o Espírito, é impossível ver o Verbo de Deus, e sem o Filho ninguém pode aproximar-se do Pai.
Porque o conhecimento do Pai é o Filho; o conhecimento do Filho faz-se pelo Espírito Santo; e o Filho concede o Espírito segundo a complacência do Pai.






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Fonte: Evangelho Quotidiano

© Evangelizo.org / 2001-2009


N. E. C.

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
* Orações e Jaculatórias Católicas






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DEVOÇÃO AO SAGRADO

CORAÇÃO DE JESUS


Consagração ao

Sagrado Coração de Jesus,

por meio do Imaculado

Coração de Maria


(S. Luís Maria de Montfort)



A Liturgia celebra a Festa
do Sagrado Coração de Jesus
na sexta-feira da semana seguinte
à Festa de "Corpus Christi" (Corpo de Deus).



Ó Sabedoria Eterna e Encarnada!
Ó Amabilíssimo e Adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Unigénito Filho do Eterno Pai, e da sempre Virgem Maria.
Adoro-Vos profundamente no seio e nos esplendores do Vosso Pai, durante a Eternidade, e no seio Virginal de Maria, Vossa Mãe digníssima, no tempo de Vossa Encarnação.

Eu Vos dou graças por Vos terdes aniquilado a Vós mesmo, tomando a forma de escravo, para livrar-me do cruel cativeiro do Demónio.
Eu Vos louvo e glorifico por Vos terdes querido submeter a Maria, Vossa Mãe Santíssima, em todas as coisas, a fim de por Ela tornar-me Vosso fiel escravo.

Mas ai de mim, criatura ingrata e infiel!
Não cumpri as promessas que Vos fiz solenemente no Baptismo.
Não cumpri com as minhas obrigações.
Não mereço ser chamado Vosso filho, nem Vosso escravo; e como nada há em mim que de Vós não tenha merecido repulsa e cólera, não ouso aproximar-me, por mim mesmo, da Vossa Santíssima e Augustíssima Majestade.

É por estas razões que recorro à intercessão da Vossa Mãe Santíssima, que me destes por Medianeira junto de Vós; e é por este meio que espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e conservação da sabedoria espiritual.

Avé, ó Maria Imaculada, Tabernáculo vivo da Divindade, onde a Eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos Anjos e pelos homens!

Avé, ó Rainha do Céu e da Terra, a cujo Império é submetido tudo o que está abaixo de Deus!

Avé, ó seguro Refúgio dos pecadores, cuja Misericórdia a ninguém falece!
Atendei ao desejo que tenho da Divina Sabedoria, e recebei, para este fim, os votos e as oferendas, apresentadas pela minha baixeza.


Eu, N…, infiel pecador, renovo e ratifico hoje, em Vossas Mãos, os votos do Baptismo.
Renuncio para sempre a Satanás, às suas pompas e obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, para segui-Lo levando a minha cruz, em todos os dias da minha vida.
E, a fim de Lhe ser mais fiel do que até agora tenho sido, escolho-Vos neste dia, ó Virgem Santíssima, na presença de toda a Corte celeste, para minha Mãe e minha Senhora.

Entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo, o meu corpo e a minha alma, os meus bens interiores e exteriores, e até o valor das minhas boas obras passadas, presentes e futuras, deixando-Vos o direito pleno e inteiro de dispordes de mim, e de tudo o que me pertence, sem excepção, ao Vosso gosto, para a maior Glória de Deus, no tempo e na Eternidade.

Recebei, ó Benigníssima Virgem, esta pequena oferenda da minha escravidão, em união e em honra da submissão que a Sabedoria Eterna quis ter na Vossa Maternidade; em homenagem ao Poder que ambos tendes sobre este vermezinho, miserável pecador; e em acção de graças pelos privilégios com que Vos favoreceu a Santíssima Trindade.

Protesto que quero, de agora em diante, como Vosso verdadeiro escravo, buscar a Vossa Honra e obedecer-vos em todas as coisas.

Ó Mãe Admirável, apresentai-me ao Vosso Amado Filho, na qualidade de escravo perpétuo, para que, tendo-me redimido por Vós, por Vós também me receba favoravelmente.
Ó Mãe de Misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus, e de colocar-me, para esse fim, no número daqueles a quem amais, ensinais, guiais, sustentais e protegeis, como filhos e escravos Vossos.

Ó Virgem Fiel, tornai-me, em tudo e tanto quanto possível, um perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria Encarnada, Jesus Cristo, Vosso Filho, para que eu chegue um dia, por Vossa intercessão e a Vosso exemplo, à plenitude da Sua idade na Terra e da Sua glória nos Céu.
Assim seja.







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Jaculatórias


(Da autoria de Pessoas santas)



+ Dulcíssimo Coração de Jesus, que tanto nos amais, fazei que Vos amemos sempre e cada vez mais.

+ Dulcíssimo Coração de Jesus, que ardeis em Amor para connosco, inflamais os nossos corações em amor para Convosco.

+ Ó Coração de Amor, eu ponho toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo da minha fraqueza, mas tudo espero da Vossa Bondade.

+ Coração de Jesus, confortado por um Anjo na Vossa Agonia, confortai-nos em nossas agonias e angústias, fraquezas e doenças, quedas e desânimos, tentações e provações.

+ Sagrado Coração de Jesus, Vítima de Caridade, fazei-nos para Vós uma hóstia viva, santa e agradável a Deus.

+ Jesus Manso e Humilde de Coração, fazei os nossos corações semelhantes ao Vosso.

+ Coração de Jesus, Fonte de toda a Pureza, tende piedade de nós.

+ Tudo por Vós, Sagrado Coração de Jesus.

+ Ó meu Jesus, é por Vosso Amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria;
Assim como em desagravo dos ultrages, sacrilégios e indiferenças cometidos contra o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

+ Ó Coração Puríssimo de Maria, Virgem Santíssima, obtende-nos de Jesus a pureza e a humildade de coração.

+ Pela Vossa Imaculada Conceição, ó Maria, purificai o meu corpo e santificai a minha alma.

+ Nossa Senhora do Rosário de Fátima, salvai-nos, salvai Portugal (o país de cada qual) e dai a Paz ao Mundo.

+ Ó Maria, Rainha Imaculada, triunfai e reinai.

+ Santíssima Rainha da Paz, dai-nos a Paz.

+ Graças e louvores se dêem a todo o momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

+ Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos;
Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

+ O Senhor nos abençoe, nos guarde de todo o mal e nos conduza à Vida Eterna. Amém.





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Jaculatórias Especiais



+ Sagrados Corações de Jesus e de Maria, abençoai e protegei o Santo Padre e a Santa Igreja;
Sede a sua luz, força e consolação.

+ Sagrados Corações de Jesus e de Maria, abençoai e protegei as nossas famílias, amigos e benfeitores.

+ Divino Coração de Jesus, convertei os pecadores, salvai os moribundos, e livrai as Almas santas do Purgatório.

+ Virgem Santíssima, não permitais que vivamos nem morramos em pecado mortal;
Em pecado mortal não havemos de viver nem morrer, que a Virgem Santíssima nos há-de valer.

+ Ó Maria, Rainha dos Apóstolos, rogai por nós;
Dai-nos muitas e santas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias.

+ Ó Maria, Rainha do Clero, rogai por nós;
Abençoai e protegei os bispos, presbíteros e diáconos.

+ Ó Maria, Mãe e Protectora dos Nascituros, rogai por nós.
Não permitais que haja crimes de aborto e demais atentados à vida humana.

+ Na Vossa Conceição, ó Virgem Maria, fostes Imaculada;
Rogai por nós ao Pai, cujo Filho Jesus, concebido do Espírito Santo, destes à Luz.

+ Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

+ Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno;
Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

+ Fazei, São José, que levemos uma vida inocente e sempre segura, sob o vosso patrocínio.

+ Anjo da Guarda, minha companhia, guardai a minha alma de noite e de dia.

+ Amados Jesus, José e Maria, o meu coração vos dou e a alma minha.
* Amados Jesus, José e Maria, assisti-me na última agonia.
* Amados Jesus, José e Maria, expire em paz, entre Vós, a alma minha.

+ Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo;
Para sempre seja louvado e Sua Mãe Maria Santíssima.






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Orações Essenciais



+ Pai Nosso...

+ Avé Maria...

+ Glória ao Pai...

# Acto de Contrição:
+ Meus Deus, porque sois tão bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, pesa-me profundamente de Vos ter ofendido.
E com o auxílio da Vossa divina Graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tormar a ofender.
Peço e espero o perdão das minhas culpas, pela Vossa infinita Misericórdia. Amém.

Abreviado:
+ Meu Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido.
Ajudai-me a não tornar a pecar.

+ Salvé Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa; salvé.
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva;
A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois, Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, nos mostrai Jesus.
Bendito é o Fruto do Vosso ventre; ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.
* Rogai por nós, Santa Mãe de Deus;
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

# Consagração a Nossa Senhora:
+ Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia e para sempre, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração, e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou Vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade Vossa.
Lembrai-vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.

# Oração de S. Bernardo:
+ Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência, e reclamado o Vosso socorro, fosse por Vós desamparado.
Animado eu pois, com igual confiança, a Vós Virgem, entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro aos Vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que Vos rogo.
Amém.






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Caríssimos Irmãos Católicos Apostólicos Romanos:

Cumpre-me esclarecer, a propósito do tema corrente, que a Oração e a Meditação Cristãs são "tudo"... menos isto, por exemplo, absolutamente:

a) http://www.paroquias.org/jump.php?lid=535

b) http://www.paroquias.org/forum/read.php?1,63427

c) http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2009/06/as-novas-formas-de-meditacao-nao-sao.html

+ Que Deus nos abençoe, nos guarde de todo o mal e nos conduza à Vida Eterna. Amém.

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Observação final:

Que haja leigos "cristãos" que, devido à sua ignorância e superstição, materialismo e relativismo, egocentrismo e hedonismo, acreditem, aceitem e pratiquem estas coisas/crendices levianas e anticristãs, ainda se compreende, embora muito mal e infelizmente.

Agora, haver sacerdotes e religiosos "católicos" que façam o mesmo, ao ponto de ensinarem e preconizarem tais práticas anticatólicas e racionalistas, porventura satânicas, é de todo incompreensível, chocante e escandaloso!

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+ Sagrados Corações de Jesus e de Maria, abençoai e protegei o Santo Padre e a Santa Igreja;
Sede a sua luz, força e consolação.

+ Ó Maria, Rainha dos Apóstolos, do Clero e da Missões, rogai por nós, que recorremos a Vós;
Abençoai e protegei os nossos bispos e presbíteros, religiosos e missionários.






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N. E. C.

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