Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Festa da Natividade de S. João Baptista






* * * * * * *



Solenidade do


Nascimento de

S. João Baptista




S. João Baptista era filho de Zacarias e de Santa Isabel.
Chamava-se "Baptista" pelo facto de pregar um baptismo de penitência
(cf. Lucas 3, 3).
João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1, 36).
Parente de Jesus, foi o precursor do Messias.

É João Baptista que aponta Jesus, dizendo:
"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: 'Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim'" (João 1, 29 ss.).
De si mesmo deu este testemunho:
"Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor..." (João 1, 22 ss.).

S. Lucas, no primeiro capítulo do seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Baptista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens.
A Igreja celebra-o, desde os primeiros séculos do Cristianismo.

É o único Santo cujo nascimento (24 de Junho) e martírio são evocados em duas solenidades, pelo povo cristão.
O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: Cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses, fazem da sua festa uma das mais populares e queridas da nossa gente (embora infelizmente mais no aspecto profano).

(Agência Ecclesia)



* * * * *


Livro de Isaías (49, 1-6)



Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe:
Quando ainda estava no ventre materno, o SENHOR chamou-me; quando ainda estava no seio da minha mãe, Ele pronunciou o meu nome.
Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da Sua mão.
Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na Sua aljava.

Ele disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado».
Eu dizia a mim mesmo:
«Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as minhas forças».
Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus a minha recompensa.
E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o Seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel.

Assim me honrou o SENHOR.
O meu Deus tornou-se a minha força.
E Ele disse-me:
«Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da Terra».



* * * * *


Livro dos Salmos
(
139 / 138, 1-3.13-14.14-15)


SENHOR, Tu examinaste-me e conheces-me,
sabes quando me sento e quando me levanto;
à distância conheces os meus pensamentos.

Vês-me quando caminho e quando descanso;
estás atento a todos os meus passos.
Tu modelaste as entranhas do meu ser
e formaste-me no seio de minha mãe.

Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as Tuas obras.
Dou-te graças por tão espantosas maravilhas;
admiráveis são as Tuas obras.

Quando os meus ossos estavam a ser formados,
e eu, em segredo, me desenvolvia,
tecido nas profundezas da terra,
nada disso te era oculto.



* * * * *

Livro dos Actos dos Apóstolos
(13, 22-26)


Pondo este de parte, Deus elevou David como rei, e a seu respeito deu este testemunho:
"Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu Coração, que fará todas as minhas vontades".
Da Sua descendência, segundo a Sua promessa, Deus proporcionou a Israel um Salvador, que é Jesus.

João preparou a Sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o povo de Israel.
Quase a terminar a sua carreira, João dizia:
"Eu não sou quem julgais; mas vem, depois de mim, alguém cujas sandálias não sou digno de desatar".
Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que de entre vós são tementes a Deus, a nós é que foi dirigida a Palavra de salvação.



* * * * *


Evangelho segundo S. Lucas

(1, 57-66. 80)



Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz, e teve um filho.
Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a Sua misericórdia, rejubilaram com ela.
Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias.

Porém, tomando a palavra, a mãe disse:
«Não; há-de chamar-se João».
Responderam-lhe:
«Não há ninguém na tua família que tenha esse nome».

Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse.
Pedindo uma placa, o pai escreveu:
«O seu nome é João».
E todos se admiraram.
Imediatamente, a sua boca abriu-se, a língua desprendeu-se-lhe e começou a falar, bendizendo a Deus.

O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos, e por toda a montanha da Judeia se divulgaram aqueles factos.
Quantos os ouviam retinham-nos na memória e diziam para si próprios:

«Quem virá a ser este menino?»


Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
Entretanto, o menino crescia, o seu espírito robustecia-se, e vivia em lugares desertos, até ao dia da sua apresentação a Israel.


(Da 'Bíblia Sagrada')



* * * * *


Beato Guerric d'Igny
(1080-1157) Abade cisterciense

Sermão 1, de S. João Baptista


"Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
porque caminharás diante do Senhor
para preparar o Seu caminho"
(Lc 1, 76).



É com razão que o nascimento deste menino foi para muitos causa de alegria. E ainda o é hoje.
Dado a seus pais na velhice, veio pregar a um mundo que envelhecia a graça de um novo nascimento.
É bom que a Igreja festeje solenemente esta natividade, fruto maravilhoso da Graça com o qual a natureza se maravilha.

Quanto a mim, esta lâmpada destinada a iluminar o mundo (Jo 5, 35), traz-me com o seu nascimento uma alegria nova, porque foi graças a ela que reconheci a verdadeira Luz, "que brilha nas trevas, mas que as trevas não quiseram receber" (Jo 1, 5-9).
Sim, o nascimento deste menino traz-me uma alegria indizível, pois é para o mundo fonte de tão grandes bens.

Ele foi o primeiro a instruir a Igreja, começando a formá-la pela penitência, preparando-a pelo Baptismo, e quando a tinha já preparada, entregando-a a Cristo e unindo-a a Ele
(Jo 3, 29).
Ensinou-a a viver na sobriedade e, com o exemplo da sua própria morte, deu-lhe forças para morrer com coragem.
Desse modo, ele preparou para o Senhor um povo perfeito
(Lc 1, 17).






* * * * * * *




Fonte: Evangelho Quotidiano


ATENÇÃO:
Queiram ler também (no verso)
o importante esclarecimento relacionado:
"A GRAÇA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS"


Nova Evangelização Católica

Etiquetas: , , , , , , , , ,

25 Junho, 2010 20:59, Blogger José Mariano disse...

+ + +

= Tema relacionado - Esclarecimentos =

A GRAÇA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS [*]

Verdadeiramente, só não se salva espiritualmente quem não quer mesmo salvar-se, ou seja, quem negligencia voluntariamente (culposamente) tal dever supremo e tal direito absoluta de definitiva e eterna importância.
De facto, toda a Humanidade pode e deve salvar-se eternamente, na medida em que o Filho de Deus encarnou, viveu e morreu pela Redenção e Salvação de todos nós, em geral; isto é, por todos aqueles que aceitarem e cumprirem livremente a Sua Lei e Doutrina; ou, no caso daqueles que as desconhecem concretamente, ou nem sequer pela Fé em Cristo, sem culpa própria, aceitem, no entanto, a mesma Lei de Deus, impressa no 'coração' (na alma) de todos os seres humanos, sendo mesmo assim suficientemente entendida através da mente e da sã consciência de cada um, ainda que de modo implícito e genérico.

Assim como Deus concedeu a todas as pessoas normais, sem qualquer excepção, o dom do livre-arbítrio, assim mesmo Ele não exclui ninguém da Pátria Celeste, da Vida Eterna, por mais doente ou deficiente que seja, assim como não permite a condenação espiritual de alguém que morra antes de alcançar o uso da razão, ou enfim, que não saiba distinguir suficientemente o bem do mal devido a qualquer doença mental; aliás, como também Deus, pela Sua infinita Misericórdia e perfeitíssima Justiça, salvará a alma de todos os pecadores verdadeiramente arrependidos e reconciliados que, por isso mesmo, se encontrem livres de pecado mortal à hora da morte.

A propósito, lembro que, para haver "pecado mortal" (falta grave que leva à morte da alma em Deus), são necessárias "três condições", simultaneamente, a saber:

1. «Matéria grave» -- moralmente, espiritual e cristãmente falando, não apenas em face da consciência da cada pessoa, mas sobretudo em face de tudo aquilo que nos ensina a Sagrada Escritura, em especial o Santo Evangelho, e também segundo a Doutrina Oficial da Igreja Católica, a única, verdadeira e santa Igreja, fundada por N. S. Jesus Cristo.

2. «Advertência plena» -- ou seja, termos moral e conscientemente o conhecimento ou discernimento de que a "matéria" em causa é mesmo grave, isto é, que, por si mesma, ofende gravemente a Deus, ou também a nós mesmos e ao próximo.

3. «Consentimento perfeito» -- ou seja, segundo a nossa mente e consciência livres, havendo de facto as duas condições anteriores (constantes nos pontos '1' e '2'), e mesmo assim consentirmos plenamente (totalmente) em transgredir a Lei de Deus, relacionada com a matéria em causa.

Como sendo realmente assim, todo o ser humano em 'pleno uso da razão' (e por isso mesmo devendo ser devidamente responsabilizado), que seja crente, ou até mesmo sendo descrente (desde que a sua incredulidade seja inculpável ou inocente), tem o pleno "dever" (obrigação moral e espiritual) de respeitar e cumprir sempre a Lei de Deus e a Sua Doutrina, reveladas e promulgadas directamente pelo Criador e Senhor de todas as coisas, ou pelo menos (no caso dos agnósticos e pagãos em geral), a Lei Divina impressa e programada no coração (na alma) de todos os homens, logo a partir da concepção.

(Conclui a seguir)

J. M.
---

 
25 Junho, 2010 21:10, Blogger José Mariano disse...

+ + +

A GRAÇA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS [*]

(Conclusão)

Por outro lado, quem teve a infelicidade de cair em 'pecado mortal' - portanto, gravosa e culposamente -, mesmo assim pode regenerar-se, a partir do sincero arrependimento e conversão, recuperando a inocência anterior ao delito, ou seja, através duma Contrição perfeita, e sobretudo, no caso dos católicos, pela Confissão (Reconciliação) sacramental.

Mas atenção: Mais vale não confessar-se sacramentalmente do que confessar-se mal (sacrilegamente), isto é, sem as devidas "condições" exigidas, sendo elas:

a) "Exame de consciência" -- tentando lembrar os pecados cometidos em geral, sobretudo os considerados graves;

b) "Dor de coração" -- ou 'contrito arrependimento' pelos pecados cometidos, com 'propósito firme de emenda';

c) "Confissão de boca" -- directamente ao Confessor, que perdoa, ou não, em nome de Deus;

d) "Satisfação de penitência" -- cumprindo, tanto quanto possível, a penitência reparadora ou as orações piedosas recomendadas pelo Confessor.

Efectivamente, numa Confissão mal feita -- sobretudo por ocultação voluntária ou negligente de pecados graves, ou então sem 'propósito firme de emenda' -- não só não é perdoado nenhum dos pecados acusados ou 'confessados', como ainda se comete um delito muito grave, chamado sacrilégio, por se ter abusado dum Sacramento da Igreja (profanação sacramental).

Em síntese:
Quem não tiver aquele mínimo de condições e disposições necessárias para fazer uma boa Confissão sacramental, que se limite, preventiva e provisoriamente, a fazer uma simples 'reconciliação espiritual', isto é, a chamada 'Contrição perfeita' (ou pelo menos a 'imperfeita'), tão frequentemente quanto possível, de preferência diariamente.
E, entretanto, que peça a Deus, humilde e pacientemente, mas com bastante fé e esperança, as condições indispensáveis para fazer, logo que possível, uma boa Confissão sacramental e geral -- de todos os pecados graves cometidos até então (inclusive daqueles que já não consigamos lembrar-nos, mas que, como tais, deverão também ser acusados por associação aos demais) --, e recitando, por exemplo, o seguinte Acto de Contrição:

+ Meus Deus, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, pesa-me profundamente de Vos ter ofendido.
E com o auxílio da Vossa divina Graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender.
Peço e espero o perdão das minhas culpas, pela Vossa infinita Misericórdia. Amém.

Ou então, este Acto de Contrição bem mais simples:

+ Meus Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido.
Ajudai-me a não tornar a pecar.

* * *

(Finaliza a seguir)

J. M.
----

 
25 Junho, 2010 21:13, Blogger José Mariano disse...

+ + +

A GRAÇA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS [*]

ADENDA:

Já agora, antes de terminar, esclareço mais o seguinte, relacionado com o tema corrente:

Prezados Irmãos católicos, assim como nunca devemos confessar-nos sacramentalmente sem as devidas condições e disposições necessárias, sob pena de cometermos um grave sacrilégio (ficando assim em situação muitíssimo pior do que antes), assim também nunca devemos receber a Sagrada Comunhão em pecado mortal, ou mal confessados, sob a pena de cometermos um sacrilégio certamente ainda mais gravoso e execrável.

A tal propósito, ensinou e advertiu o Senhor Jesus:
«Quem come o meu Corpo e bebe o meu Sangue indignamente [em pecado mortal], come e bebe a sua própria condenação»...

Portanto, sempre que, por qualquer motivo de força maior, não tivermos a certeza de vivermos na Graça de Deus, isentos de qualquer pecado mortal, limitemo-nos a fazer uma simples Comunhão espiritual, recitando, por exemplo:

+ Meus Deus, creio firmemente que estais presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Eu Vos adora, amo, e muito desejava receber-Vos sacramentalmente, mas já que não posso ter agora essa grande felicidade, vinde ao menos espiritualmente à minha alma, ao meu coração, com a Vossa divina Graça. Amém.

+ Graças e louvores se dêem a todo o momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.
+ Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

De facto, é mil vezes preferível fazermos uma Comunhão espiritual bem feita, do que uma Comunhão sacramental mal feita, sacrílega.
Espiritualmente, podemos e devemos almejar receber Jesus Sacramentado, quantas vezes quisermos, mesmo vivendo infelizmente em pecado mortal; porém, recebê-Lo sacramentalmente, só, exclusivamente, se estivermos na Graça de Deus, ou seja, devidamente confessados, através do Sacramento da Penitência ou Reconciliação, nunca chegando, portanto, uma simples Contrição, por mais perfeita que esta seja.

_______

[*] Versão incrementada e actualizada.

J. Mariano - N. E. C.

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25 Junho, 2011 01:35, Blogger maria jose dos santos disse...

Pecado é a transgressão deliberada e consciente das leis estabelecidas por Deus. O pecado afronta o caráter de Deus e a sua santidade. Esta falta de conformidade com a lei moral de Deus é rebelião; quem usa dessa prática se distancia da comunhão com Deus, que, por hipótese alguma, comunga com o pecado ou com alguém que permanece nesse estado. Davi pecou gravemente e permaneceu em pecado até que, advertido pelo profeta, se arrependeu e suplicou ao Senhor o perdão...
A oração é o modo pelo qual o homem fala com Deus e coloca diante dEle suas alegrias, tristezas, necessidades, anseios, enfim, tudo o que aflige sua alma. Quando se peca, é através da oração que se chega a Deus para confessar as culpas e pedir-lhe o seu perdão.
Também és necessário fazer uma boa confissâo diante de um sacerdote..porque eles sâo vigários de Cristo aqui na terra,já que através deles nos dâo absolução...

 
25 Junho, 2011 01:49, Blogger maria jose dos santos disse...

Deus está sempre disposto a perdoar todo homem que, com o coração arrependido, volta-se para Ele, confessando as suas culpas e rejeitando-as, por meio da oração espontânea e sincera..
O perdão divino está à disposição de todos os pecadores que, arrependidos, confessam a Deus os seus pecados e aceitam a purificação provida pelo Senhor mediante o sangue de Jesus Cristo..
O verdadeiro arrependimento resulta em mudança de vida. Pode-se tomar como exemplo o Filho Pródigo. Ele, distante do pai, sem dinheiro ou condições dignas de, inclusive, se alimentar reconheceu seu pecado e resolveu voltar. Confessou suas transgressões ao pai e pediu-lhe perdão. O importante, porém, foi que a oração o levou à ação. Ele foi, fez tudo o que havia proposto e alcançou misericórdia...
A orientação amorosa do Senhor Jesus é: "vai-te e não peques mais"

 

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