NOVA EVANGELIZAÇÃO
TAMBÉM DOS 'NOVÍSSIMOS' !
TAMBÉM DOS 'NOVÍSSIMOS' !
NOVA EVANGELIZAÇÃO
TAMBÉM NOS
NOVÍSSIMOS DO HOMEM !
Custa-me imenso saber que já quase ninguém acredita seriamente no... Inferno eterno; assim como até na imortalidade da própria alma!Provavelmente, já nem sequer setenta por cento dos "cristãos e católicos"!
Mas... porquê tanto cepticismo anticristão?!
Quanto a mim, as principais causas são as seguintes:
1. O Concílio Vaticano II (embora involuntária ou ingenuamente) permitiu demasiada liberdade de interpretação bíblica e evangélica, moral e teológica, insensatamente!
2. Os novos padres e religiosos pós-conciliares tiveram deficiente formação moral, doutrinal e teológica, e muitos deles abusaram sobremaneira de tais deficiências e lacunas espirituais!
3. Muitos seminaristas e noviços não tiveram suficiente vocação cristã e religiosa, vindo assim a ser maus ou medíocres clérigos e religiosos consagrados, alguns deles renegados!
4. Muitos Seminários e Ordens religiosas foram, rapidamente, caindo numa rotina progressista, mundana e degradante, ao ponto dos padres, frades e freiras, irem deixando de usar hábitos e vestes religiosos, desleixando gravemente a sua vida de piedade, as suas orações e meditações, a começar pelo Ofício Divino e a acabar pelo Terço do Rosário!5. À péssima maneira protestante (salvo raras excepções), começaram também a interpretar mal, e cada qual à sua maneira, as Sagradas Escrituras, nomeadamente o Santo Evangelho, assim como a Doutrina da Igreja, a Sagrada Tradição, os Documentos conciliares, as Encíclicas papais e o Magistério da Igreja!
6. Consequentemente, começaram a duvidar de alguns Dogmas católicos (quando não a negá-los!), nomeadamente o da Infalibilidade papal, o da existência do Inferno e dos Demónios, os Dogmas Marianos, e até mesmo, em parte, o da Confissão Sacramental e o da Presença real e consubstancial de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia, etc/etc!
7. Por outro lado, os católicos em geral, a começar por muito padres, teólogos e religiosos, começaram a pôr em dúvida a infinita e perfeitíssima Justiça Divina, ao ponto de acreditarem e ensinarem que Deus seria incapaz de permitir a condenação de almas ímpias a penas eternas (ao Inferno perpétuo), mesmo das mais sacrílegas e impenitentes, sob o falso pretexto de Deus ser "só" Amor, apenas infinitamente Bondoso e Misericordioso, perdoando assim previamente todos os pecados e delitos, mesmo os mais graves e horrorosos, sem o devido arrependimento e emenda de vida; isto é, a pretexto de haver "incompatibilidade" entre ambos esses Atributos divinos, aparentemente antagónicos!8. E assim mesmo, principalmente a Doutrina do Antigo Testamento, ou seja, grande parte da Divina Revelação anterior a Jesus Cristo, seria simbólica ou exagerada, alegórica ou deturpada, em especial tudo o que se refere a um Deus aparentemente "justiceiro, iracundo, vingativo"!
9. A pouco e pouco, o mesmo raciocínio dissidente, distorcido e degenerativo, foi-se estendendo aos próprios santos Evangelhos (a Palavra directa de Deus Vivo e Pessoal!), assim como, ainda com mais permissividade e abuso, às Epístolas de S. Paulo e ao Apocalipse, aproveitando e adaptando apenas o que interessa!
Uma lástima e um regabofe sem freio nem medida, talvez ainda mais iníquos e nocivos do que a reforma protestante!
11. E nos próprios Seminários, assim como nos Institutos religiosos e Ordens monásticas, abundam maus ou medíocres membros eclesiais, tais como padres, religiosos, professores, formadores, directores, reitores, madres, provinciais, etc!
12. E também porque, tragicamente, algumas vezes o mau exemplo vem ainda mais de cima, ou seja, da parte de certos bispos (sem o mínimo perfil para prelados), quer pela sua tibieza e negligência, quer pela sua leviandade e permissividade, quer pelo seu progressismo e relativismo, por vezes alucinantes e escandalosos!
13. E ainda nas Universidades e nas Paróquias há tantos clérigos e religiosos laxistas e modernistas, dissidentes e relativistas, por vezes mesmo rebeldes e heréticos, assim como em escolas particulares e públicas, ou como professores de EMRC, e finalmente em várias Instituições de solidariedade social, em que se pratica quase tudo menos Caridade cristã, educação moral e religiosa, virtudes e boas obras em geral!14. Enfim, é esta a pobre e conturbada Igreja católica que temos, e se calhar que merecemos, pois todos nós (eu também, infelizmente e apesar de tudo!) temos sido muito pecadores e laxistas, muito mornos e egoístas, muito rebeldes e hedonistas!
E se não fosse a promessa de N. S. Jesus Cristo (em que acredito firmemente, graças a Deus!), de que, contra ventos e marés, a Igreja prevaleceria contra as portas do Inferno, contra Satanás, até ao fim do mundo, eu mesmo também já teria perdido a Fé ou o juízo, tal como infelizmente vai acontecendo com a maioria dos "cristãos", muitos deles já incrédulos, pagãos ou ateus!
15. Por tudo isso e muito pior ainda, atrevo-me a declarar, alto e bom som (apesar de ser ainda muito pecador):A Igreja Católica precisa hoje, mais do que nunca, de santos Sacerdotes e Religiosos, de santos Bispos e Cardeais, muito mais em qualidade do que em quantidade, cem por cento unidos ao Santo Padre e à Doutrina Oficial da Igreja, aos Dogmas católicos e a todas as Virtudes Cristãs, a todo o custo, contra todo o pecado, contra o Inferno e Satanás!
Toda a Igreja Católica precisa urgentemente, ainda mais do que Missionários "ad gentes" (para anunciarem o Evangelho aos pagãos de sempre), de novos e santos Evangelizadores, que recristianizem exemplarmente os países ditos civilizados/progressistas, nomeadamente os de matriz e cultura cristãs, e que se preocupem mais, muito mais, com os bens sumamente espirituais e eternos do que com os materiais e temporais, ao contrário do que infelizmente se vê tanto por aí (mais parecendo gestores e assistentes sociais)...
Levemos, pois, mormente através das novas tecnologias (que tantos aproveitam para o pecado e para o mal!), a Nova Evangelização, tão profeticamente e insistentemente sugerida e solicitada por João Paulo II e por Bento XVI, a todos os povos histórica ou pretensamente de civilização cristã.E não confundamos nova Evangelização com nova Missionação, pois creio serem coisas (Missões) substancialmente diferentes, sob pena de tudo ficar na mesma ou ainda pior, tal como na política de cada governo (geralmente pior que o anterior, apesar de prometerem mundos e fundos), visto que se tem falado mais de novos Missionários do que de novos Evangelizadores, quanto a mim abusiva e erroneamente, sendo estes bem mais necessários e urgentes...
+ Ad maiorem Dei Gloriam !
_________
Nova Evangelização Católica
(J. Mariano)
Etiquetas: Demónio, dissidência, dogmas católicos, excomunhão, heresia, Inferno, infidelidade, Magistério da Igreja, Nova Evangelização, Novíssimos do Homem, progressismo, relativismo, traição



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Caro José Mariano:
Se o «quase ninguém» significa «quase» setenta por cento, não estaremos tão mal como isso! ;-)
Mas escrevo principalmente para te chamar a atenção para um erro que deves corrigir. No teu afã de denunciar heresias, usas uma palavra muito equívoca e herética ou favorecedora de heresia. Escreves que muitos duvidam de alguns dogmas católicos, incluindo, dizes, «o da Presença real e consubstancial de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia». O perigo de heresia está na palavra «consubstancial» aplicada à presença de Cristo na Eucaristia. Jesus é consubstancial ao Pai, mas falar em presença consubstancial dá a entender que a presença da substância de Cristo é consubstancial à substância do pão (e do vinho). É a chamada consubstanciação, tese luterana, que se opõe à transubstanciação. Para a fé católica, a presença de Cristo é real e substancial, não consubstancial. O Concílio de Trento afirmou que «se alguém disser que no sacrossanto sacramento da Eucaristia permanece substância de pão e vinho juntamente com o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo (...) seja excomungado».
Creio que também te enganas, mais uma vez, na questão dos atributos de Deus. Sugiro-te que vejas o artigo da Enciclopédia Católica sobre a questão dos atributos de Deus (http://www.newadvent.org/cathen/06612a.htm). A mania de muitos (filo-)tradicionalistas de querer contrabalançar ou «equilibrar» a misericórdia/amor de Deus com a sua justiça é errada, sobretudo quando tendem a colocá-los como uma espécie de dois princípios complementares ou opostos. Não se pode meter dualismo em Deus! Não há um princípio que precise de ser complementado por outro em Deus. Em Deus é o Amor que é justo, é a Justiça que é amorosa. Não tem sentido a frase habitual de muitos «Deus é Amor mas também é justo», quando se pretende com esse «mas» corrigir a primeira parte da frase. Não há contradição de nenhuma espécie. A frase que encontramos na Patrística de que Deus não pode senão amar é totalmente correcta. Porque Deus não é senão Amor é que o Inferno existe. Em Deus o Amor e a Justiça coincidem. Porque Deus é bom, não bonzinho; Pai, não paternalista; Amor, não lamechice. Não é por se insistir no Amor de Deus que se deixa de acreditar no Inferno, mas por não se levar o Amor de Deus a sério, por não se insistir suficientemente no Amor de Deus. Nada mais exigente há que o Amor de Deus. Só ele pode converter-nos e levar-nos a querer «fugir» do Inferno.
Levássemos nós a sério a grande verdade de que Deus é Amor…
Alef
Excelente entrada, saludos.
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Caro Amigo Alef
Sê bem regressado a esta humilde 'tribuna" da Nova Evangelização.
Porque cá já não escrevias há anos - depois de termo-nos correspondido desde o ano 1999/2000 no célebre fórum Terravista e mais tarde no fórum Paróquias, até pensei que te tivesses, por qualquer motivo, incompatibilizado comigo, ou que houvesse algum problema pessoal contigo ou com o teu computador.
Felizmente, não parece serem esses os casos, pelo que fico assim mais descansado.
Quanto a este teu gentil e pertinente comentário, passo a dizer o seguinte:
a) Como saberás, não sou teólogo nem nada que se lhe pareça, apenas um mero autodidacta de teologia e moral em geral, assim como um simples católico moderadamente conservador (nada tradicionalista e muito menos ainda progressista, dissidente ou relativista), assim como um cristão algo escrupuloso no cumprimento dos meus sagrados deveres morais e espirituais, e por tudo isso também, às vezes, erro, o que lamento deveras, mas aceito humildemente.
Mais vale errar dizendo o que se considera correcto, do que não errar não dizendo o que se suspeita incorrecto. De acordo?
b) «Se o "quase ninguém" significa "quase" setenta por cento, não estaremos tão mal como isso!»...
Bom, acho que aqui não me expressei bem, ou talvez me tenha explicado mal, pelo que vai então a minha segunda opinião ou versão sobre tal assunto em questão:
- Quis dizer simplesmente o seguinte:
Já 'quase ninguém' acredita no Inferno e no Diabo -- talvez apenas cerca de 20 %, no máximo, daqueles que serão considerados bons ou medianamente praticantes de Missa e Sacramentos --, e portanto não contando com aqueles 70 ou 80% de católicos considerados minimamente praticantes (os que só irregular ou raramente vão à Missa e pouco mais, assim como também e sobretudo os considerados, absurdamente, "não-praticantes" (dentro da mesma percentagem de 70/80% de católicos cépticos)..., como sendo sobretudo esta alta percentagem que infelizmente já não acredita no dogma em referência, assim como em muitas outras Verdade de Fé.
Todavia, isto é apenas na generalidade, porquanto há muitos padres e religiosos que, também - pasme-se! - já não acreditam em alguns dogmas católicos, ou não os respeitam minimamente, com a agravante de alguns deles serem considerados doutrina essencial e de carácter divino (revelada e proclamada directamente por Jesus Cristo), visando a prática efectiva e eficaz do cristianismo/catolicismo, e da qual depende absolutamente a salvação da própria alma humana.
Por outro lado, já muitos "católicos", talvez cerca de trinta por cento, não acreditam, sequer, na imortalidade da alma, e portanto na Vida eterna, pensando e afirmando que com a morte se acaba tudo, tal como pensam os pagãos e sobretudo os ateus!
c) «Presença real e "consubstancial" de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia» - disse eu...
Ora aqui, talvez esteja mesmo errado, embora de boa fé, pelos seguintes motivos:
- Ao escrever isso do modo que expressei (visando simplesmente uma melhor clareza) julguei que não haveria qualquer incompatibilidade doutrinal ou teológica (e muito menos de carácter herético), na medida em que quis apenas dizer que, mediante a presença eucarística de Jesus Cristo na Hóstia e no Vinho Consagrados, estes já não eram, de modo nenhum, a "substância" química do pão e do vinho antes da Consagração, embora conservando a visibilidade e aparência de tais espécies materiais, mas sim o verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
(Conclui a seguir)
(J. M.
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* * *
(Conclusão)
Nesse exacto sentido, e jamais noutro, é que eu usei o termo "consubstancial" (consubstanciação), ou seja, a "mudança" e a "união mística" (= 'transubstanciação') de dois ou mais "elementos divinos" (Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e portanto Jesus Cristo real e completo), através da "substância" inicial do pão e do vinho que, por então já não o serem, se chama precisamente "consubstanciação" (isto é, a presença real de Cristo na Eucaristia, formando assim uma nova e única Substância Divina).
Enfim, 'transubstanciação' e 'consubstanciação' são, a meu ver, termos com sentidos diferentes, mas de certo modo análogos, correlativos, complementares... Certo?
d) No respeitante aos Atributos Divinos, parece-me que não me enganei nem exagerei, caro Alef, ebora respeita a tua opinião.
Para outrem, que nisso mesmo use um sentido diferente ou distorcido, poderá ser mania ou rebeldia, pelo menos, mas no meu caso creio sinceramente que não, graças a Deus, pelo menos enquanto não me provarem o contrário, isto é, que estou errado, ainda que inconscientemente.
Efectivamente, para mim e para todos os Santos canonizados, assim como para o Magistério da Igreja, tanto antes como depois do Concilio Vaticano II - porquanto trata-se de verdades de Fé e de Verdades eternas, em Deus há inúmeros Atributos; ou seja, na falta de melhor termo: Carismas Divinos, Virtudes Divinas, Carácteres Divinos, Poderes Divinos, Faculdades Divinas..., isto é, todo um conjunto de Virtudes e Faculdades infinitas e perfeitíssimas que constitui a Santidade, a Perfeição, a Omnipotência e a Majestade absolutas do próprio Deus Uno e Trino.
Tais como: a Santidade, a Piedade, o Amor, a Bondade, a Mansidão, a Humildade, a Pureza, a Misericórdia, a Clemência, a Justiça, a Perfeição, a Fidelidade, a Honra, a Omnipotência, o Conhecimento, a Sabedoria, a Ciência, a Austeridade, o Rigor, a Severidade...; enfim, o rigoroso cumprimento de todas as Suas Revelações, Promessas e Advertências feitas aos homens, sem qualquer excepção ou omissão.
Todavia, para todos nós, homens e mulheres pecadores em plena provação neste "vale de lágrima", há uns Atributos Divinos considerados mais essenciais e prioritários do que outros; isto é, que nos dizem mais respeito, que mais contribuem para a nossa Salvação (Vida eterna, com imenso gozo e glória, no Paraíso), ou para a nossa Condenação (morte eterna, com imenso sofrimento e desespero, no Inferno).
Como, por exemplo: o Amor e a Misericórdia, a Justiça e a Severidade, a Compaixão e a Clemência, o Rigor e a Austeridade, etc/etc...
E há a suprema Lei de Deus, para ser cumprida por todos nós, o mais rigorosamente possível, a fim de, só assim, podermos evitar o pecado que nos leva ao Inferno, e podermos praticar a virtude que nos leva ao Paraíso, por toda a eternidade.
Em conclusão: a Lei de Deus e toda a Sua Doutrina, assim como o a Sua Misericórdia e a Sua Justiça, tanto dão para salvar eternamente, como para condenar eternamente...
A escolha é nossa, plenamente, com a Graça/Amor de Deus (= Misericórdia Divina) ou sem a Graça/Amor de Deus (= Justiça Divina), absolutamente.
Aliás, ao contrário do que muitos pensam (erroneamente), o atributo Misericórdia Divina é o complemento do atributo Justiça Divina, e vice-versa; ou seja, não há, em Deus, Misericórdia sem Justiça, nem Justiça sem Misericórdia, em perfeitíssima e santíssima equidade e harmonia.
Pensando já ter respondido correctamente ao essencial do teu prezado comentário, amigo Alef, despeço-me com um abraço cristão, por Jesus e Maria.
José Mariano / Avlis
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"Sed Consolación Jóvenes Misioneros, Blog" tiene el honor de inaugurar el Premio Consuelen a mi Pueblo 2010 por la celebración de las más de 15 mil visitas recibidas. Hemos querido otorgarle el siguiente premio a nuestros amigos que han contribuido en la difusión de la Consolación de Dios a su Pueblo por medio de: Evangelización, Oración de Intercesión, Reflexiones, Valores Humanos y Redes Solidarias.
CUANDO GUSTES PUEDES PASAR A TOMAR TU PREMIO.
http://sedconsolacion.blogspot.com/2009/04/premio-consuelen-mi-pueblo-2010.html
Olá! Tem um selinho pra vc lá no blog! abraço e fique com Deus.
Meu querido irmao Mariano!
Há algum tempo nao apareco na net, no meu blog, e nos blogs amigos. Mas há um tempo determinado para tudo nas nossas vidas, tao bem falado em Eclesiastes 3.
Tenho saudades e espero retornar brevemente, entretanto lembro-me diariamente de todos voces, embora veja com os meus olhos que nem sempre somos lembrados quando estamos ausentes. Mas na vida é assim mesmo. Sigo ajudando minha amiga Elida e família neste momento, talvez, desesperador para quem nao é um herói na fé, mas gracas a Deus ela também cre num Deus de milagres.
Deus te abencoe muito e de graca a este espaco, e discernimento para toda a obra de Cristo. Preocupemo-nos em doar amor incondicional as pessoas.
Carinhos cristaos da madrinha,e um até breve virtual!
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Minha querida Irmã e Amiga Marlene
Folgo por esta tua mensagem especial, afectuosa e carinhosa.
Por mim, podes estar ausente o tempo que necessitares, pois para mim o que conta mais é a amizade verdadeira e cristã que nos une, embora aprecie deveras as tuas amáveis participações e mensagens.
Há um ditado que diz: "Longe da vista, longe do coração"; mas comigo tal ditado não pega, não tem razão de ser, na medida em que há amizades, como a nossa, que são para sempre, mesmo longe da vista, mas nunca do coração.
E mais, há amizades que são eternas, na medida em que prevalecem para lá da morte, porquanto persistirão com a imortalidade da alma, na Vida eterna.
Como, por exemplo: dois esposos que se amam de verdade para sempre; dois genuínos amores da juventude que se transviaram involuntária ou acidentalmente (geralmente por culpa de terceiros, como de certo modo aconteceu comigo), mas não findam nem morrem, antes recrudescem com o passar dos anos; ou o amor profundo dos pais em relação aos filhos, mesmo àqueles que se mostram ingratos ou traiçoeiros; etc.
Eu jamais te esquecerei, Marlene, haja o que houver, pois foste sempre uma amiga verdadeira, dedicada e especial, desde a primeira hora.
Sei bem (presumo eu) separar o trigo do joio, embora, infelizmente, haja cada vez mais joio que tenta passar por trigo, ou, pelo menos, que rejeita ser reciclado (convertido) para trigo, o que prova cabalmente que a intenção é má, falsa ou interesseira.
Mais tarde ou mais cedo, as falsas amizades vêm-se a revelar ou a trair, pois as pessoas não conseguem por muito tempo manter essa indecorosa e falaciosa máscara.
Uma coisa é tentarmos ser amigos de todos em geral (como nos ensinou Jesus), ou mesmo de alguém em particular (por especial simpatia ou reconhecimento); outra coisa é tais pessoas de quem nos aproximamos generosamente, com a melhor das intenções, recusarem, directa ou indirectamente, serem nossas amigas, muitas vezes injustamente: só porque somos diferentes, só porque pensamos e agimos diversamente, tendo gostos e ideais diferente, e tantas vezes só por uma questão de falta de saúde, de bens materiais, de classes sociais 'aparentemente' distintas, ou de grandes diferenças de idade, tanto para mais como para menos.
(Conclui a seguir)
J. M.
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* * *
Mas o que mais me choca é, por exemplo, quem tem cursos superiores (assim como muita fama ou muito dinheiro), não gostar de fazer amizades com quem tem poucas habilitações literárias, ou pouca cultura geral, sendo incapaz de descer ao mesmo nível.
Com efeito, choca-me deveras, eu que tenho apenas média cultura e nenhuma habilitação universitária, o facto da maior parte dos graduados academicamente, e na proporção dos graus adquiridos, serem refractários à boa e sã convivência com os menos privilegiados ou menos dotados, assim como no respeitante às boas relações de amizade.
Lamentavelmente, há nesta nossa sociedade actual, mais do que nunca, muito 'classismo', muito elitismo, muita discriminação, muito egocentrismo, muita hipocrisia, muito preconceito, muito comodismo.
Todavia, ainda me espanta e afecta mais o elitismo a nível religioso, nomeadamente no meio católico, entre clérigos e leigos.
Sobretudo quando os leigos divergem, um pouco que seja, em relação aos clérigos, e pior ainda se lhes fazem alguma crítica, mesmo sendo considerada justa e oportuna.
Ora, quanto a mim, tais atitudes classistas e arrogantes, egoístas e comodistas, sobretudo nos eclesiásticos - padres e bispos - são radicalmente contrárias aos ensinamentos cristãos, tanto do Santo Evangelho como da doutrina do Magistério, e no entanto, ela 'move-se' (como já dizia Galileu), mas move-se e pratica-se sub-repticiamente, perniciosamente, excessivamente, sobretudo desde há cerca de quarenta/cinquenta anos, com tanto permissivismo, progressivismo, relativismo, o que é uma das maiores pragas da actual sociedade materialista e hedonista, assim como da própria Igreja...
Marlene, fico-me por aqui, antes que o céu me caia em cima...
As melhores bênçãos cristãs para ti e tua família, assim como para essa tua amiga enferma, a senhora Elida.
Só te fica bem essa tua zelosa caridade cristã, e não apenas mera solidariedade humana. Só Deus é Amor.
J. Mariano
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